Viagem de carro do Rio à Bahia: roteiro com praias, rios e serra

por Jackie Mota 14.nov.2018

Finalmente conseguimos sanar uma falha gravíssima do nosso currículo viajante: fomos conhecer a Bahia! Para que pudéssemos viajar com a família completa – incluindo um cachorro e um bebê – optamos por uma viagem de carro. E aí tiramos vantagem do que seria um ponto negativo, a distância, e aproveitamos para incluir paradas no trajeto de ida e volta e conhecer ainda um outro estado novo: o Espírito Santo. Ô lugar cheio de surpresa boa, viu? A viagem foi maravilhosa! Cada paisagem mais deslumbrante que a outra, muitas oportunidades para descansar e desconectar e uma constante: boa recepção! Confira abaixo todas as dicas para uma Viagem de carro do Rio à Bahia, um roteiro com praias, rios e serra com cachorro e bebê a bordo

Casa Sorria você está em Caraíva com bebe e cachorro

Sorria: você está com sua família completa

O que conhecer na Bahia e Espírito Santo

Com 15 dias disponíveis para a viagem de carro do Rio à Bahia, a primeira decisão foi o que incluir no roteiro. Optamos por chegar apenas até o Sul da Bahia. Por ali há duas zonas turísticas principais: a Costa do Descobrimento e a Costa das Baleias. Esta última, mais ao sul, vai da divisa com o Espírito Santo, de Mucuri até Prado, e inclui Caravelas, Alcobaça e o arquipélago de Abrolhos. Ali está o berçário das baleias jubarte e por isso a região leva esse nome. Já a Costa do Descobrimento compreende a área que vai de Prado a Porto Seguro. Como cachorros não são permitidos nos passeios a Abrolhos, descartamos ficar na região das Baleias dessa vez e nos concentramos na Costa do Descobrimento.

Nosso roteiro na Bahia, portanto, incluiu Arraial d’AjudaTrancosoCaraíva e a Praia do Espelho.

Roteiro de viagem do Rio à Bahia de carro: com cachorro e bebê

A maravilhosa praia do Espelho, na Costa do Descobrimento na Bahia

Já no Espírito Santo fizemos escolhas mais práticas na ida. Vitória, que temos vontade de conhecer, dessa vez serviu apenas para passarmos a noite. A capital pode ser visitada em um vôo curtinho a partir do Rio em algum fim de semana, então privilegiamos os destinos mais difíceis de voltarmos a qualquer hora. Marataízes e Guarapari foram os atrativos mais ao Sul que conseguimos ir em uma tacada só desde o Rio. Itaúnas, no Norte, faz uma parada perfeita no trajeto entre Vitória e Arraial d’Ajuda e é um destino muito bacana. Já na volta optamos por um destino que estava na nossa lista há tempos e fomos à região da Pedra Azul, conhecendo Venda Nova do Imigrante e a Rota do Lagarto. Essa região tem temperaturas amenas perfeitas para descansar de um roteiro de praia e calor, além de excelente gastronomia e lindas paisagens. 

Aproveitando a posição geográfica da Pedra Azul seguimos viagem para Minas, para visitarmos a família em Muriaé. Quem quiser prosseguir o roteiro para esses lados pode ir por esse caminho para o Parque Nacional do Caparaó.

No Espírito Santo, uma das regiões que escolhemos visitar foi a Pedra Azul

Horários ao volante

Para tornar o tempo dentro do carro mais tranquilo, optamos por sempre viajar no início da manhã, quase madrugada, enquanto Sophia – de 1 ano e 7 meses – ainda estaria dormindo. Assim, quando ela acordasse já estaríamos indo curtir algum programa. Dessa forma também conseguíamos aproveitar o período mais ensolarado para curtir destinos lindos de praias e rio que encontramos no caminho.

As estradas do Espírito Santo são muito boas, quase sempre duplicadas. Apenas entrando na Bahia os trechos são em pista única, portanto, é preciso acrescentar à previsão de duração da viagem uma boa dose de sorte de não encontrar caminhões na sua frente.

Confira dicas para viajar com cachorro de carro

O charme do Quadrado, em Trancoso

Os trechos para chegar e sair de Itaúnas, de Trancoso, da Praia do Espelho e de Caraíva são em estrada de terra. Mas não é preciso carros mais robustos. O nosso carro é um Xsara Picasso já antigo e deu conta do recado super bem. E a sacolejada nesses trechos até ajudavam a manter a Sossô dormindo  Portanto, caso você vá alugar um carro, pode pegar um modelo simples.

Para garantir a distração da bebê no carro, levei uma sacola grande de livros e brinquedos, além de uma bolsa térmica com muitos lanchinhos (nos destaques do Instagram você vê minhas dicas pra mala!). Para manter o Maquiavel calmo, eu coloco a caminha dele sobre o banco. E, claro, não se esqueça: cachorros obrigatoriamente devem viajar de cinto ou cadeira de transporte própria.

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Roteiro de viagem de carro do Rio à Bahia  

Primeiro dia: Marataízes e Guarapari (ES)

Chegamos logo cedo pela manhã na cidade de Marataízes, no Espírito Santo. Nossa opção lá foi curtir a Lagoa do Siri, que fica coladinha com a Praia do Siri. A paisagem é linda e ainda há um letreiro Amor💙es ali pertinho para fotos. 

Roteiro de viagem do Rio à Bahia de carro: com cachorro e bebê

Letreiro #amorS2es no acesso à Lagoa o Siri; ao fundo é possível ver a praia após o trecho de areia

Logo na chegada há alguns restaurantes que atendem também na areia – ficamos no Restaurante da Lagoa. No cardápio local o suco natural de frutas vermelhas é oferta onipresente e fez a alegria do nosso café da manhã.  Há pouca sombra ao redor da Lagoa, mas na área dos restaurantes há árvores que garantem proteção. Foi nessa área que Rômulo ficou descansando junto com o Maquiavel – que precisa sempre ficar num lugar mais fresquinho.

Roteiro de viagem do Rio à Bahia de carro: com cachorro e bebê

Lagoa do Siri, em Marataízes: águas calmas e quentes, perfeito para crianças

Enquanto isso, Sophia curtiu muito as águas rasinhas e paradas da Lagoa. Muitas crianças lotavam o lugar nesse dia. 

 Há estacionamentos privados por R$ 10 o dia.

 O restaurante não dispunha de trocador ou cadeirão.

Por volta do meio dia Sophia foi tirar um chochilo e nós rumamos para a vizinha Guarapari com programa certo: comer uma autêntica Moqueca Capixaba. Na orla de Meaípe são várias as casas servindo o prato. Nós escolhemos o Gaeta, um restaurante bem tradicional, estrelado no antigo Guia Quatro Rodas, e que serve o prato desde 1966. Fomos acomodados em uma mesa na área externa. 

Escolhemos a Moqueca de Badejo e mais um prato de filé com fritas. A entrada – uma porção de Camarões fritos – e a sobremesa – uma torta de coco imperdível- são cortesias. A versão do Gaeta ainda inclui como acompanhamento uma Moqueca da Banana da Terra. Ótima opção para vegetarianos e também muito gostosa. 

Há estacionamentos pagos na rua – pegamos uma vaga por R$ 10, mas o Gaeta oferece o serviço gratuitamente aos clientes.

 O restaurante dispõe de trocador e cadeirão.

Depois de um mergulho na praia, pegamos a estrada rumo à Vitória, onde passamos a noite. Escolhemos o Villa Normaum hotel que aceita cachorro em Vitória e que tem ótimo custo benefício – e nota 9,5 no Booking! 

O Villa Norma aceita cachorros e a reserva pode ser feita pelo Booking A localização, no Jardim Camburi, é muito boa para quem quiser aproveitar para também passear pela capital. Na rua do hotel há comércio variado como farmácia, padaria e restaurantes. O quarto triplo custou R$ 230 em um fim de semana. A habitação era espaçosa e tudo estava extremamente limpo. Escolhemos uma cama de casal e uma de solteiro e o quarto tinha uma escrivaninha e mesinhas de apoio, além de um espaço com armário, frigobar e algum material para refeições (pratos, talheres e copos). A diária incluía café da manhã, mas saímos muito cedo e não fizemos a refeição.

Há estacionamento gratuito incluso

Segundo dia: Itaúnas (ES)

Saimos de Vitória ainda de madrugada para pegar a estrada novamente. Quando Sophia acordou, fizemos uma parada para que ela brincasse um pouco e tomássemos um café reforçado. E demos uma baita sorte: paramos na Casa Brasil, na altura da cidade de João Neiva. O lugar tem um parquinho bem completo, fazendinha, lava jato, lanchonete com lanche e almoço. O banheiro é muito limpo e tem um ótimo espaço para trocar o bebê, até com água e banheira. Também conta com Wi-Fi e lojinha, além do posto de gasolina. O horário de funcionamento é das 6h à meia-noite.

Para nosso próximo destino pegamos uma saída na Rodovia 101 na altura de Conceição da Barra. Tem um pequeno trecho em asfalto e depois uma saída para a estrada de terra. São apenas 20 km que levam cerca de 30 a 40 minutos. No total a viagem levou quase 4 horas, incluindo as paradas.

Rio Itaúnas: atravessando a ponte chega-se à Praia das Dunas

Itaúnas é um vilarejo pequeno com ruas de terra, famosa por suas dunas, que cobriram a vila original. Bem ao lado da ponte sobre o Rio Itaunas há um Centro de Visitantes onde é possível conhecer um pouco da história da Vila e também da fauna local. O lugar tem muitas pousadas, restaurantes e lanchonetes, já que o turismo é a atividade forte. 

Chegamos à cidade por volta das 10h. Fizemos check in, pegamos o carro e fomos em direção à Praia das dunas. Para chegar até a praia é preciso encarar uma duna logo na chegada, com areia fofa, por isso é bem puxado. Depois caminha-se uns 500 metros, mas em areia dura, até o mar. Nessa área há barracas, então é possível passar o dia aí. 

Para famílias com cachorro ou crianças o ideal é ir cedo ou já pro fim da tarde. À hora que chegamos a areia já estava muito quente e subir a duna assim seria perigoso para o Maquiavel. Por isso, fomos tomar um banho de rio. Que delíccia! Maria aproveitou muito, assim como Maquiavel que se revezava entre charfudar na lama e mergulhar no Rio. Ali não tem estrutura alguma, apenas um banquinho de madeira nas margens. Para quem quiser praia de água doce há a Praia do Riacho Doce, que fica a 16 km do centro. Agora, uma dica prática: não use roupas claras no rio, pois a água é bem barrenta e deixa tudo amarelado.

Depois de brincar muito na água, subimos para o centrinho para almoçar. Escolhemos o Restaurante da Petrolina. A casa estava cheia quando passamos e isso quase sempre é um bom sinal, né? Pedimos um Filé com banana e queijo na panela de barro (R$ 100, serve 3 com fartura). Uma delícia simples e diferente, daquelas que a gente já planeja copiar para o cardápio da nossa casa. O atendimento também foi super simpático e aproveitamos até para pegar dicas da Bahia. 

A seguir demos uma passada no hotel para fugir um pouco do sol e relaxar na piscina. Lá pelas 17h, com o sol já mais baixo, voltamos de carro até a Praia das dunas e, aí sim, subimos. É puxado mesmo, viu? Mas é um trecho curto. E vale a pena! Lá em cima assistimos ao sol se pôr e Maquiavel e Sossô correram até cansar! 

Descemos das dunas já noite e rumamos para o hotel para relaxar ainda um pouquinho antes de nos arrumarmos para dormir. Ainda tomamos um bom cafezinho com leite no quarto, cortesia dos anfitriões fofíssimos.

 Encontrei no Booking pelo menos duas boas opções de pousadas que aceitam cachorro. Escolhemos o delicinha Vila Cizinho (nota 9,3 no site). Além de pet friendly, o hotel tem uma área comum deliciosa! Na chegada um miquinho pulava pelas árvores que refrescam o quintal onde você pode aproveitar esteiras e redes. Há uma área com muitos livros, inclusive obras infantis, e até alguns brinquedos. Também tem piscina e restaurante – infelizmente não ficamos para tomar o café da manhã. Os anfitriões são super acolhedores e nos ajudam com tudo que precisarmos para uma estadia confortável. Pegamos o quarto triplo, que é simples, mas muito limpo e com tudo novinho. Tem Frigobar, tv e ar-condicionado. A diária custou R$ 260 em um domingo fim de feriadão. 

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Terceiro dia: Arraial D’Ajuda e Trancoso

Para sair de Itaúnas há duas opções: pegar a estrada “pra frente” que desemboca já na divisa com a Bahia ou voltar por onde chegamos vindo de Vitória. Na estrada “pra frente” o trecho em estrada de terra é de cerca de 40 km. Como saímos de madrugada, preferimos voltar por onde viemos e andar uma distância um pouco maior, mas em terreno já conhecido, e com a maior parte já asfaltada. Além disso, havia chovido um pouco naquela noite e ficamos com receio de pegar muita lama.

Praia de Piragi em Arraial d’Ajuda: falésias, ao fundo, e piscinas naturais

Nesta madrugada e manhã fizemos apenas uma parada rápida na estrada, mas sem sorte de encontrar um posto com boa estrutura. Chegamos às 10h em ponto em Arraial d’Ajuda, onde escolhemos conhecer a Praia de Pitinga.

A sorte sorriu pra gente aqui, pois chegamos no exato momento em que a maré começava a baixar e logo logo lá estavam lindas piscinas naturais perfeitas para curtir com um bebê.  

 Estacionamos por R$ 30 na beira da praia. O estacionamento tem convênio com a barraca Maré – consumo acima de R$ 200 não paga e acima de R$ 100 paga apenas R$ 10. 

 Há diversas barracas na praia. A Maré fica bem em frente às piscinas. Há banheiro e chuveirão; não há cadeirão ou trocador.

Para almoçar fomos até o centrinho de Arraial, que é uma gracinha. A Rua do Mucugê é toda voltada aos turistas, com restaurantes, pousadas e lojas. Mas essas, e uma boa parte dos restaurantes, só abrem a partir das 16h. Nós almoçamos no Rabanete, um restaurante “a quilo gourmet”. A casa tem mesas em área externa e um buffet de doces bem bacana. A refeição completa – 4 pratos, 3 sucos, duas sobremesas e um café – ficou em R$ 133. 

Depois do almoço pegamos a estrada novamente, “voltando” um trecho na direção Sul para chegar à nossa primeira estadia mais longa da viagem: Trancoso

Chegamos na cidade ainda a tempo de ver o famoso Quadrado com luz e ir até o Mirante atrás da igrejinha antes do sol se pôr. Depois, aproveitamos a noite na região, já que nos hospedamos ali do ladinho. Jantamos na pizzaria Canto do Quadrado – Pizza e vinho branco por R$ 68.  

Quarto dia: Trancoso 

Finalmente acordamos tarde nesta viagem! E também passamos um dia inteiro longe do carro, que alívio.

E acordamos super descansados mesmo. Reservamos a Pousada Calypso e escolhi “dois quartos”, já que minha mãe viajou conosco, além da Sophia e o nosso cachorro Maquiavel. Para minha surpresa simplesmente ficamos em um apartamento completo, com uma ampla sala, mesa de jantar, cozinha completa, duas suítes super espaçosas – a nossa tinha cama King e uma banheira muito comprida -, além de um gramado em frente à sala onde os meninos brincaram à vontade. Era um apartamento linear (sem escadas), perfeito para viagem com bebê. E, para completar a sensação de arrasei na escolha do hotel o café da manhã da pousada era simplesmente divino. Além de ter uma boa variedade e ser servido num ambiente agradável, tudo era muito gostoso. Para vocês sentirem o nível, à noite a gente já ficava feliz pensando que quando acordássemos tomaríamos aquele café e tentando adivinhar qual seria o bolo gostoso do dia. Não posso deixar de indicar as tapiocas, especialmente a de doce de leite com côco. Outro ponto que achei muito simpático era o café fresquinho com biscoitos e bolos oferecidos todas as tardes aos hóspedes. Por tudo isso, a Calypso levou o troféu melhor hotel da viagem inteira 

A Pousada Calypso fica a poucos minutos a pé do Quadrado, aceita cachorros e tem avaliação 9,5 no Booking. A diária inclui café da manhã, cafezinho à tarde e estacionamento. O hotel conta com uma jaccuzi que pode ser agendada sem custo. Pagamos R$ 353 na diária do apartamento com DUAS suítes para 3 adultos e 1 bebê – encontrei quartos duplos para casal por apenas R$ 218.   

Após o café fomos dar uma voltinha pelo Quadrado e tirar umas fotos na praça mais charmosa do Brasil – título dado pelo Ricardo Freire com o qual não poderia discordar. Pertinho da igreja pegamos o caminho para descer a pé para a Praia do Nativo.

Igrejinha do Quadrado, em Trancoso

A descida é moleza, mas a volta é puxada. Lá embaixo é possível contratar um mototáxi para subir caso você não queira encarar. Quem quiser mais facilidade, pode ir de carro e estacionar no extremo esquerdo da praia, quase pé na areia.  

Mirante atrás da igrejinha no Quadrado: o riacho divide as praias do Nativo, à esquerda, e dos Coqueiros, à direita

Nós ficamos no lado direito da praia, passando o Riacho, trecho que muda de nome: é a Praia dos Coqueiros. Essa parte fica muito menos cheia. Nas barracas da Praia do Nativo também tinha música alta e eu preferi o ambiente mais calmo do outro lado. Escolhemos a barraca Cabana Ilha Encantada. Por ali encontramos uma boa sombra de árvore – o que sempre é mais fresco – para o Maquiavel ficar à vontade. Maria também passou o dia mais entretida com a areia que a água.

A barraca Cabana Ilha Encantada cobra consumação mínima de R$ 100 por grupo – na vizinha Uxuá a consumação era de R$ 100 por pessoa. A casa oferece mesas, espreguiçadeiras e redes e tem preços justos pela estrutura e serviço: Porções de batata e aipim por volta de R$ 35, sucos por R$ 10; Camarão R$ 67; Peixe R$ 55, frango por volta de R$ 60 e moqueca a R$200. Aceita cartões. Tem banheiro. Sem estrutura específica para crianças. 

No fim da tarde subimos para o hotel, onde tomamos café e nos arrumamos para jantar no Quadrado. Naquela noite escolhemos o restaurante Morena, onde optamos por um jantar mais reforçado, com pratos de carne e risotos. O lugar é super charmoso, tem uma boa comida e um dos preços mais atraentes da praça. 

Quinto dia: Trancoso

O segundo dia em Trancoso começou com o café da manhã maravilhoso da Pousada Calypso e, em seguida saímos de carro para conhecer praias mais afastadas do centro. Trancoso recebe muitas excursões de empresas de turismo. Em geral os grupos chegam a partir das 9h/10h no Quadrado e depois seguem para a Praia do Nativo. Portanto, se quiser fazer fotos com tranquilidade no Quadrado é só ir mais cedo ou após as 16h, horário em que tanto a praça quanto as praias ficam vazias com a saída dos ônibus.   

Vá provar as delícias da Pousada Calypso também! Reserve agora!

Pela manhã fomos para a Praia do Rio da Barra, acessível através de um condomínio. No entanto, essa foi a única praia em que Maquiavel não pode entrar: cachorros são proibidos

Para acessar a Praia do Rio da Barra é preciso pagar R$ 30 pelo estacionamento e mais um consumo de R$ 80 por pessoa no único restaurante existente no local. Cachorros não são permitidos. 

Praia de Taípe: faixa de areia longa e mais larga e falésias em toda a extensão

Seguimos então um pouco mais para a frente e fomos conhecer a Praia de Taípe, que tem um visual lindo com falésias. Aqui existem duas barracas. A primeira delas recebe excursões e, por isso, fica bem cheia. Ela tem uma boa estrutura, com um parquinho infantil e estacionamento, mas fecha às 16h quando os grupos vão embora. A segunda barraca é mais simples, mas fica aberta até mais tarde. Ficamos na primeira barraca porque Sophia ficou vidrada no escorregador. A comida estava bem ruinzinha, portanto não aconselho almoçar por lá. 

Estacionamento na chegada da praia por R$ 10. 

Lá pelas 16h voltamos para a Praia do Nativo, de carro, pois queríamos curtir o riacho ali com mais tranquilidade. Bingo! A essa hora a praia já estava vazia e pudemos correr e brincar entre o mar e o rio à vontade com Sossô e Maquiavel, sem nos preocuparmos em incomodar ninguém. Subimos já à noite para o hotel e saímos mais tarde para passear. Dessa vez andamos na direção oposta, até a rua do telégrafo, que tem lojinhas e cafeteira super charmosos. Ao longo da Rua Carlos Alberto Parracho também há opções variadas de restaurantes. Como havíamos almoçado tarde e feito um lanche na pousada, nesta noite escolhemos provar o acarajé e as tapiocas. No Quadrado há duas barraquinhas lado a lado que vendem as iguarias a R$ 15. 

 Antes de voltar para o hotel à noite sempre passávamos na lojinha de conveniências que fica bem na entrada do Quadrado. A lojinha é bem completa, inclusive com ótimo preço de bebidas como espumantes e vinhos. Também há opções de frutas, pães, iogurtes e biscoitos, além de itens de higiene. Como no dia seguinte iríamos fazer check out e mudar de cidade, neste dia fiz um estoque de frutinhas e comidinhas pra Sossô.

Sexto dia: Praia do Espelho e Caraíva

Após o café da manhã fizemos check out e seguimos para a famosa Praia do Espelho, que fica entre Trancoso e Caraíva. Esta é uma das famosas praias 5 estrelas do Guia 4 Rodas (outra delas é a do Patacho). Para chegar ao espelho há um trecho em estrada de terra, mas não há grandes dificuldades.

Canto esquerdo da Praia do Espelho; piscinas naturais se formam aqui. Dependendo da maré é possível passar a pé para praia dos Amores, ao lado

A Praia do Espelho é, sem dúvidas, a mais bonita da região. Que lugar lindo! No canto esquerdo – onde o nome oficial é Praia do Curuípe – há piscinas naturais na maré baixa e é possível atravessar à pé para a Praia dos Amores e, em seguida, para a Praia do Outeiro. A faixa de areia é longa, embora estreita na maior parte da praia. Um riacho corta a praia, a partir de onde está oficialmente a Praia do Espelho e o trecho de areia fica mais largo. No canto direito há falésias. Quase em frente ao local onde se formam as piscinas há algumas árvores e, portanto, sombra natural.

A comida era uma preocupação nossa antes de ir, pois havia lido sobre as poucas (ou caras) opções no local. Mas não se preocupe: em toda a extensão da praia há opções para comer e ficar com conforto. Há tanto pousadas como a Recanto do Espelho e a Enseada do Espelho, cujos restaurantes são abertos ao público, quanto bares, restaurantes e lojinha de tapiocas. Quando visitamos também passaram vendedores ambulantes de milho e salgadinhos.

Para ver o “efeito espelho” é preciso pegar a maré baixa e ver a praia de cima. Para isso basta colocar no GPS o destino “Condomínio Outeiro das Brisas”. 

A chegada de carro à praia é pelo lado esquerdo, ou seja, por Curuípe. O estacionamento custa R$ 20 pelo dia todo. Você ficará bem na entrada da Pousada Recanto do Espelho. 

Nós amamos a Praia do espelho! Saímos de lá já à noite, mesmo sabendo que tínhamos uma estrada de terra à nossa espera. Mas valeu muito a pena. Recomendo demais que em qualquer roteiro pela região o Espelho seja prioridade.

 Quem se animar para dormir na praia tem algumas opções de pousadas como a Enseada do Espelho e a Recanto do Espelho, que aceita cachorro.

Depois de uma hora na estrada de terra chegamos à Nova Caraíva. Essa região é a extensão mais recente de Caraíva. As duas são separadas pelo Rio Caraíva. Lá você encontrará um posto de gasolina e algum comércio. É necessário deixar o carro desse lado do rio e atravessar de barco para chegar à Caraíva. Se você estiver com malas pesadas vá de carro até o píer e descarregue as malas. Há uma área grande para tal. Depois retorne com o carro e deixe-o em algum estacionamento. Há algumas opções bem pertinho do porto. Quando fomos as diárias do estacionamento variavam entre R$ 15 e R$ 20 reias. Com as malas no barquinho deixamos o nosso carro pra trás e embarcamos literalmente em alguns dias de paz e tranquilidade. Nosso barquinho atravessou o rio no meio da noite e em poucos minutos já estávamos em Caraíva: um lugar sem veículos motorizados, com ruas de areias, sem sinal de celular, com rio e mar para escolhermos passar nossos dias. Um paraíso.

“Praia” do Rio Caraíva: a poucos passos do mar

A travessia de barco custa R$ 5 por pessoa. Há um “ponto” de espera, coberto. Basta chegar e esperar o próximo barco encher. O serviço funciona a partir das 4h e vai até as 2h. Bebês, cachorros e malas não são cobrados.   

Dica: se possível, tente levar pouca bagagem para Caraíva. Além de ter que colocar e tirar as malas do barco, ao chegar a Caraíva você não conseguirá puxar a mala pelas ruas, que são de areia fofa. Portanto, terá que contratar um carroceiro para levar sua bagagem. O serviço custa R$ 30 até as 18h; R$ 40 até as 20h; e um valor a combinar após este horário.  

Alguns leitores nos alertaram sobre o risco de se contrair um de bicho de pé em Caraíva. Nós voltamos incólumes, mas repasso a informação para que você fique atento.   

Instalados na nossa pousada, que sabiamente eu reservei bem pertinho do porto e dos bares, fomos jantar. Foi só a primeira de várias experiências culinárias agradáveis em Caraíva. Como cada um queria comer uma coisa diferente, escolhemos o Beco da Lua. Esse lugar charmoso tem vários “traillers” de comida com mesinhas ao ar livre e música.  Há opções como espetinhos, hambúrguer, crepes, comida japonesa entre outros. Nós escolhemos os espetos da Espeteria – acompanhados de uma mandioca maravilhosa! – e também hambúrguer, além de alguns drinks. 

Por fim curtimos um programão: ver o céu! Que céu tem Caraíva. Ainda bem que paramos esse dia, de céu limpo, pra observar. 

 Pousada Lagoa: em Caraíva nos hospedamos na Lagoa. Na minha opinião a localização da pousada é perfeita. Pertinho dos bares e restaurantes, o que facilita sair para comer a noite. Não há grandes distâncias em Caraíva, mas à noite há pouca iluminação – apenas dos imóveis – e a perna já está cansada de andar na areia durante o dia. Então acho mais cômodo ficar nesta área. Outra vantagem é a chegada, especialmente se você for carregar peso ou estiver com criança. Apesar de estar a poucos minutos do comércio, a pousada é silenciosa dia e noite. Um gramado amplo é ótimo para crianças correrem durante o dia e fica bem fresco por conta das árvores. A pousada tem Wi-Fi, o que é pratico pois sempre temos coisas a resolver online, mas apenas na recepção, assim ninguém cai na tentação de ficar conectado preso no quarto em vez de ir curtir o lugar. Os chalés são charmosos e confortáveis. Todas as camas tem mosquiteiro. O quarto triplo fica um pouco apertado pra tanta gente. Recomendaria pegar dois duplos vizinhos. A Pousada disponibilizou berço sem custo extra. O café da manhã é bom, mas não varia muito ao longo dos dias. Há aulas de yoga no local de segunda a quinta. Como chegamos numa sexta infelizmente não fizemos. Com a localização e conforto do quarto o valor é excelente: pagamos R$ 1.850 por 4 diárias para um chalé triplo (R$ 462,50 a diária para 3 pessoas mais um bebê e um cachorro). 

Vá conferir o céu de Caraíva: reserve a Pousada Lagoa

Sétimo dia: Caraíva 

Em Caraiva a vida é mais calma! E assim seguimos nossos dias. Tomamos café sem pressa e depois fomos passear. Há muitos cantinhos fofos pelas ruazinhas e o ponto mais famoso é uma casinha com a frase “Sorria, você está em Caraíva”, estampada na fachada. Essa casa fica em frente à Inhoqueria e você encontra no Google Maps como “Caraíva Republic”.

Fomos andando até a praia, passamos um tempinho ali e depois e caminhamos até a ponta onde ocorre o encontro com o rio. Aqui dá pra escolher o que curtir: água salgada ou doce. Ficamos no lado do Rio. Maquiavel e Sophia adoraram a água calma e curtiram a sombra das cadeiras. 

Lado da Praia em Caraíva

E lado do Rio Caraíva: o mar está ali no fundo

Em Caraíva somente há sinal de celular da operadora Vivo e não é em todo lugar. Na beira do Rio e em algum comércio é possível se conectar, mas em geral o celular fica mesmo sem rede. Não há caixa eletrônico, mas conseguimos utilizar cartão de crédito em praticamente todo o comércio.   

Na hora do almoço voltamos pela beira do Rio até o Cantinho do Mineiro, que tem comida caseira muito saborosa – provamos a linguiça caseira, a bisteca e o frango (os pratos custam cerca de R$ 30). Por aqui você almoça olhando o rio e as crianças brincam na areia da rua. Uma delicia!

À noite fomos passear na rua à beira rio e escolhemos comer no Bar do Porto. A escolha foi puramente olfativa: passando em frente fomos fisgados pelo aroma das galletes (crepes feitas com farinha de trigo sarraceno). Recomendo provar, pois são muito gostosas, ficam prontas rápido e o ambiente do bar é muito agradável. Há mesas em uma área coberta e também no jardim e nos dias em que estivemos em Caraíva tinha música ao vivo (MPB). 

Oitavo dia: Caraíva 

O tempo virou e já acordamos com chuva, mas ainda estava bem quente. Aproveitamos a trégua do sol para fazer o passeio mais famoso do local: o Bóia Cross. O passeio custa R$ 50 por pessoa e sai a toda hora. Basta ir até o quiosque que fica quase em frente ao Cantinho do Mineiro. 

Bóia Cross: descemos o Rio Caraíva em uma bóia puxada pelo barco. Sophia foi plena junto comigo, mamando e dormindo =)

O passeio incluiu um trecho em que você vai dentro do barco e outro em que vai na bóia. A ordem dos trechos depende da vazante da maré. No dia em que fizemos fomos na bóia e voltamos no barco. Para o trecho na bóia você pode escolher: flutuar ao sabor da maré – segundo o barqueiro nesse estilo o passeio leva cerca de 2 horas – ou ser puxado pelo barco (cerca de meia hora). Nós escolhemos a opção mas rápida com receio de como Sophia reagiria. Demos foi bobeira, já que a pequena não se incomodou em nada. Pelo contrário: foi comigo na bóia mamando e dormindo em alguns trechos  Terminada a subida na bóia, paramos por uns minutos na Prainha. Ali comemos caju do pé e depois voltamos até o porto de Caraíva dentro do barco. 

Há outros passeios disponíveis em barco, como o “Ecológico” que custa R$ 100 por pessoa e inclui o Bóia Cross. Todos podem ser contratados direto no quiosque dos barqueiros.

Para almoçar escolhemos um local que é uma super experiência. Se você leu qualquer material com dicas sobre Caraíva, provavelmente te indicaram ir comer a sobremesa no Cantinho da Duca. Pois não faça isso: não vá apenas pela sobremesa. Almoce no lugar e, sim, coma a sobremesa também, coma muito, repita, leve pra casa. Ela é, de fato, incrível – estamos ainda hoje tentando adivinhar os ingredientes, que são secretos. Mas almoçar na Duca é uma experiencia super “Caraíva”.

Quem  atende as mesas, comunitárias, é a própria Duca. O ambiente é cheio de detalhes marcantes, a começar por um enorme quadro de uma pintura que você verá em diversos pontos de Caraíva, cuja autora é quem? Sim, a Duca. Há diversos objetos com essa arte à venda no local, uma excelente lembrança de Caraíva. Além disso, há sinos dos ventos, mensagens sobre veganismo e paz, livros esotéricos à disposição. Eu adorei o ambiente. 

A comida é vegana, saudável e super adequada a bebês. Como é bom comer comida que faz bem e, ainda por cima, é deliciosa. Os pratos individuais custam R$ 28 e, para dois, saem a R$ 55. Tudo que provamos estava muito saboroso. Para completar tem a sobremesa, a famosa nega maluca. O que a gente sabe é que tem banana, cacau e não leva açúcar. O resto é segredo da Duca. E olha que é um segredo tão bom que valeria a pena ir a Caraíva só por ele. A nega maluca vem em 3 tamanhos – R$ 10, R$ 20 e R$ 30 – e se você arriscar ir apenas pela sobremesa chegue cedo, pois ela acaba. Todos os dias. 

Neste dia aproveitamos a trégua da chuva à tarde para um passeio pela ruas que ainda não conhecíamos. Caminhamos do Porto até a Igreja de São Sebastião, aproveitando para parar nas lojinhas. À noite repetimos o Bar do Porto, mas dessa vez escolhemos as pizzas. É uma excelente opção para uma refeição rápida. 

Nono dia: Caraíva

Infelizmente, além de a chuva continuar, acordamos com a temperatura caindo. Mesmo assim, ainda fomos bater perna mais uma vez e depois fomos procurar um lugar para almoçar. Todos as casas estavam lotados, já que a chuva impedia o uso das mesas externas. Por conta disso levamos mais tempo para achar um restaurante, o que acabou sendo uma sorte. Acabamos chegando ao Patioba, de comida indígena, e que também fica à beira rio. O pastel daqui é imperdível! É, eu sei que você já ouviu falar do pastel de outro lugar, o pastel de arraia do Bar do Pará, mas a gente não come arraia e estávamos procurando um almoço mais substancial. Acabamos pedindo um pastel de carne de entrada no Patioba (eles também têm o de arraia) e ficamos apaixonados. O pastel era enorme e muito gostoso mesmo! Vale a pena passar lá pelo menos para provar o pastel. Mas a refeição toda foi muito boa. Comemos uma carne de sol com rostie de mandioca e ovo simplesmente divina e também nhoque de banana da terra (escolhi o molho vegano, mas tem também de camarão). Os pratos feitos, de sabores simples como carne ou frango, são bem gostoso também e tem um dos melhores valores de Caraíva (R$ 24). O único tempero azedo no local é o humor de quem acredito ser a dona, que nos atendeu, e parecia bem estressada.

A casinha mais famosa de Caraíva

Como o tempo não melhorava, decidimos adiantar nossa partida em um dia. Por volta das 18h lá fomos nós para a sequência porto + travessia no barquinho + carro. Dessa vez não usamos carroceiro, pois uma pessoa do hotel ajudou com as malas mais pesadas usando um carrinho de mão.

Começamos a voltar para o Espírito Santo. Dessa vez passamos a noite no carro. 

Décimo dia: Venda Nova do Imigrante (ES)

Chegamos com o dia raiando à Região de Pedra Azul, no Espírito Santo. Como tínhamos decidido adiantar a volta na véspera já no fim do dia, precisamos reservar um novo hotel  para esse dia extra. Optamos por ficar uma noite, então, em Venda Nova do Imigrante, capital nacional do agroturismo.

Agroturismo é uma atividade turística, familiar, praticada em pequenas propriedades em que o turista pode acompanhar o processo de produção e vivenciar a cultura do local. 

bebe em trator

Na capital nacional do agroturismo visitamos produtores de delícias como o socol, no Sítio Lorenção

Escolhemos a simpática Pousada Benaflo, que tem uma localização bem acessível às margens da BR 262 e, enquanto o Rômulo descansava da noite passada em claro ao volante, nós fomos passear no Sítio Lorenção, a poucos minutos a pé da pousada. Nessa propriedade a grande atração é o Socol, um embutido de carne de porco de origem italiana que sofreu adaptações no Brasil e que hoje ostenta um certificado de Indicação Geográfica. Então, se você quiser provar o autêntico Socol de Venda Nova do Imigrante não deixe de passar no Lorenção. O lugar é super agradável e oferece provinhas dos antepastos – o de beringela com bacon é delicioso! – e do Socol.  

 A Benaflo é uma pousada que aceita cachorro em Venda Nova do Imigrante. Os quartos são bastante espaçosos, contam com TV e frigobar, e há um grande pátio pra crianças e cachorros correrem. Fomos recebidos com muito carinho e um café da manhã pra lá de farto, recheado de delícias locais. A pousada conta com estacionamento gratuito. 

À tarde voltamos ao carro – fundamental para conhecer os atrativos da região – e rumamos para o Orquidário Caliman. Ao contrário de outras propriedades por aqui, o orquidário não é voltado especificamente a turistas e sim à pesquisa e cruzamento de espécies variadas de orquídeas, para um público especializado nesse tipo de planta, como os colecionadores. Mas as estufas gigantes que abrigam, dizem, mais de 12 mil espécies, são abertas a visitas e os turistas são bem recebidos. Bem, exceto o Maquiavel que ficou acuado no carro pelos cerca de 8 cachorros da propriedade   Acabamos não demorando tanto porque o pequeno ficou com medo dos cachorros, mas o lugar é lindíssimo e tem também exemplares com preços bem acessíveis para um público mais geral. Ah, e com pessoas os cachorros de lá são uns amores!

Em seguida fomos para a Rota da Providência (Estrada ES 166). Ali visitamos o pioneiro do agroturismo no país, a Fazenda Carnielli. O sítio é uma ótima opção de parada pós almoço e oferece banheiros, um pequeno parquinho para crianças, bebedouro e provas de café e queijos na delicatessen. Também é possível agendar a visita para conhecer um pouco do processo de produção. O produto que nos conquistou aqui foi um biscoitinho de fubá com nata. Só não compramos mais pacotes porque não tinha em estoque. É uma delícia, não deixem de provar. 

Orquidário Caliman, em Venda Nova do Imigrante

Logo em seguida paramos na Fazenda Família Busato, especializada em iogurte. Mas adoramos o café daqui e trouxemos também pimenta produzida no local.

Para completar o roteiro seguimos um pouco adiante até a Orolatte, de queijos artesanais. O próprio proprietário, um imigrante italiano, nos explicou sobre os diferentes tipos de queijo produzidos aqui que já foram incluídos entre os queijos “imperdíveis” do país pelo caderno Paladar, do jornal O Estado de S. Paulo. Todos amamos os queijos, incluindo nossa pequena ratinha Sophia. E Maquiavel arrumou até uma paquera com a cachorrinha da propriedade. Os queijos podem ser fracionados na hora e os preços são muito atraentes. Compramos algumas peças para presentear a família e ficamos felizes em saber que a Orolatte costuma participar da Feira Junta Local aqui no Rio de Janeiro. O lugar também promove cursos de produção artesanal de queijo.

No fim do dia fomos procurar um lugar para jantar, tarefa quase mais difícil ainda que encontrar um restaurante aberto no almoço. Enquanto o agroturismo funciona a pleno vapor todos os dias da semana, os restaurantes da região, mesmo os instalados em pousadas, costumam abrir apenas de quinta a domingo. Mas já deu pra perceber que tivemos muita sorte nessa viagem, né? Encontramos a Ronchi Beer, uma exceção à rega local que funciona diariamente a partir de 10h. A casa nos ofereceu tudo, e mais um pouco do que precisávamos. Uma vista deslumbrante da Pedra Azul no fim do dia, comida boa, incluindo sopinhas, um aquecedor pro frio que já chegava a 13 graus e uma área kids para Sophia brincar, além de pessoal super simpático.

Décimo primeiro dia: Rota do Lagardo (Pedra Azul) 

Depois de um café da manhã delicioso na Benaflô, pegamos o carro na direção da Rota do Lagarto. Entramos no caminho pela BR 262, onde está a Pousada Peterle e o letreiro “Eu amo a Pedra Azul”. Aqui também há um escritório de atendimento a turistas, mas estava fechado quando passamos. Aliás, tudo estava fechado na Rota do Lagarto. Realmente para conhecer a Rota a fundo é preciso vir entre quinta e domingo.

Letreiro para fotos em uma das extremidades da Rota do Lagarto: pena que o posicionaram sem a Pedra Azul ao fundo

Nós curtimos então as paisagens, paramos no Portal da Pedra Azul, que é um bom ponto para se fotografar a Pedra do Lagarto, e tem lojinha, banheiros e lanchonete.

É importante lembrar que, como em quase todos as áreas de proteção ambiental no país, não é permitido entrar com cachorro no Parque Estadual da Pedra Azul. Se você estiver sem cachorro, vale a pena levar tênis e roupas de banho e dar um passeio no parque, onde é possível fazer trilhas que te levam a cachoeiras com uma vista linda.  

Depois ficamos procurando um restaurante para almoçar, sem sucesso, até o fim da rota. Fomos encontrar nossa parada a alguns quilômetros dali: o Bistrô Vista Pedra Azul. E que parada! Além do vistão, o bistrô tem pratos saborosos e fartos e uma lojinha onde a louça fofa da casa está à venda. A casa também funciona como hotel (confira no Booking: Bistrô Vista Pedra Azul).

Depois do almoço fomos para nossa pousada descansar. Havíamos reservado com antecedência a Pousada Aargau. A propriedade tem uma área super agradável, com piscina e vista da Pedra Azul, e muito sossego. A região de Pedra Azul tem uma significante colônia de origem italiana, mas a Aargau, diferentemente das demais propriedades, foi fundada por um imigrante suíço. Então, aproveitamos para jantar no local e provar um fondue feito segundo a tradição suíça. Provamos o fondue de carne, o de queijo e também o e chocolate, que é maravilhoso. Foi uma ótima maneira de terminar o dia de forma calma e aconchegante. 

Pousada Aargau aceita cachorro, tem estacionamento e café da manhã incluído e nota 9,2 no Booking. Tem excelente custo-benefício e uma boa localização para conhecer a Rota do Lagarto. O restaurante serve um autêntico fondue suíço. Pagamos R$ 230 por cada um dos quartos (triplos) da pousada. 

Décimo segundo dia: Caminho de volta 

Saímos cedinho da Pousada Aargau em direção a Minas Gerais, onde visitamos minha família em Muriaé. Chegamos ao destino final, Cabo Frio, no dia seguinte, completando 13 dias de viagem. Ainda ficamos na casa dos meus pais por mais 2 dias antes de voltar ao Rio.

Números da viagem
  • Em 13 dias de viagem rodamos 2.800 km.
  • Nosso carrinho consumiu uma média de 7,9 litros de gasolina a cada 100 Km, o que dá um total de cerca de 222 litros de combustível.
  • A um preço médio de R$ 5 – no Espírito Santo pegamos os menores preços, R$ 4,50 pelo litro – , podemos dizer que o gasto foi de pouco mais de R$ 1,1 mil.
  • Também gastamos cerca de R$ 100 em pedágios.  

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Publicado por Jackie Mota

Uso minha formação em jornalismo e minha experiência organizando as viagens da minha própria família para escrever posts didáticos e detalhados para poupar o SEU tempo. Nos meus textos você encontra informações práticas apuradas com responsabilidade e organizadas de acordo com as necessidades do viajante. Referências histórias e análises sobre a política e impactos do turismo também estão presentes no meu trabalho para que você viaje bem informado, seguro e consciente - sou especialista em Relações Internacionais e Mestre em Estudos Estratégicos da Segurança Internacional.

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