Vale a pena se hospedar no Village Le Canton?

por Mariana Jardim 02.nov.2019

Se você tem crianças com certeza já ouviu falar do Le Canton, em Teresópolis. O resort é famoso entre as famílias cariocas e o único no Brasil que conta com um parque de diversões coberto. Funcionando em sistema de pensão completa e com ótima infraestrutura de acomodações, o hotel não é das opções mais baratas nas proximidades da capital. Por isso, muita gente tem duvidas se vale a pena se hospedar no Village Le Canton. Nesse post eu listei os pontos altos e baixos do complexo, expliquei o funcionamento, quanto dias ficar e reuni muitas dicas para quem está interessado em conhecer o Village Le Canton. 

O famoso castelo medieval do Le Canton

O famoso castelo medieval do Le Canton

Por que viajar para um hotel como o Village Le Canton?

É sempre uma ginástica preencher de atividades as férias escolares das crianças. Desta vez nós preferimos ficar uma semana em casa fazendo programas locais que aparecessem na época, como cinema e exposições voltadas para eles e, depois, tirar 1 semana para viajar por perto do Rio. Como as férias escolares são altíssima temporada no turismo, as passagens de avião estão em geral com preços bem altos. Nossa estratégia foi escolher uma viagem em que cortássemos o gasto com parte área e, assim, investir todo o orçamento da viagem bancando um hotel que oferecesse mais atividades e que fosse, por si só, o destino da viagem.

Então, resolvemos matar uma vontade de longa data que era conhece o Le Canton, hotel-fazenda-resort que fica na Estrada Teresopolis-Friburgo, a aproximadamente 2h30min do Rio, e que funciona no esquema de pensão completa

Qual hotel do Complexo Le Canton escolher?

Destino decidido, a primeira dificuldade foi escolher em qual dos hotéis do “complexo” ficar. O Le Canton conta com três áreas:

  1. O Village Le Canton: a parte principal que tem 3 piscinas, restaurantes, áreas fechadas kids club e baby club e aonde acontece a programação da recreação
  2. A Fazenda Suíça Le Canton: onde tem a fazendinha, uma piscina , área fechada baby club, restaurante e queijaria)
  3. E o Hotel Magique Le Canton: essa área dá acesso ao parque de diversões Parc Magique sem necessidade de comprar ingressos à parte.

A Fazenda Suíça abre para hospedagem apenas durante a alta temporada e em alguns finais de semana (assim como o restaurante que fica no local). Quem se hospeda lá não tem direito ao uso do restaurante e piscinas do Village (e do mesmo modo, não pode usar o restaurante e piscina da Fazenda). A Fazenda não tem recreação própria, mas tem vans que circulam o dia todo pelos três hotéis do complexo. 

Optamos por ficar no Village Le Canton pela comodidade de estar na sede e com a programação recreativa toda à mão. Para a nossa família – uma criança de 4 anos e um bebê de 1 aninho -, o arranjo foi o ideal. Ter que ficar indo e voltando com 2 crianças não ia dar muito certo.

Acredito que para a hospedagem na Fazenda Suíça ser mais interessante o hóspede deve se programar para ficar só por lá mesmo, pelo menos durante o dia.

Quanto tempo ficar no Village Le Canton?

Passamos 5 dias (e 4 noites) no hotel e foi um tempo bom para conseguirmos aproveitar toda a estrutura e também descansar.

Pegamos dias lindos de sol e um friozinho noturno. No entanto, meu medo da chuva se confirmou assim que chegamos no hotel. Por sorte, São Pedro colaborou e a chuva acabou só chegando de verdade na cidade no dia seguinte de nosso checkout. O problema da chuva é que o caminho para a maioria dos quartos não é abrigado, apesar de todos os quartos disporem de guarda chuvas na entrada. E, apesar de haver alguns locais fechados com brinquedos, pegar chuva enquanto nos locomovíamos pela área do complexo seria inevitável, fora a tristeza de perder o gramadão central como lugar de relaxamento/convivência.

Você sabia que o Village Le Canton é Pet Friendly? 
Sim, seu cachorro é aceito nesse hotel!

Os pontos altos do Village Le Canton:

1. Acessibilidade

Apesar de ser um hotel amplo e cheio de altos e baixos, tem uma boa acessibilidade. Isso é essencial para o conforto da viagem para cadeirantes e para quem vai com crianças pequenas. Por causa da extensão da área do hotel, o carrinho é um item essencial pelo menos para quem tem crianças de até 3 anos.

Procurando um carrinho Veja a escolha das mães blogueiras viajantes

2. Recreação

A recreações do Village Le Canton é incrível. Na alta temporada e nos sábados eles têm recreação para 3 faixas etárias: 0 a 4 anos, 5 a 8 anos e 9 a 13/14 anos,. Em outras épocas a recreação está disponível apenas para 2 faixas, a partir de 5 anos. São muitos monitores, que mantêm um controle por escrito de cada criança entregue a eles. As crianças são identificadas com coletes e os “tios” sabem o nome de cada um deles. Meu mais velho (4 anos) ficou em êxtase com a recreação, que estimulou muitas brincadeiras interessantes e inteligentes (oficinas de colagem/artesanato, brincadeiras de pique, gincanas, etc).

Um dos locais para recreação quando ficamos no Village Le Canton é o Kids Club do Castelo Medieval

Kids Club do Castelo Medieval (Le Canton)

3. Instalações bem cuidadas

As instalações do hotel são amplas, bonitas e bem cuidadas. Há muitos funcionários super solícitos e bem treinados. A área da piscina é muito bonita, com várias espreguiçadeiras e ombrelones e conta inclusive com um toboágua que faz sucesso com a molecada. Os jardins são lindos, floridos e super bem cuidados e o gramadão da área central é quase um personagem à parte – uma área incrível de lazer!  

4. Alimentação adaptável para bebês

A cozinha prepara refeições especiais para as crianças mediante simples solicitação no próprio restaurante com certa antecedência, idealmente na refeição anterior. Tem várias opções como purê de batata, purê de cenoura, arroz, caldo de feijão, legumes cozidos, creme de legumes, massas, carne moída, ovo cozido… além de ter a opção de pedir eles batidos ou picados. Apesar de o horário do restaurante ser um pouco tarde para quem tem neném, é possível entrar antes para dar comida ao bebê se o pedido tiver sido feito com antecedência.

Preocupado com a alimentação do bebê na viagem? Leia dicas aqui 

Brinquedo do Par Magique, que visitamos em um dos nossos dias no Village Le Canton

Brinquedo do Par Magique, que visitamos em um dos nossos dias no Village Le Canton

5. Segurança alimentar

Todos os alimentos oferecidos no restaurante durante as refeições vêm com as informações se contém ou não glúten e lactose, o que torna mais segura a vida de celíacos e pessoas com alergia/intolerância a esses ingredientes.

6. Cadeirão disponível

O restaurante principal conta com cadeirões para bebês daqueles de plástico, com cinto e bandejinha, o que facilita para dar as refeições a bebês que fazem introdução alimentar pelo método BLW, alimentação participativa ou apenas para os pais comerem tranquilos sabendo que a criança não vai escorregar cadeirinha abaixo.

7. Quartos com comodidades para bebês

Os quartos e banheiros são amplos, confortáveis e com toda a comodidade para quem tem filho pequeno: bercinho, cobertor e banheira de plástico para neném – e um ar-condicionado que funciona no modo inverno! Se pensarmos que se trata de um hotel fazenda-eco resort, as acomodações estão muito acima da média.

8. Lazer noturno

O hotel tem sempre opção de lazer a noite para as famílias. Quando estivemos lá, teve apresentações de músicos, mágico e circo, todas muito legais.

9. Fazendinha com muitos animais

A Fazendinha é grande e conta com cavalos, pôneis, jegue, cabras, ovelhas, pavão, faisão, coelhos, patos, porcos, galinhas, mini vaca e boi e provavelmente algum outro animal que esqueci de mencionar. As vans saem a partir de 9h30m do Village para lá. No entanto a atividade mais divertida acontece de manhã cedinho mesmo, quando podemos ver os funcionários tirando leite das cabras e podemos amamentar os cabritinhos. Anote essa dica do horário, pois apesar da fazendinha ter uma ótima variedade de animais, um ponto negativo é que não tem um tour guiado (pelo menos não é algo que aconteça todos os dias) e nos sentimos muito soltos lá. Só descobrimos a possibilidade de participar da alimentação dos cabritos – o que foi uma das coisas mais bacanas das férias – conversando com os cuidadores dos animais.

Quer ver outra opção de hotel com fazendinha na mesma região?
Leia a review do São Moritz 

10. Copa para bebê

O Village tem uma copinha do bebê que é bem limpinha e tem microondas, pia com detergente e esponja, farinha lactea, mucilon e fruta o dia todo. Em frente, tem umas cadeirinhas de alimentação do mesmo modelo das do restaurante.

11. Kids club coberto

No Castelo Medieval há um Kids Club em área coberta que conta com um brinquedão com cama elástica, piscina de bolinhas, escorregas, mesa de ping pong e mesa de totó que é super legal. O caminho até lá é cansativo (um ladeirão ou uma escadaria), mas tem um carrinho que leva até lá em cima (no entanto, ele não funciona em dias de chuva). Infelizmente, um ponto negativo é que esta área abre muito tarde (15h ou 16h, a depender do dia) – fico pensando em como é subutilizada nos dias de chuva.

12. Spa Loccitane

Confesso que fiquei aguando para fazer uma das massagens ou combos oferecidos no Spa Loccitane, ou mesmo para usar a piscina aquecida com hidromassagem de acesso apenas para os clientes do spa.

13. Parc Magique

O Par Magique é um parque de diversões que pertence ao complexo Le Canton. Nós fizemos esse passeio em um dia e eu fiz uma resenha completa só sobre ele. Leia aqui.

Os pontos baixos do Village Le Canton 

1. Custos extras pela diversão

O hotel tem, de fato, muitas opções diferentes de diversão – boliche, bóia Canadense, tirolesa, passeio a cavalo, passeio de pônei, pista de patins, brinquedos eletrônicos, parque de diversões -, mas, todas essas que citei por exemplo, são pagas à parte e os valores não são simbólicos. Um passeio de pônei custa R$ 48 fora do combo. Se você comprar mais de uma atividade na central de lazer em um combo, junto, por exemplo, com o ingresso para o Parc Magique, você tem um desconto relevante em cada atividade, mas é necessário que compre todas as atividades no mesmo ato. E confesso que isso me irritou bastante, pois as diárias são bem salgadas e achei bem deselegante, ainda mais com esses valores tão altos. O hotel poderia fazer um sistema de créditos/pontos a serem usados da maneira que o hóspede quisesse, variando de acordo com a quantidade de diárias e de hóspedes pagantes, que pudessem ser utilizados para fazer algumas dessas atividades “especiais” sem custo extra.

2. Sabor da comida

Tirando a “refeição do chef” que sempre tem no almoço e jantar e que todas as vezes estava uma delícia, achei a comida apenas ok. Minha impressão é que a enorme variedade não permite a utilização de ingredientes de tanta qualidade ou o preparo com tanto cuidado. Eu tinha maiores expectativas, principalmente com as sobremesas, que achei muito fracas. Acabei comendo em todas as refeições o “prato do chef”, cujo preparo é finalizado na hora, direto no prato do hóspede e sofrendo na degustação dos doces para achar algo para a formiga aqui. A exceção foi um suspiro incrível que apareceu no jantar do penúltimo dia e que os funcionários gentilmente me deram no almoço seguinte quando disse que tinha amado aquela sobremesa, a única em 5 dias.

3. Bebidas pagas à parte

As bebidas não estão incluídas nas refeições, à exceção de sucos (3 em geral) na hora do café da manhã. Esse é um valor que deve ser contabilizado, pois os preços também são salgados (um mate custa R$ 9, mais 10% de serviço, por exemplo.

4. Área baby reduzida

A área baby, apesar de muito bem cuidada, tem poucos brinquedos – são 2 escorregas, 3 gangorras e uma piscininha de bolas. O bom é que ela é fechada e se torna uma boa opção para os finais de tarde frios e dias de chuva.

5. Falata de atividades guiadas na fazendinha

Como dito acima, para quem tem filho pequeno e gosta de fazendinha, achei que poderiam ter mais atividades direcionadas e mais explicações sobre os animais. A experiência maravilhosa que tivemos de amamentar as cabrinhas, relatada acima, só foi possível porque nós conversamos com os tratadores dos bichanos.

Então, vale a pena se hospedar no Village Le Canton?

A conclusão é que sim, vale a pena, desde que você viaje já sabendo o que realmente pode esperar, especialmente quanto a gastos extras. Passamos dias maravilhosos lá ao lado de amigos queridos, o que tornou a experiência memorável. O balanço final foi positivo e eu voltaria no Village Le Canton.

As questões de a comida não ser tão maravilhosa e muitas das atividades não estarem incluídas nos valores pagos nas diárias me incomodaram muito, mas pesaram mais forte na balança e ganharam meu coração os pontos positivos da recreação maravilhosa e do espaço livre super agradável e acolhedor (apesar de este ser um grande hotel).

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Saiba como é o Parc Magique, o parque de diversões do Le Canton

Boa opções de hotel fazenda na mesma região: Hotel Fazenda São Moritz

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Publicado por Mariana Jardim

Mãe de 2 meninos incríveis e de 3 boxers (um dos quais virou estrelinha), casada, bailarina por hobby e advogada por profissão. Carioca, criada no Grajaú, ama comer e beber (seja em casa, em um bom boteco ou em um restaurante estrelado), planejar uma viagem e ouvir boa música.

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