Um dia em Yangon

por Jackie Mota 19.set.2014

Engraçado como a gente pode, no primeiro momento, não gostar de um lugar e depois passar a amá-lo, não? Meu primeiro impacto com Yangon não foi favorável, mas depois de 2 dias na etérea Bagan, a multifacetada Yangon me conquistou. Como só conheci essas duas cidades, Yangon resumiu a alma verdadeira do Myanmar para mim, enquanto Bagan ocupou o lugar “atração turística”. Foi em Yangon que pude ver mais da vida cotidiana do birmanês comum. Para muita gente a cidade pode ser apenas decadente e suja. Para mim é o resultado de uma história incrível, do nascimento de uma civilização asiática culuralmente rica e exótica, conquistada pelo então maior império do mundo e dominada pelo rigor militar de uma ditadura finalmente se abrindo ao mundo para mostrar sua verdadeira face.

A principal atração de Yangon é sem dúvida o Shwedagon Pagoda. E ele é tão impressionante que mereceu um post exclusivo, que você lê aqui. Como explico no texto, indico ir para lá no meio da tarde, para visitar com calma o espaço, reparar nos inúmeros detalhes e assistir ao pôr-do-sol por lá.

Entrada do Maha Wizaya Pagoda

Nosso roteiro começou pela manhã no Botataung Paya, um dos “três grandes” de Yangon. Ele ficava mais distante do nosso hotel, então fomos de táxi até lá. Como outros templos tanto de Yangon quanto de Bagan, ele não é uma atração turística apenas, o que o faz mais interessante. Esse e muitos outros templos do país são usados diariamente pela população local, então é possível visitar a construção e ao mesmo tempo observar e interagir com o povo.

No Botataung estrangeiros pagam US$ 3 para entrar e poder usar a câmera. A bilheteria fica logo em frente e na rua, que termina no Yangon River e é um caos, há várias barraquinhas de comida. Aqui, por ser muito frequentado pelos moradores, foi onde nos sentimos mais “revistados” pelos olhares. Todo mundo olhava pra gente e dava para perceber que éramos turistas. No entanto, não nos sentimos ameaçados nem por um segundo.

Botataung Paya

Interior do Botataung Paya

Botataung Paya

Botataung Paya

Botataung Paya

Lago no Botataung Paya

O local não é visão panorâmica impressionante como o Shwedagon, mas como é uma estupa oca, é o interior do pagoda que impressiona. Andar por ali é ficar constantemente de boca aberta com a quantidade de ouro nas paredes e relíquias. Este templo  já abrigou as relíquias de Buda (veja a história no posts sobre Shwedagon) e, supostamente, ainda há um fio de cabelo dele lá. Para encontrá-lo é só seguir a fila. Todo mundo quer ver e , claro, lá fomos nós. Mas confesso que não enxerguei nada ali.

Uma parte do complexo Botataung Paya

Saindo do  Botataung bebemos mais suco de lichia em uma barraquinha – adoramos e lá é hiper barato, já que é uma fruta local – e pegamos outro táxi para ir ao Sule Paya, o terceiro dos “grandes” de Yangon, que é o marco do Centro da cidade e tem dois mil anos de existência e, a partir de lá, fazer um pequeno roteiro a pé.

O Sule se destaca na paisagem do Centro da cidade, pois emerge como um local de serenidade bem no meio do caos das ruas de Yangon. Ao redor do próprio edifício do templo estão milhões de lojinhas de uso cotidiano. Demos uma volta por fora antes de entrar – paga-se outros US$ 3 por pessoa. Lá dentro usamos a fonte de água pública – existem várias no Myanmar, o que é providencial, mas há sempre um copo apenas, então leve uma garrafinha – e ficamos observando as pessoas.

Sule Paya

Sule Paya: não vale pagar para entrar

Sule Paya

O Sule no meio do caos do Centro de Yangon

Estava perto do dia das mães e nesse dia vimos muitas passando de mãos dadas com seus filhos de várias idades, todos vestidos com roupas bem alinhadas e formais. Fiquei imaginando se iam para a escola assistir àquelas tradições homenagens às mães. Pelo sorriso delas pra gente, orgulhosas de suas crias bem arrumadas, deu pra ver  que mãe é mãe aqui ou Myanmar.

O interior do Sule só não decepcionou pela água gelada e farta e pelo people watching. Mas não vale a pena pagar para ver a construção. Saímos então novamente para os mais de 40 graus e sol a pino. A partir daqui fizemos um roteiro a pé, mais ou menos um retângulo até a beira-rio, indo até o hotel Strand, e voltando, seguindo uma sugestão do guia Lonely Planet.

Adorei fazer este trecho, pois mostra bem o que é Yangon. Casarões coloniais enormes e imponentes, mas abandonados e mal cuidados, herança do passado colonial e resultado da mal gerida economia militar. Ruas com buracos enormes – e não é hipérbole, viu, cabe uma pessoa facilmente na maior parte deles – que já são símbolo da cidade. Na verdade assim que olhei a rua por um instante meu primeiro pensamento foi: a guerra acabou aqui há pouco tempo? Afinal, a cidade foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial e o próprio Sule Pagoda foi atingido e precisou ser reconstruído, mas eu sabia que não havia bombardeio recente. A “bomba” ali foi mesmo o governo do país.  Mas, pelo menos alguns buracos já tinham material de construção perto, dando sinais de estarem sendo consertados. Além disso, vimos uns prédios modernos sendo construídos, então provavelmente nos próximos anos o cenário já estará bem diferente.

Também vimos muitas barraquinhas e lojas de livros. Os birmaneses amam ler, é impressionante e lindo de observar. Motoristas dirigindo loucamente (levei várias buzinadas), os homens de saia, gente tentando ganhar a vida vendendo de tudo (vale a pena a batatinha com pimenta, hein!) como em qualquer parte do mundo, gente orando, gente almoçando nas mesinhas e bancos super baixos na rua. Ou seja, vi a vida do Myanmar!

Yangon

As ruas de Yangon: prédios imponentes, edifícios caindo aos pedaços, templos, buracos nas ruas e modernos arranha céus sendo erguidos, tudo misturado

Myanmar

Banca de livros, paisagem comum no Myanmar

Myanmar Birmânia Burma Bagan Yangon 1816

Prédio mal cuidado e barraquinhas nas calçadas. Não muito diferente de cidades brasileiras, afinal

Quando chegamos à beira do Rio, o tempo fechou bizonhamente, com um vento super forte e uma revoada de corvos. E ficou fresco! Foi inacreditável. Como eu amo chuva e também tinha chovido em Bagan nos dias em que estivemos por lá, e achamos que foi um presente de aniversário, fiquei me sentindo a própria Tempestade, de X-men, a senhora das chuvas. Gravei um vídeo, inclusive, falando isso. Fiquei tão feliz com a temperatura mais amena que me empolguei #aloka.

Chegamos a cogitar entrar no Hotel Strand, que é um local famoso da época de colonização britânica. Mas os preços subiram bastante lá desde que o turismo voltou a ganhar força no país e nós estávamos tão maltrapilhos, de havaianas, suados e cheios de poeira, que deixei passar. E, afinal, estávamos mais interessados na vida do birmanês comum, que certamente não frequenta o hotel.

Obelisco em parque no Centro de Yangon

Obelisco em parque no Centro de Yangon

Myanmar Birmânia Burma Bagan Yangon 1874

Batatinhas com pimenta: deliciosas!

Família almoçando em uma barrauqinha em Yangon

Família almoçando em uma barraquinha em Yangon

Neste trecho que percorremos passamos em frente a vários prédios do governo, como a prefeitura, o escritório de imigração, a Alta Corte de Justiça, a Autoridade Portuária, o Judicário e a Alfândega, e também prédios importantes culturalmente como a Igreja Batista Emanuel do século XIX e o Hotel Strand, além do parque Mahabandoola Garden, onde há um Obelisco.

Na Rua Mahabandoola, indo na direção oposta do início do nosso roteiro em retângulo, o cenário é bem mais comercial. Muitas lojas de comércio de ouro, muitíssimas e uma presença forte de chineses. Comemos ali numa loja de donuts. É, isso mesmo. Existem muitas lojas de doces e patisserie ocidentais em Yangon. Entramos nesta porque tinha banheiro e ar-condicionado. Fomos bem atendidos, comemos donuts salgados e doces e bebemos café gelado, uma bebida comum em todo o Sudeste Asiático (com a graça do senhor!). Não quisemos almoçar pois já tínhamos comido vários lanchinhos.

Myanmar Birmânia Burma Bagan Yangon 1834

Casarão em Yangon: repararam no céu nublado? Fui eu que ordenei. Prazer, senhora das chuvas.

Myanmar Birmânia Burma Bagan Yangon 1836

Prédios novos em Yangon

Myanmar Birmânia Burma Bagan Yangon 1823

E um buraquinho básico

Seguindo em frente, adentramos a parte indiana da cidade, passando pelo mercado Theingyi Zei. A mudança é incrivelmente óbvia. Os olhares antes eram gentis para os “estranhos”, mas aqui eles se tornam agressivos para mim, que sou esquadrinhada pelos olhares masculinos, mesmo com uma roupa super comportada. Também não me senti tão segura ali e evitei tirar fotos. Por isso não entramos no mercado, apenas passamos em frente e só vimos barracas de frutas e verduras.

Templo na parte indiana de Yangon

Templo na parte indiana de Yangon

Buraco: pelo menos parece que alguém estava trabalhando ali

Buraco: pelo menos parece que alguém estava trabalhando ali

Myanmar Birmânia Burma Bagan Yangon 1852

Centro de Yangon

Seguimos andando até o Bogyoke Market, que é uma atração turística das mais tradicionais da cidade. São alguns andares de lojas com todo tipo de produto. Procuramos pelos dois mais tradicionais do Myanmar: Laca e Jade. As jóias com jade tinham um design bem ultrapassado, então focamos mesmo na Laca. Acabamos comprando uma petisqueira linda, que seria algo que usaríamos bastante em casa. E sim, ela coube nas nossas mochilas.

Bogyoke Market

Bogyoke Market

Vista a partir do Bogyoke Market

Vista a partir do BogyokeMarket

Do mercado seguimos em direção ao Shwedagon, mas antes paramos no Maha Wizaya Pagoda, que fica na rua que dá acesso ao portão de entrada Sul de Shwedagon. Esse templo também é uma estupa e também é dourado, mas é bem menor e bem menos movimentado que Shwedagon. Ele foi construído em 1980 para comemorar a unificação do Budismo Therevada no país e recebeu relíquias do rei do Nepal e uma sombrinha para seu topo do então dirigente do Myanmar Ne Win. Com essa sombrinha, ela ficou mais alta que Shwedagon.

O que achei mais bacana aqui, no entanto, foi o lago que fica na entrada do templo, habitado por peixes e tartarugas. Ficamos um tempinho ali observando-os e muita gente fica às margens do lago alimentando os animais. É mesmo uma das atividades comuns dos moradores de Yangon (há lagos como esses em outros templos, como no Botataung, por exemplo).

Myanmar Birmânia Burma Bagan Yangon 1922

Mulheres limpando o Maha Wizaya

Yangon

Detalhe do Maha Wizaya

Depois de uma volta pelo templo, saímos para visitar Shwedagon – leia sobre nossa visita aqui – e saímos de lá já à noite e negociamos um táxi em frente ao templo mesmo.

Myanmar Birmânia Burma Bagan Yangon 1918

Pai e filha no Shwedagon

Myanmar Birmânia Burma Bagan Yangon 2268

Indo embora, no fim do dia

Myanmar Birmânia Burma Bagan Yangon 2265

Suaaaados, cansados, mas apaixonados pelo Myanmar de verdade

O dia havia sido agitado, cansativo com aquele calor e desordem da cidade, mas também cheio de descobertas e vistas impressionantes e bastou somente esse dia para a confusa Yangon me conquistar. Difícil explicar amar uma cidade cheia de tantas características que normalmente listamos como problemas. Mas foi isso. Yangon e seus problemas, sua vida cotidiana – mães cuidadosas, gente se virando pra viver, comida de rua boa e barata -, tão parecida com a nossa no fundo, me conquistou. E eu voltaria se pudesse.

 

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Publicado por Jackie Mota

Uso minha formação em jornalismo e minha experiência organizando as viagens da minha própria família para escrever posts didáticos e detalhados para poupar o SEU tempo. Nos meus textos você encontra informações práticas apuradas com responsabilidade e organizadas de acordo com as necessidades do viajante. Referências histórias e análises sobre a política e impactos do turismo também estão presentes no meu trabalho para que você viaje bem informado, seguro e consciente - sou especialista em Relações Internacionais e Mestre em Estudos Estratégicos da Segurança Internacional.

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Comentários

  1. Andrezza
    28 jan 2017

    Olá Jackie, estou lendo e adorando todos os seus posts! muito obrigada pelas dicas! estou indo agora em março com meu esposo e acho que vamos amar… principalmente toda esta simplicidade que relata… você poderia me passar o contato do motorista/guia que compartilharam em Bagan? outra coisa: acha que vale o vôo de balão? estamos na maior dúvida, pois o investimento é bem alto… abraços!

  2. Rose
    04 nov 2016

    oi Jackie td bem? adorei seu blog, pode me enviar o contato do motorista tbem. obrigada

  3. Gabriela
    18 set 2016

    Oi,
    Quantos dias vc aconselha para ficar em Mianmar?
    Qual e’ o contato do motorista que voce falou?
    Ja estava bem animada sobre este pais antes de ler seu texto. Agora estou muito muito mais! Obrigada 🙂
    Vc acha perigoso viajar sozinha por la e outros paises da asia? Estou pensando em fazer mianmar, tailandia, camboja, filipinas

    • 06 out 2016

      Oi Gabriela, recomendo no minimo 4 pra Yangon + Bagan, pro basico (foi o que nos fizemos, so deu mesmo pra isso, mas um bom tempinho seria 4 + 4). Também tem outros locais interessantes como Mandalay e Inle Lake, alem do Monte Popa, entao da tranquilamente pra fazer 15 dias por lá.
      nao acho perigoso pra mulheres nao. So indico sempre evitar o bairro indiano em Yangon, de resto acho bem tranquilo.
      Estou enviando o contato por email.
      abs,

      • Hebert Gainette
        12 out 2016

        Olá Jackie, poderia me enviar o contato do morista tambem. Estarei em Yangon no dia 09-12 de novembro. Grande abraço

      • 17 out 2016

        Enviado!

  4. Natalie
    19 abr 2016

    Eu me “infiltrei” em Botataung Paya como birmanesa (não paguei entrada). Mas não foi nada por “jeitinho brasileiro”, foi idéia de um amigo birmanes que queria ver se eu passava por birmanesa (tenho cabelos negros, estava vestida com longyi, enfim). Mesmo com roupas ocidentais em Yangon com frequência pensam que sou de lá. Amo Yangon. É quente , caótica, barulhenta, esburacada. Mas amo 🙂

  5. Ilma
    08 nov 2014

    Olá, Jackie! Obrigada pela sua colaboração no Perguntódromo do VnV. Foi por meio da sua resposta que cheguei até aqui. Parabéns pelo seu blog. Devorei quase tudo, de tanto que me identifiquei…dogs, world wedding, a casa de quem viaja…Ótimas dicas e resenhas de Myanmar. Só lamento já ter contratado uma agência, mas me deparei com muitas dificuldades quando comecei a montar o roteiro e os blogs que li até aquele momento me deixaram mais desanimada e confusa, principalmente em relação à compra dos bilhetes aéreos. O visto também foi um complicador, pois minha entrada se dará em Mandalay (vindo de Chiang Mai). Mas tentei e vou continuar tentando seguir o turismo responsável, como bem alertado por você. Só não podia deixar de conhecer esse país com o qual sonho há tempos visitar! Mais uma vez obrigada e parabéns!

  6. 30 set 2014

    Pelo jeito Yangon foi pra você o mesmo que Phnom Penh foi pra mim. Em contraste a Siem Reap, a capital era muito mais verdadeira, sabe? Mas isso não quer dizer que eu não tenha amado as duas.

    Já o que você sentiu na parte indiana da cidade eu senti em Kuala Lumpur. E foi aí que vi que a Índia não é para mim. 🙁

    • 30 set 2014

      Acho que é isso mesmo, Camila. É onde além da magia exótica da cultura e do ambiente, e da simpatia do povo, a gente podia ver uma vida “comum”acontecendo. E, como vc disse, amamos as duas!
      Muito triste isso na parte indiana. O Rômulo é louco pra ir à india, esá no topo da lista dele, mas por minha causa agora está suspenso. Essa viagem tb me fez rever minha lista, onde China estava bem no topo, mas o sudeste asiático, que me parece ser uma ásia mais “light”já foi de bom tamanho pra mim. Ásia agora vai demorar bastante rs
      Já fechamos as viagens de 2015 e não voltamos pra lá pelo menos até 2016.
      bjs,

  7. Raissa
    27 set 2014

    Oi, Jackie! Estou aproveitando muito suas dicas! Obrigada por compartilhar suas impressões de forma tão organizada e detalhada.

    Estou indo para Myanmar em dezembro passar 4 dias. Mas pensei em pagar um guia todos os dias porque só estarei eu e minha irmã.Em Yagon você não contratou nenhum guia?

    Obrigada,

    Raissa

    • 27 set 2014

      Oi Raissa, em Yangon não utilizei guia não. Sinceramente, não acho que precise, mesmo mulheres sozinhas. Em geral eles são respeitosos por lá. Apenas indicaria pra não ir pro lado indiano da cidade. andamos a pé e de táxi lá bem tranquilamente.
      abs,

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