Roteiro de 5 dias em Minas Gerais com Inhotim e Estrada Real

por Jackie Mota 25.set.2018

O Inhotim, o maior parque de arte ao ar livre da América Latina, é um destino imperdível, seja qual for o estilo do viajante. Mas, garanto, a experiência de descobrir esse lugar único é ainda mais enriquecedora junto de uma criança. Afinal, você sabe como é, nós temos olhos treinados para perceber o grande, o extraordinário e os pequenos conseguem nos fazer (re)ver as maravilhas contidas nas pequenas e rotineiras coisas da vida. Pois o Inhotim, localizado a cerca de 1 hora e meia de carro de Belo Horizonte, pode ser visitado, com ou sem crianças, em um fim de semana. Mas se você tiver uns dias a mais pode transformar a visita a Minas em um roteiro charmoso e recheado de guloseimas percorrendo um trecho da Estrada Real. Foi o que nós fizemos! E agora compartilho nosso roteiro de 5 dias em Minas Gerais passando por Inhotim e pela Estrada Real, incluindo dicas para quem quiser viajar com seu bebê.

Roteiro de 5 dias em Minas Gerais com Inhotim e Estrada Real

Nossa família no Inhotim

Roteiro de 5 dias em Minas Gerais com Inhotim

Nossa viagem começa por Belo Horizonte e segue os caminhos da Estrada Real, com paradas em cidades históricas como Congonhas e a charmosa Tiradentes, paradas gastronômicas em Entre Rios de Minas e Lagoa Dourada e finalmente a visita a Inhotim e Brumadinho.

Na hora de programar a sua viagem, lembre-se de alguns detalhes:

  • O Instituto Inhotim não abre às segundas-feiras. Às quartas a entrada é gratuita;
  • O Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos e o Museu, em Congonhas, não abrem às segundas;
  • A Maria Fumaça que vai de Tiradentes a São João del Rei só funciona aos sábados e domingos.  

Diversão em família na charmosa Tiradentes

Dia 1: Belo Horizonte

Essa viagem começou por Belo Horizonte, pois o Rômulo tinha que dar uma aula na cidade. Eu e Sophia o encontramos somente no final do dia. Como boa mineira que sou aproveitei então para apresentar a capital do meu estado à minha carioquinha!

Voamos em um sábado pela Azul Linhas aéreas – companhia que gosto muito – e desembarcamos no aeroporto de Confins. O aeroporto fica bem afastado da capital, cerca de 40 Km. Eu recomendaria alugar o carro logo aqui no aeroporto. Mas como eu estava sozinha com a Maria, chamei um Uber, que ficou em R$ 78 até o bairro de Lourdes, próximo à Praça da Liberdade. Outras opções mais econômicas são os ônibus executivos (entre R$ 15 e R$ 30 por pessoa) ou o ônibus comum. 

bebe voando pela Azul Linhas Áereas

Sophia embarcando para Belo Horizonte no vôo da Azul

Em Belo Horizonte ficamos no hotel San Francisco Flat (nota 8.6 no Booking), uma ótima opção econômica e bem localizada. Pagamos uma diária de R$ 170 no sábado. O hotel tem uma minicozinha com fogão, pia, frigobar, microondas, mesa e utensílios básicos, além de uma salinha com sofá e bastante armários. A diária inclui um excelente café da manhã e o hotel tem piscina e sauna (que não chegamos a ir ver) além de estacionamento. A Praça da Liberdade e seu circuito cultural fica a uns 10 minutos de caminhada ou 4 minutos de carro. 

Aqui no blog temos a resenha da Mari para duas outras opções de hotéis para famílias em Belo Horizonte: o Promenade BH Platinum e o Promenade Hotel e Spa Toscanini , que é pet friendly.

Aproveitamos o 1º dia em Belo Horizonte, cidade que já conhecíamos para encontrar amigos. Levei  a Sossô para gastar energia no Centro Cultural Banco do Brasil, no entorno da Praça da Liberdade (que está em obras). A Natália, do blog de viagens Ziga da Zuca deu a dica da área lateral do CCBB, com um pátio, escadas e rampas bem íngremes para as crianças correrem até cansar. Mais tarde a Nat e a filhinha dela, a Olivia, se juntaram a nós e as meninas brincaram bastante no interior do prédio, que estava com uma exposição sobre futebol. No entorno da Praça há uma série de atrações culturais conhecido como Circuito Liberdade

Noite 1: Belo Horizonte

À noite seguimos direto do CCBB para o A Pão de Queijaria, que fica bem perto – uns 10 minutos andando. Os pães de queijo da casa são uma delícia! Tem pães simples e também os recheados, nossos escolhidos. Pedimos o de hambúrguer e também o de costelinha de porco. A Sossô e o Rômulo amaram a polenta frita deles que pedimos como acompanhamento. O único item que não curtimos muito foi a batata rústica, porque para o nosso gosto estava muito salgada (da próxima vez pediria para não colocarem o sal). Mas de resto, foi só delícia. Incluindo o atendimento simpático – embora os pães demorem um pouquinho para sair – e o chá gelado da casa. A conta com 3 pães recheados, duas 3 bebidas e 3 acompanhamentos ficou em R$ 100.

Bebê e mãe comendo no A Pão de queijaria em Belo Horizonte

Os pães de queijo recheados em primeiro plano e Sossô e eu nos deliciando ao fundo no A Pão de Queijaria: programa imperdível em BH

Dia 2: Estrada Real (Congonhas + Entre Rios de Minas + Lagoa Dourada)

O segundo dia foi reservado para percorrer a Estrada Real e colecionar seus carimbos no Passaporte da Estrada Real. Descansamos bem e dormimos até tarde, até que nosso despertador de 1 ano e meio nos acordasse.  Tomamos um ótimo café da manhã no hotel (Já dei a dica no Stories do nosso Instagram, mas repito aqui: no Booking dá para ver a nota de itens isolados de cada hotel, como o café da manhã. Nós sempre olhamos a nota do café, que é importante para nós) e o Rômulo foi buscar o carro alugado. Junto com o carro alugamos a cadeirinha de segurança. Deixamos o hotel ao meio-dia. 

Embarcando no carro alugado para percorrer um pedacinho da Estrada Real

Escrevi um post sobre as opções para a cadeirinha
de segurança em carros alugados. Leia aqui

Nossa primeira parada programada foi Congonhas para conhecer o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, onde estão as esculturas dos 12 profetas, de Aleijadinho. A obra está inscrita na lista de Patrimônios Mundiais da Unesco. Até Congonhas são 65 km de distância, pouco mais de 1 hora de viagem e há um pedágio (R$ 5,10).

Infelizmente nossa experiência no Santuário foi decepcionante. O Santuário estava fechado, assim como o acesso até o alto do morro de carro. Tivemos que parar bem antes e sair a pé, numa tarde de sol. As ladeiras estavam repletas de camelôs. Nos disseram ser uma festa, mas não havia barracas de comidas típicas, por exemplo, apenas itens como meias, roupas, sapatos, nada artesanal. Ficamos tão cansados e irritados que nem fomos ao Museu que fica próximo. Mas fica a indicação para quem quiser conhecer melhor a obra. A Camila, do Viaggiando, tem um excelente post sobre o Museu, que ela me disse ser uma visita muito instrutiva.

Também ficamos frustrados sem o carimbo de Congonhas no nosso passaporte, pois o Centro de Turistas, onde é possível receber o carimbo, estava fechado.

Seguimos viagem então com destino a Lagoa Dourada, mas procurando um lugar para almoçar na estrada, já que em Congonhas não comemos nada. E aí a sorte sorriu para nós! Paramos em Entre Rios de Minas, no Café com Prosa. Recomendo demais a parada para quem vai com crianças! O lugar funciona todos os dias de 9h às 18h.

Aqui conseguimos cumprir nosso objetivo de almoçar muito bem. O lugar tem um buffet de comida mineira no fogão a lenha, pago por quilo. Ou seja, comida gostosa e serviço rapidinho. As mesas têm vista para o entorno, onde pastavam várias vaquinhas que deixaram Maria louca. Contam com cadeirão e também trocador. E mais: um parquinho completo com piscina de bolinhas, escorregador e até cama elástica. Ótimo para os pequenos gastarem energia antes de voltarem ao carro. O preço é muito bom: almoço para três, com duas bebidas e uma sobremesa por R$ 62.

Poucos minutos à frente chegamos à parada mais deliciosa de toda a viagem: Lagoa Dourada, a terra do rocambole. A BR-040 passa em frente às várias casas que anunciam a gostosura local. Tem o legítimo, o original, o mais famoso etc. Escolhemos ir direto no Legítimo Rocambole porque lá está o carimbo da cidade para o Passaporte da Estrada Real.

Comemos rocambole no local e ainda levamos meia unidade para viagem. Olha que não sou muito afeita a doces, mas virei fã do rocambole. O Rômulo que é uma formiga já está pensando em formas de incluir uma passada em Lagoa Dourada em toda viagem que fizermos =). Ah, para os pequenos, a casa tem várias polpas e frutas congeladas. É só escolher no freezer que eles fazem o suco ou vitamina na hora. O rocambole inteiro custa R$ 26 (sabores básicos) e o meio sai por R$ 13.  Alguns sabores eles enrolam na hora: a massa chega a derreter na boca! É sério: é imperdível essa parada.

E esse é O Legítimo Rocambole de Lagoa Dourada! Na foto temos uma peça de “meio” rocambole

Sophia não queria ir embora do Legítimo Rocambole =)

Depois de estarmos muito felizes cheios de rocambole na barriga, rumamos para Tiradentes.    

Noite 2: Tiradentes

Nos hospedamos na Pousada Marilia de Dirceu (nota 9.4 no Booking). Escolhi o apartamento térreo com hidromassagem de casal e foi maravilhoso para nossa família. Facilitou entrar e sair com bagagem, não tivemos preocupações com janelas ou sacadas e a hidromassagem rendeu um banho gostoso em família – e um bom relaxamento para um corpo cansado de carregar um bebezão.

Posando com as lavandas que enfeitavam – e perfumavam – a janela do nosso quarto na Pousada Marília de Dirceu, em Tiradentes

A Pousada é uma graça, instalada num casarão, cheio de objetos charmosos, muitas flores, muito bem localizada a poucos minutos do Largo das Forras, com um café da manhã caprichado e um pessoal pra lá de simpático no atendimento. A recepção é mineirinha mesmo -ou seja, chegada numa comilança. A diária inclui, além do café da manhã, um café da tarde com biscoitos, bolinhos etc para os hóspedes. No café, gostosuras locais e pratos fresquinhos ao pedido do hóspede como tapioca de queijo minas ou ovos mexidos. Pagamos uma diária de R$ 287 para um domingo.

Após o check-in, seguimos para o Largo das Forras para jantar. Por ali há opções para todo gosto, mas em um domingo à noite muita coisa já estava fechada, como o que havíamos escolhido pela internet, o Angalu. Rodamos pelo Largo e pela rua Direita e acabamos então no Mandalu. Lá eles servem pratos à la carte, especialmente petiscos, e naquela noite havia diversas opções de sopas. Como estava friozinho, foi nossa escolha. Tomei o caldo mineiro e o Rômulo um caldo verde, cada um a cerca de R$ 21.

Dia 3:  Tiradentes

A tradicional, e linda, Tiradentes, tem também irreverência (o portão é de uma casa noturna)

O terceiro dia foi dedicado a explorar Tiradentes. Aproveitando que o tempo pela manhã estava firme fomos caminhar a pé, o que na minha opinião é o programa mais gostoso da cidade. Já me haviam descrito Tiradentes como a Parati Mineira e, de fato, há semelhanças. Mas ouso dizer que achei o centrinho do destino mineiro ainda mais bonito que o “original”.

Visitamos as lojas do Largo das Forras, tiramos muitas fotos e fomos atrás do nosso carimbo para o Passaporte da Estrada Real. O site informava a Pousada do Largo como um dos pontos para obtê-lo, mas a casa não funciona mais ali. Conseguimos na Secretaria de Turismo, ainda ali no Largo. Segundo o site, também está disponível no SesiMinas, mas ele estava fechado na segunda-feira.

Largo das Forras, em Tiradentes

Andamos por toda a rua Ministro Gabriel Passos. Paramos para um lanche no Rocambole e Cia – sim, mais rocambole! O doce de lá também é sensacional, assim como o pastel de angu feito na hora. Ali também vendem-se queijos e outros produtos locais, como o queijo canastra.

Casa fofinha do Rocambole e Cia, em Tiradentes. O rocambole aqui também é delicioso e o pastel de angu fritinho na hora também!

Lá no finalzinho da rua encontramos uma loja maravilhosa de brinquedos educativos, com muita oferta de peças em madeira, a Quebra Cuca. Recomendo deixar espaço na mala para trazer alguns itens de lá. 

Seguimos até o restaurante Estação do Sabor, pois procurávamos um buffet de comida mineira, mas eles agora trabalham apenas com pratos a la carte. A parada foi boa, pois eles tinham um pavão no quintal e Maria ficou encantada com o bichinho. Para quem procura uma casa premiada, o restaurante figura sempre no Guia Quatro Rodas (pratos para dois por cerca de R$ 99). 

Tiradentes: para todo lado tem um cantinho “instagramável”; Esse é na Rua Direita

Depois enveradamos pela Rua Direita. Tiramos mais fotos, demos uma passadinha no Museu de Sant’ana –  dá para ver algumas imagens na entrada  – e seguimos até a Igreja de Sant’ana. Como era segunda feira o Museu que funciona na casa de Tiradentes estava fechado, então descemos pela Rua Direita de volta até o Largo, parando em lojas para admirar, por exemplo, o trabalho em estanho

Almoçamos no Bar do Celso, no Largo das Forras. O lugar é super simples, com comida mineira muito farta e gostosa! O atendimento foi rapidinho e comemos muito bem.

Após o almoço a chuva apertou, então pegamos o carro e fomos até a Rua do Chafariz, visitar o dito cujo. O Chafariz de São José nos foi descrito como ainda em funcionamento, mas estava desligado em nossa visita. A construção de 1749 abastecia a cidade de água e era usada tanto para consumo humano quanto para os animais e para lavar roupas.   

Como a chuva nao parava, seguimos de carro para a Igreja Matriz. Vistamos o interior do templo que tem cerca de 492 quilos de ouro – taxa de entrada de R$ 5 (proibido fotografar). Ainda demos uma voltinha pelo jardim da igreja antes de decidir seguir logo viagem, já que bater perna não ia ser mais possível.

Dica: Na Rampa das Flores há um espaço de entretenimento para crianças. Não conhecemos porque estava fechado na segunda-feira, mas pareceu interessante e pode ser uma opção para variar a programação das crianças. 

Igreja da Matriz em Tiradentes, com chuva

Esse ponto é ótimo para assistir ao pôr do sol, em dias sem chuva, claro

Nossa idéia era ir dormir em Brumadinho ainda na segunda-feira, pois assim conseguiríamos chegar cedo em Inhotim no dia seguinte. Pegamos a estrada, claro, calculando a rota passando por Lagoa Dourada novamente. Dessa vez, aproveitamos para provar também a empada do Sabor da Empada. Gostei, mas não diria que é imperdível, especialmente frente ao rocambole local, né? Compramos mais rocamboles para trazer para casa e depois fomos direto até Brumadinho.

Nosso roteiro da ida – BH a Tiradentes – ficou assim

Noite 3: Brumadinho

Em Brumadinho nos hospedamos na Pousada Dona Carmita (nota 8.6 no Booking), com chalés fofos, frigobar, estacionamento e café da manhã incluídos e a cerca de 6 km de distância do Inhotim. Reservamos duas noites, pagando cerca de R$ 260 por noite. Eles têm uns chalés que ficam sobre o lago bem bonitos, mas nessas unidade não são permitidas crianças (por segurança). 

Chegamos na Pousada já tarde e a Maria apagada no banco de trás. Então compramos uns caldinhos bem honestos – meeeeesmo, potes enormes por R$ 6 cada – em um bar que funciona bem na entrada do sítio. Mas também há um bom restaurante, o Brumas Grill, funcionando coladinho na recepção da Pousada, até as 22h.

Dia 4: Inhotim

No 4º dia de viagem acordamos um pouco mais cedo para nos arrumar e tomar café antes de ir para a grande atração. Na pousada comemos pães de queijo fresquinhos, Maria brincou no pequeno parquinho que fica logo abaixo da piscina e então fomos de carro para o Inhotim. 

Entrada do Inhotim: esses bancos incríveis estão espalhados pelos parque (são cerca de 90 deles, mas todos únicos) e são todos do Hugo França

Uma das galerias do Inhotim (essa é do Tunga)

Comprei os ingressos online antecipadamente no site de Inhotim por R$ 44 por pessoa – Maria não paga. Mas nem teria feito muita diferença, pois não havia ninguém na bilheteria. Chegamos às 9h30, a hora em que o parque é aberto. Acho que os visitantes foram espantados nesse dia por conta da previsão de chuva. Mas nós demos foi sorte! O tempo ficou muito agradável para o passeio, bem fresquinho, sem sol e a chuva que caiu foi fina, nem chegamos a abrir o guarda-chuva.

Atenção: Durante o verão 2018 o Inhotim exigiu a apresentação do certificado de vacina contra febre amarela. A exigência está suspensa, mas é bom estar atento e consultar o site do Museu antes de sua visita. 

O Inhotim une arte contemporânea a um jardim botânico impressionante. São 140 hectares de espaços com um paisagismo impecável salpicados por galerias e obras a céu aberto. Há uma divisão em “rotas” para facilitar a visita – baixe aqui seu mapa em pdf. São 3 rotas e nas duas com terrenos mais acidentados e obras mais espalhadas, a laranja e a rosa – há um transporte interno em carrinho elétrico. O transporte é pago à parte – R$ 30 por pessoa; bebês não pagam – e  nós escolhemos utilizá-lo nesse primeiro dia.

Começamos pela rota Laranja, nos programando para estar na Hamburgueria na hora em que Maria acordasse do cochilo. Nosso esquema funcionou direitinho e ao meio dia e pouco estávamos chegando no ponto. No entanto a Hamburgueria estava fechada. Então rumamos para o Restaurante Oiticica, que fica próximo à recepção, na rota Rosa.  

O Oiticica tem um buffet a quilo com opções bem básicas de pratos, mas um tempero bem gostoso. Chegamos por volta de 13h e conseguimos não pegar muita fila. Ele costuma ficar bem cheio com grupos, como as excursões escolares, que acredito que devam ir para lá por volta do meio-dia. Gastamos R$ 92 para os três, com dois pratos beeeem fartos (mesmo!), dois refrigerantes e dois sorvetes. 

A seguir emendamos na Rota Rosa e, assim, conseguimos percorrer as duas rotas inteirinhas, visitando todas as galerias, entre 9h30 e 16h. Já na saída paramos no Café das Flores, que tem um pão de queijo caseiro delicioso! É sério, é imperdível. Também gostamos bastante do bolinho de cará. 

Imperdível: Pão de queijo artesanal do Café das Flores do Inhotim. O chá também é interessante, adoçado com suco de maçã.

Noite 4: Brumadinho

Depois de um dia de correria, contato com natureza e muitas pessoas, Maria apagou assim que chegou no hotel. Aproveitamos para também dormir cedo e jantamos apenas caldinhos e petiscos do bar da entrada do hotel. 

A galeria da Adriana Varejão foi uma das preferidas da Sossô. Esse banco cheio de passarinhos rendeu mais de 5 minutos de idas e voltas e gritinhos de piu piu rs

Dia 5: Inhotim

O último dia de viagem começou com o café da manhã reforçado, seguido do fechamento das malas e do check-out. Chegamos ao Inhotim às 10h e entramos direto, já que às quartas-feiras a entrada é gratuita e eles simplesmente deixam os portões abertos.

Uma das obras ao ar livre: o Museu tem obras desse tipo, jardins e também galerias (espaços fechados e climatizados)

Nesse dia fomos então fazer a Rota Amarela, toda a pé, pois nela não circulam os carrinhos. Tivemos a companhia de um casal e um bebê queridíssimos: a Camila, o Eduardo e o pequeno Pedro, do Viaggiando. Pense num dia gostoso! Almoçamos novamente no Oiticica e de fato, tinha um pouco mais de fila nesse dia, mas nada que chegasse a atrapalhar a visita. Também fez mais calor na quarta-feira e após o almoço naturalmente fomos mais devagar no passeio. Então indico a quem viajar em épocas mais quentes que se programe para chegar cedo e pegar o período mais fresco do dia para andar mais.   

Amamentando no Ergobaby no Inhotim =)

Nós passeamos os dois dias usando apenas o Ergobaby, um carregador ergonômico para bebês, mas o terrenos de Inhotim permitem o uso de carrinhos de bebê. Não acredito, no entanto, que valha a pena levá-lo. Para bebês caminhantes como a Maria só seria usado para sonecas. E você terá que retirar o bebê do carrinho a cada vez que for embarcar no transporte interno. Assim, acho que ele seria mais usado apenas mais na Rota Amarela. 

Essa casinha branca, simples e “vazia” tem uma instalação bem interessante para os bebês

Noite 4: Vôo de volta 

Saímos do Inhotim às 16h, após um lanche no Café das Flores, e seguimos direto para o aeroporto de Confins, parando antes na Localiza, logo em frente, para devolver o carro.

Espaço infantil no aeroporto de Confins, próximo ao portão 19

No aeroporto demos jantar para a Maria no E.a.t, que tem tanto pratos como massas e carnes, quanto lanches como hambúrguer ou tapioca.

Maria ainda brincou um pouco em um espaço baby próximo ao portão de embarque 19. Dessa vez voamos Gol e após tantos estímulos de luzes e telas do aeroporto, apesar do cansaço, a pequena não dormiu. Quis aproveitar a viagem até o último segundo e chegou ao Rio ainda acordada!

Nosso roteiro da volta – Tiradentes a Confins – ficou assim

O Inhotim, e toda a viagem por Minas, foi uma experiência muito gostosa em família. Espero que nosso post ajude você a viver momentos deliciosos no meu estado Natal. Se você tiver alguém dúvida é só deixar aqui nos comentários.

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Publicado por Jackie Mota

Uso minha formação em jornalismo e minha experiência organizando as viagens da minha própria família para escrever posts didáticos e detalhados para poupar o SEU tempo. Nos meus textos você encontra informações práticas apuradas com responsabilidade e organizadas de acordo com as necessidades do viajante. Referências histórias e análises sobre a política e impactos do turismo também estão presentes no meu trabalho para que você viaje bem informado, seguro e consciente - sou especialista em Relações Internacionais e Mestre em Estudos Estratégicos da Segurança Internacional.

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