Quer sua lua de mel em Paris? Pergunte-nos como!

por Jackie Mota 29.dez.2009

Desde que postamos no nosso antigo blog e no Orkut sobre nossa viagem à Europa recebemos um montão de e-mails e recadinhos pedindo dicas de como realizar este sonho. A maioria das perguntas é sobre como ir por conta própria, sem agência, e sobre os gastos. Muita gente sonha com uma lua de mel em Paris quer saber se conseguirá realizá-la sem estourar seu orçamento e sem perrengues. Como amamos nossa viagem e gostamos de ver todos realizando seus sonhos, vamos dar aqui nossas dicas.

Nós viajamos por 18 dias e 16 noites, passando por Portugal (Lisboa), Inglaterra (Londres e Liverpool) e Paris. Mas vamos nos concentrar aqui em Paris, pois é sobre ela que mais nos perguntam e porque achamos mesmo um destino ideal para lua de mel. Não que Londres ou Lisboa não sejam, mas sem dúvida se tivéssemos que escolher uma cidade apenas para indicar a casais apaixonados seria Paris.

Estilo

Primeiro, vamos informar vocês sobre nosso estilo. Nós preferimos ficar um bom tempo em poucas cidades e conhecê-las bem a ver mais cidades de forma mais rápida. É o nosso gosto. Do mesmo modo, gostamos muito de museus e programas culturais, por isso reservamos 11 dias inteiros apenas para Paris, pois a cidade possui mais de 70 museus, sem contar outras atrações como a Torre, sua bela arquitetura, excelentes restaurantes e infinitas opções de compras. Outra coisa que fazemos questão é comer bem e provar todas as comidas típicas do local visitado, por isso sempre incluímos em nosso orçamento gastos para almoços e jantares. Sendo assim, nossas dicas são baseadas nesse tipo de viagem. Levem isso em conta, se não gostarem de museus, por exemplo, ou se costumam fazer apenas pequenos lanches. Certamente isso será uma economia. Por outro lado, não somos de comprar muita coisa, a não ser lembranças. Então não reservamos muito tempo e dinheiro para compras.

Também queremos deixar claro que não fizemos uma viagem de luxo. Em Paris há coisas belíssimas e caras. Não fomos a restaurantes de chef, por exemplo. Mas também não nos privamos de nada. Especialmente de atrações. Fomos a todos os museus e atrações que quisemos, passeamos de barco. Provamos pratos franceses, suíços e gregos, em restaurantes charmosos e bons, mas sem luxos. Adoramos nossa viagem e esperamos que cada um consiga fazer a sua do jeito que sonha.

Agência ou não?

O primeiro ponto a decidir é usar ou não uma agência de viagem. Nós nunca viajamos por agências. Não temos nada contra elas. No entanto, conseguimos melhores preços por nossa conta, falamos as línguas dos países para onde íamos e dedicamos um bom tempo antes da viagem ao planejamento. Sendo assim, não foi necessário o auxílio de um profissional. Se o seu perfil não é esse, se é sua primeira viagem ao exterior e vocês não falam o idioma local, talvez seja mais seguro contratar um pacote.

De qualquer modo nunca se esqueçam. Se vocês vão à Europa é obrigatória a contratação de um seguro de viagem, a Carta Shengen. Sem ele, vocês não serão liberados pela imigração para entrar no continente. E contratando o seguro vocês poderão ficar tranquilos em caso de algum acidente, pois ele cobre gastos médicos. O seguro custa entre R$ 150 e R$ 300 e pode ser comprado em agências de viagem. Sem dúvida viajar sem ele é uma economia que não vale a pena.

Modo de fazer
Se vocês planejam viajar no próximo ano a primeira coisa a fazer é ir ao seu banco e checar o programa de milhagens do seu cartão. Veja qual é a taxa de conversão para milhas. Há cartões em que cada R$ 1 gasto dá direito a um ponto que pode ser trocado por 1 milha; outros em que é preciso gastar US$1, e outros em que é preciso mais. Solicite um cartão com uma boa taxa de troca. E vocês não precisam ser consumistas para acumular pontos. Se vocês vão se casar e estão montando casa, comprem tudo no cartão. Tentem pagar o vestido, o buffet, qualquer coisa no cartão. Não aumentem seus gastos, apenas passem a colocá-los no cartão. Se vocês já iam gastar mesmo, melhor que recebam algo em troca, não? Pois com um cartão em que seja possível trocar pontos por milhas, suas passagens de lua de mel podem sair de graça.

Nós conseguimos pagar o vestido da noiva e outras coisitas assim e usamos o cartão para as compras no mercado, almoço, tudo tudo tudo. Ainda faltam oito meses para nosso casamento e já conseguimos passagens de ida e volta para os dois para qualquer destino na América do Sul. Até agosto a meta é garantir passagens para a Europa. Outra vantagem é que comprando as passagens para a Europa em nossos cartões, ganhamos de graça a Carta Shengen. Foi uma boa economia.

Orçamento e preços

Para quem nos pergunta quanto no mínimo precisa-se para uma viagem a Paris, damos a seguinte idéia para uma viagem confortável de lua de mel. Precisa-se das passagens + hotel + passe de museus + 100 euros por dia pro casal. Isso dá conta de dormir bem, fazer todos os passeios, comer bem e ainda comprar lembrancinhas.

Hoje, em uma boa promoção, consegue-se pagar até R$ 1.700 ida e volta por pessoa nas passagens. Fiquem de olho!

Para o hotel, reservem 150 euros por diária para casal com café da manhã. Com antecedência é possível conseguir um Ibis Tour Eiffel por 90 euros (sem café). O nosso custou 80 euros com café, mas é muito simples e só indicamos para lua de mel se vocês realmente quiserem economizar. Leia mais na parte de hotéis.

O passe de museus (leia mais em museus) custa 64 euros para 6 dias, 48 euros para 4 dias e 32 euros para 2 dias, por pessoa.

Para uma idéia de preços de comida (leia mais em comida), um crepe (a comida mais comum, é bem grande, não é igual ao que temos aqui no Brasil) custa em média 5 euros (entre 2 e 7 euros); há refeições em restaurantes simples com entrada + prato principal + sobremesa desde em média por 13 euros; uma fondue completa custa 16 euros; o vinho da casa custa em média 3 euros; o lanche gigante do McDonalds custa 6 euros; um jantar com entrada + prato principal + sobremesa + garrafa de vinho + água para duas pessoas custa cerca de 65 euros no restaurante Pied du Cochon, um dos mais tradicionais da cidade. O caro em Paris é a bebida, não a comida. Um refrigerante de 500 ml custa entre 3 e 5 euros na rua. Uma garrafa de água no restaurante, em média 5 euros. Comparando a refeições completas por até 10 euros, é caro não?

As lembrancinhas custam em média 2 euros (um ímã); 5 euros (uma caneca); e 8 euros uma caxinha de música.

Segredo

Há um ditado entre os turistas brasileiros que vão à países com câmbio desfavorável para nós: quem converte, não se diverte. E isso é verdade. Se vocês ficarem calculando quanto gastam convertendo para reais, certamente acharão tudo caro. Nosso segredo foi este: estabelecemos uma meta diária em euros e gastávamos dentro disso. Com 100 euros por dia, você julga se um jantar por 60 euros é caro ou não, se aquela lembrancinha vale a pena ou está cara. É mais relaxante assim.

Passagens

A primeira coisa a se comprar são as passagens. Anotem esta dica: Melhores destinos. Este site é incrível. Noticia as promoções de companhias aéreas e operadoras de turismo antes de começarem. Isso mesmo. Vocês ficam sabendo com antecedência de dias quando haverá uma promoção e todos os detalhes. Nós assinamos o Twitter deles e assim não perdemos nada.

O site é muito útil para quem quer esperar promoções para viajar. Já se vocês desejam ir em uma época específica, caso de quem vai em lua de mel, devem entrar nos sites de todas as companhias e no Decolar e Submarino Viagens. Sempre há bons preços.

Se vocês vão pela Tap ou Air France poderão visitar outras cidade sem gastar uma passagem a mais. É que essas companhias permitem que vocês fiquem alguns dias em sua escala sem pagar adicional, o que se chama stop over. No nosso caso ficamos uma noite em Lisboa, que era nossa escala.

Hotéis

Em Paris achamos que um bairro muito bom para se hospedar em uma primeira viagem é Saint Michel, que fica no 5º arrondissement (o nome dado às divisões da cidade). Os outros arrondissements no centro da cidade e que são bons locais para ficar são a Ile de la Cité e a ile Saint Louis (onde a cidade teve início e onde está Notre Dame); Marais (um charme de bairro); Les Halles (um shopping lindo); Tuileries; St Germain-des-prés; Quartier Latin (onde fica Saint Michel); Jardin des Plantes; Luxembourg; Montparnasse; Invalides e Tour Eiffel; Chaillot; Ópera (parte chiquérrima da cidade); e Champs-Elysées. O único que achamos que se  deve evitar é Montmartre. Além de mais distante da cidade, foi a única área onde sentimos muito assédio por sermos turistas, então não achamos indicado para uma primeira viagem.

A cidade é muito bem ligada por metrô e há atrações em todas as áreas que citamos, então qualquer uma delas é uma boa localização. Em Saint Michel fica-se perto da Ile, do Louvre e do Jardin du Luxembourg. O bairro tem vida noturna, muitos hotéis e restaurantes a preços acessíveis. Por isso achamos excelente para turistas com um orçamento limitado. Se vocês puderem gastar mais, prefiram as áreas nobres, como a Ópera.

Para encontrar um hotel sempre peça uma recomendação a alguém que você conhece. Afinal, como saber se quem escreve numa página de internet tem o mesmo padrão que vocês, não? O melhor é perguntar a algum amigo que tenha visitado a cidade e de quem vocês conheçam os hábitos. Nós ficamos na Rue du Sommerard, em um hotel chamado Marignan. O quarto é simples como os da rede Ibis, com duas camas, um armário aberto, mesa de computador e uma TV pequena. O serviço no entanto é de hostel: ou seja, nada de serviço de quarto nem de regalias. Além disso, não há elevadores, mas isso é comum em Paris (perguntem sempre) porque os prédios são antigos. Por outro lado, há vantagens como lavanderia de graça – e depois de uma semana viajando foi super útil – e internet wi-fi gratuita. Mas achamos que para uma lua de mel merece-se mais. De todo modo o hotel é muito bem localizado e limpo (o que é sempre nosso maior medo). E tem preço excelente em relação aos outros hotéis da cidade, caríssimos. Nós pagamos 80 euros com café da manhã e ganhamos uma noite grátis, por ficar 10. Além disso, reservamos bem pertinho da viagem. Com antecedência sempre se consegue melhores preços. Para ter uma margem boa, reservem pelo menos 150 euros para o hotel. Com antecedência é possível conseguir um Ibis (sem café da manhã) por 90 euros. Na Rue du Sommerard há um hotel da rede Best Western muito legal, o Jardin du Cluny. Chequem o site.

Se vocês têm muito dinheiro, podem ficar no Plaza Athénée, o mais famoso de Paris.

Se vocês não tiverem recomendação de ninguém conhecido, chequem sempre as referências do hotel em questão no site Trip Advisor. Por lá, os viajantes contam suas experiências e dão notas. É sempre uma boa referência. Procure o hotel no mapa de Paris e veja se fica em um dos arrondissements citados. Não vale a pena ficar longe da área central, pois vocês perderão tempo se locomovendo e pagarão mais caro no metrô (veja transporte).

Se vocês forem a Londres, procurem a rede Shaftesbury. Ficamos num 4 estrelas na Sussex Gardens, em Paddington. Maravilhoso.

Em Lisboa, o hotel é o Florida. Um hotel Boutique lindinho, 4 estrelas também, e bem no centro da cidade, com ótimo preço.

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Transporte

Em Paris o melhor é andar a pé ou de metrô. A pé porque é tudo lindo e de metrô porque há uma estação a cada esquina – mesmo, sem figuras de linguagem. Para quem vai ficar uma semana o mais em conta é comprar o passe Navigo. Compare: uma passagem unitária custa 1,60 euro. E o passe para 7 dias, com direito a andar ilimitadamente em metrô e ônibus custa 25 euros (área central). Vale a pena não?

Para comprar, você precisa de uma foto 3 x4. Leve uma do Brasil, porque nas máquinas lá são caras. Você paga mais 3 euros pelo cartão na primeira vez e pronto. O preço varia conforme as áreas que você for usar. Por isso não vale a pena ficar distante, pois você pagará mais para usar o metrô. As atrações ficam quase todas na área 1. Compramos o nosso na própria estação de chegada do Eurostar, em Gare du Nord.

O metrô é tão eficiente que não andamos de ônibus nenhuma vez e apenas uma de táxi. No entanto, ele é velho e não tão limpo quanto o de Londres. Há 15 linhas na cidade, então andem sempre com um mapa de metrô no bolso. É normal vocês se enganarem com as linhas e conexões. Nas linhas da área 1 e 2 é bem tranquilo e seguro. Já o RER, que é um trem que circula nas mesmas estações do metrô e que vai até os subúrbios, achamos que não é ideal para a circulação de turistas. Evitem, pois, o RER, porque normalmente vocês estarão com câmeras e dinheiro. A única vez em que é realmente necessário usá-lo é para ir a Versailles que, se nos lembramos bem, fica na área 4.

O aeroporto mais comum para chegada a Paris é o Charles De Gaulle, mas como fomos de Londres, chegamos de Eurostar e por isso fomos ao hotel de metrô. Muito prático. Para voltar, pegamos um táxi até o aeroporto, que era o Orly. Custou 23 euros e o transporte de ônibus + táxi até lá custava 20 euros. Como éramos dois, valeu a pena. Infelizmente não temos dicas sobre o Charles de Gaulle, mas nos hotéis sempre há informações sobre o melhor meio de transporte.

Museus

Para visitar os museus Parisienses a melhor opção é comprar o Paris Pass Museum. Esse passe é vendido nas lojas Fnac ou nos próprios museus e sua validade é por dia consecutivo. Vocês podem comprar o de 2 dias (32 euros), 4 dias (48 euros) e 6 dias (64 euros). A validade começa no momento em que vocês o usarem pela primeira vez, por isso programem-se para  visitar os museus nos dias de validade do passe,  comecem a usá-los pela manhã e evitem segundas e terças. A maioria dos museus fecha na segunda-feira e o Louvre fecha às terças.

Quer ver como vale a pena comprar o passe? A entrada no Louvre custa 9 euros, em Versailles 15, no Arco do Triunfo 9. Total: 33 euros. Pronto, o de 2 dias é mais barato. Nós compramos o de 6 dias, pois fomos a muitos outros museus e também fomos dois dias ao Louvre. O passe dá direito a voltar quantas vezes quiser a um mesmo local.

Que museus visitar? 
Bom, isso depende de seu gosto. Abaixo um breve resumo dos museus incluídos no passe e que nós visitamos:

Louvre: o maior museu do mundo e o mais impressionante. Se fossemos extraterrestres e viéssemos hoje à Terra podendo visitar apenas um lugar no planeta, nós escolheríamos o Louvre. As peças mais importantes da história da humanidade estão lá. Da Monalisa ao Código de Hamurabi, de esfíngies egípcias à Venus de Milo. Fomos um dia de 8h às 18h e outro de 18h às 22h para vermos tudo. É enorme, com três alas com três andares cada. Às quartas e sextas-feiras ele abre até as 22h. Há um restaurante lá dentro onde almoçamos, com bom preço e muito agradável. Também há muitas lojinhas de lembranças e um correio, para vocês enviarem cartões postais para a família. Um charme, não?

D’Orsay: o Museu dos Impressionistas. Quadros e esculturas deles estão aqui. Monet, Van Gogh, Renoir, Degas, todos os mais famosos possuem muitas obras neste museu. E o prédio, originalmente uma estação de trem, é lindo demais.

Centre Pompidou: o museu de arte contemporânea. Nós não curtimos esse tipo de arte, mas o prédio é revolucionário e vale a pena dar uma passadinha rápida pelo menos na coleção principal.

Museu Rodin: Ô coisa linda! Instalado na casa onde Rodin viveu, com uns jardins incríveis e as esculturas mais tocantes de Rodin e de Camille Claudel, sua amante. Nossa, nos emocionamos aqui.

Arco do Triunfo: Chegar ao topo é um sacrifício. As escadas são puxadas. Mas a vista é muito legal e um mini-museu conta a história de sua construção. O Arco fica numa linha de diversos monumentos e lá de cima é possível entender a fixação dos franceses com construções em linhas retas.

Torre de Notre Dame: O acesso à catedral é grátis, mas a ida às torres é paga e está inclusa no passe. Vale a pena demais, apesar das escadas. Lá de cima Paris é ainda mais linda, é a única forma de se ver os famosos gárgulas e vocês podem ir até o sino. Na igreja, belíssimos vitrais, muita história – Napoleão foi coroado ali – e beleza. Não deixe de dar a volta completa ao redor da igreja. Atrás há um jardim lindo. É nossa face favorita da Catedral. Nos Tesouros de Notre-Dame estão a coroa de espinhos de Cristo e uma lasca de sua cruz.

Criptas arqueológicas: Ficam embaixo de Notre Dame e têm as ruínas da antiga parvis du paris, o início da cidade. Muito interessante, faz você entender a lógica de crescimento da cidade.

Saint Chapelle
: umas das igrejas mais lindas do mundo. Foi construída para abrigar as relíquias de Cristo. É toda de vitrais e bem pequena, ao contrário da maioria dos templos de Paris. Emocionante.

Conciergerie
: uma das poucas atrações sobre a revolução francesa. Lá ficam as celas dos condenados, como a de Maire Antoinette.

Versailles: O palácio símbolo do absolutimo. Reserve um dia inteiro para ele. Vocês visitarão o palácio principal com os salões luxuosos; os jardins que são lindos, enormes e recheados de obras; o Grand Trianon; e o Petit Trianon, onde Marie Antoinette foi viver. Também há um restaurante lá, mas preferimos comprar na lanchonete e almoçar nos jardins. Que vista!

Pantheón: Imponente construção em homenagem aos franceses ilustres é onde fica o pêndulo de Foucault e as criptas, com túmulos de famosos como Victor Hugo, Jean Jacques Rousseau, Marie Courie e Braile.

Casa de Victor Hugo: Fica na famosa Place de Vosges, um exemplo de construção da época em que a burguesia começa a ascender na França. A casa em si não é muito interessante.

Invalides: São duas coisas. Uma, a igreja do Domo, onde está o túmulo de Napoleão. O Domo dourado que coroa o prédio é impressionante. Tem ainda o Museu da Armada, que conta a história das guerras. Muito interessante para estudantes. Infelizmente nos expulsaram grosseiramente pediram para sair quando ainda estávamos no meio, porque eles fecham antes do horário estava na hora de fechar. Pretendemos voltar!

Museu da Idade Média: um dos maiores acervos da época na Europa, fica em uma antiga termas construída por romanos. Era ao lado de nosso hotel! Se vocês forem ao Louvre ou à Inglaterra, não vão achar interessante, pois já terão visto muito coisa da época. Mas os jardins e o prédio são bem legais.

Mais atrações

Além das atrações inclusas no passe há inúmeras outras na cidade. A Torre Eiffel, por exemplo. A melhor vista dela é a partir do Chaillôt. De lá vocês verão a torre e os Jardins de Trocadero. Para subir ao topo da Torre paga-se 15 euros. Há um ingresso mais barato para ir apenas ao andar do meio. Também há um restaurante do chef Alan Ducasse, super renomado, nesse andar intermediário. É bem carinho lá.

Os jardins da cidade são uma atração à parte. Se forem na primavera ou verão poderão aproveitar mais ainda. Mas no outono também fica lindo, tudo amarelinho. Os nossos preferidos são o de Luxemburgo, que conta com um palácio hoje sede do Senado francês e também com a famosa Fonte de Médicis. Há ainda os jardins do Trocadero e o Campo de Marte, os dois ao lado da Torre.

O Rio Sena e suas pontes são outra atração. Cada uma mais linda que a outra, com destaque para a Alexandre III. Nós fizemos dois passeios de barco pelo Rio. Um, durante o dia, em um barco chamado Batobus, que sai dos pés da Torre e é uma versão aquática dos ônibus turísticos disponíveis na cidade. Comprando o ticket, pode-se andar o dia todo no barco, descendo na estação que quiser e subindo no barco seguinte. Vale muito a pena. Custou 8 euros (com carteira de estudante). À noite, o passeio foi no Paris en scene. O barco é lindo, todo transparente e você compra o pacote de passeio + jantar (prato principal + sobremesa + vinho + bebida) por 35 euros por pessoa. Estava tudo delicioso e o passeio foi lindíssimo. Nós compramos uma garrafa de champagne e subimos ao convés em frente à Torre. Foi inesquecível! Em barcos de outras companhias esse jantar flutuante costuma custar cerca de 90 euros. Imagino que o jantar deva ser mais luxuoso, mas ficamos muito satisfeitos com nosso jantar no Paris en scene.

Em Montmartre fica a belíssima igreja Sacre Couer. Ela pode ser vista de várias partes de Paris, pois está sob a colina mais alta da cidade. Vale muitíssimo uma visita e perto vocês podem aproveitar para ver artistas locais na Praça do Tertre. Outra igreja que vale a visita é Saint Sulpice. É esta igreja que aparece no filme O Código Da Vinci, onde estaria a linha rosa. Na verdade é um meridiano, o Meridiano de Paris, usado antes da convenção em Greenwich e ele não é rosa e sim dourado.

No bairro da Ópera visitamos a Ópera Garnier, que inspirou o nosso Teatro Municipal e a lenda do Fantasma da Ópera. Pouca gente faz esse passeio, mas vale muito a pena. O foyer da Ópera é muito luxuoso. Ali ao lado está a igreja La Madeleine, suntuosa no meio de uma praça. No caminho entre as duas, lojas de luxo como a Fauchon. Esta loja é uma perdição gastronômica. Há iguarias lindas e caras, muito caras. Vale um passeio e compras para quem estiver com um orçamento mais recheado.

Bem perto ficam também as Galeries Lafayette, o primeiro shopping do mundo e um templo do luxo francês. Apesar de ser tudo caríssimo, vale a visita. Seu teto é maravilhoso, uma obra de arte e a decoração é primorosa. A vitrine de natal era de enlouquecer com seus bonequinhos mecanizados. Há departamentos de cosméticos, roupas e um novo andar só de sapatos. Foi lá que compramos o anel de noivado, na Tiffany and Co.

Um programa que recomendamos muitíssimo é o tour guiado a pé por universitários. Ele sai todo dia às 13h e às 16h da praça Saint Michel (em frente ao chafariz). Para ir até lá é só pegar o metrô e descer na estação de mesmo nome. Por três horas vocês andarão pelas ruas conhecendo o básico de Paris e ouvindo histórias de jovens franceses, além de conhecer outros turistas. O tour é grátis, vocês contribuem ao final com quanto desejar. Foi nosso primeiro programa na cidade. Às 19h do primeiro dia terminamos o passeio já embasbacados com a beleza da cidade.

E há muitas, muitas outras coisas que não citamos aqui. Se forem a Paris, andem, andem muito. A cada rua a cidade te surpreende com uma obra belíssima.

Roteiro

Para saber como distribuir as atrações por dia de estada na cidade, use a internet. Todos os museus possuem site com os horários de abertura, endereço e instruções sob como chegar. Fiquem atentos, pois o horário de funcionamento de muitas atrações muda de acordo com a estação.

Neste post aqui do site Conexão Paris há um exemplo de roteiro de 4 dias. E aqui postamos o roteiro que nós fizemos, em 11 dias.

Comida

Os franceses não gostam de comida industrializada e tudo que vocês irão comer virá em uma apresentação bonita. Assim, a Jackie até comia salada, acreditam? Portanto, não corram para a Starbucks achando que vão economizar. Pelo contrário, a rede de cafés mega barata em Londres é bem carinha em Paris.

Com o preço de um lanche você consegue jantar como um bom francês. Nos restaurantes vendem-se as formules, o conjunto de entrada + prato principal + sobremesa. Vimos preços que iam de 9,90 euros a 40 euros por isso. Em Saint Michel há restaurantes baratos e charmosos. Provem a culinária francesa, vale a pena. O restaurante Au Pied du Cochon é uma boa opção. Ele fica ao lado de Les Halles, um shopping-mercado com jardim. O nome é esse mesmo “ao pé do porco” e eles realmente servem isso por lá, mas há outros pratos. Comemos a tradicional sopa de cebola gratinada (tem em todo lugar), confit de pato, peixe e creme brulê e estava tudo delicioso. Outra dica valiosa é que no restaurante Relais Plaza,  do famoso Plaza Athénée, é possível almoçar por 44 euros por pessoa. Chiquérrimo!

Se quiserem provar comida francesa, mas tiverem medo de arriscar com um steak tartare, por exemplo (é carne crua), tentem o steak au poivre (carne com molho de pimenta), os patês (muito gostosos) ou os confits, que são carnes sempre bem temperadas e macias. Para lanchar, recorram aos crepes, tanto salgados quanto os onipresentes crepes de nutella, ou aos paninis, a tradicional baguete com recheios variados. Na Rue Moffetard, perto de Saint Michel, está a loja conhecida por ter o melhor crepe da cidade. Você a encontra apenas pela fila, sempre muito grande. A rua, aliás, tem restaurantes de todos os tipos, bares e boates. Uma ótima dica para noitada.

Os parisienses também comem muito em restaurantes gregos, espalhados pela cidade, assim como em suíços. Comemos lá a melhor fondue do mundo! Muito apurada. Ah, sim, falando em apurado…cuidado com os queijos. Eles vendem milhões de tipos, que nunca tínhamos visto. Mas mesmo os mais conhecidos, como o gorgonzola, são bem diferentes, mais apurados que os daqui.

Também se acha quiches em toda esquina, assim como palmiers gigantes e doces, muitos doces. Não deixem de ir à Ladurée, a tradicional casa de macarrons no início da Champs Elysée. Esta rua, aliás, vale um passeio. Mas não é tão luxuosa assim. Há lojas caras, claro, mas também lojas Zaras, que são muito baratas por lá.

Arredores

Além de conhecer Paris é possível fazer outros passeios de um dia, sem necessidade de se pegar avião. No trem RER, que pára em algumas estações de metrô (como Saint Michel e Gare du Nord) vocês podem ir a Versailles. Leva 30 minutos apenas e o preço é o mesmo do metrô, está incluído no Navigo (área 4).

Também pode-se pegar o trem rápido para a cidade de Tours, numa viagem que leva cerca de 2 horas e custa (com antecedência) 60 euros ida e volta por pessoa. Em Tours, vocês podem contratar um passeio de um dia inteiro, ou apenas manhã ou só à tarde para conhecer os castelos da região. Era esse o passeio que faríamos no penúltimo dia, mas perdemos a hora, ficamos em Paris e o resto vocês já sabem… o pedido de casamento aconteceu!

Outra opção é usar o Eurostar para ir à Inglaterra. Custa em média 200 euros ida e volta e a viagem dura 2 horas. É super confortável, pois pega-se o trem na Gare du Nord e salta-se na estação de Euston, no centro de Londres.

Na mala

Antes de viajar, chequem a temperatura média na cidade durante seu período de estadia. Se forem no outono ou inverno, lembrem-se de levar muito agasalho e tomem especial cuidado com os pés. Normalmente nossos calçados não estão preparados para o frio europeu. A noiva, por exemplo, levou uma bota que ama e usa muito no inverno carioca. Mas ela não bloqueava o frio e se ela tentasse colocar meias mais grossas, as botas apertavam.

Também vale muito a pena levar kits “de emergência” daqui, para evitar gastos extras por lá. Além de produtos de higiene como sabonetes, shampoos e cremes dental, coloquem na mala um kit de remédios básicos como um antiácido, um comprimido para enjôo e outro para dores de barriga. Lembrem-se que vocês provarão comidas diferentes e esses imprevistos podem acontecer. Levem também analgésicos, remédios para dores musculares, antitérmicos e band-aids. Todos estes itens são um pouco caros por lá, além de difíceis de se achar. Nas farmácias, são vendidos apenas remédios e os itens de higiene vocês terão que procurar em lojas de departamento e mercados como o Monoprix. Meninas podem levar também absorventes e um kit para as unhas. Não paguem manicures na cidade, pois além de caro (vimos por 16 euros) o serviço é diferente do nosso e as manicures não tiram a cutícula. Para os fumantes, é bom levar um estoque daqui ou comprar no freeshop. Nas tabacarias o maço das marcas desconhecidas mais baratas custa 4 euros.

E muito, muito importante: leve todos os comprovantes de reserva, endereços e outros documentos impressos com você. Nós fizemos assim: imprimimos duas cópias das reservas de passagens, hotéis, ingressos e roteiro e fizemos duas pastinhas completas, iguaizinhas. O noivo levou uma e a noiva outra, em suas mochilas. Assim diminuímos o risco de perder os papéis.

Outra dica bacana é comprar uma cartucheira para usar por baixo da roupa. Nós usávamos para levar os passaportes durante o dia.

Já na carteira não é necessário levar tantos euros. Todos os estabelecimentos aceitam cartões de crédito e débito: lembrem, apenas, de habilitar essa função em seu cartão aqui no Brasil. Avisem sempre na operadora de cartão e no banco que vocês estarão fora do país, assim não correm o risco de terem seus cartões bloqueados. Levem metade em dinheiro, apenas por precaução.

Se puderem investir em uma boa máquina fotográfica, façam isso. A cidade parece que foi feita para ser fotografada. E não esqueçam do tripé. Muito útil para fazer fotos noturnas mostrando a iluminação caprichada dos monumentos locais.

Mais informações
Querem saber mais sobre Paris, tirar dúvidas etc? Frequentem os blogs e comunidades específicos. Os nossos preferidos são o Conexão Paris (amamos, amamos, amamos e eles vendem um guia também, achamos que vale a pena) e a comunidade do Orkut Dicas Inesquecíveis de viagem. Além disso, o Guia de bolso da Folha sobre a cidade também é bem útil e levinho.

Se tiverem alguma dúvida, deixem aqui nos comentários e nós responderemos. Esperamos que tenham gostado das dicas e que de alguma forma tenhamos ajudado vocês a realizarem um sonho.

Um feliz 2010 a todos!

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Texto: Jackie; Fotos: Arquivo pessoal

 

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Publicado por Jackie Mota

Uso minha formação em jornalismo e minha experiência organizando as viagens da minha própria família para escrever posts didáticos e detalhados para poupar o SEU tempo. Nos meus textos você encontra informações práticas apuradas com responsabilidade e organizadas de acordo com as necessidades do viajante. Referências histórias e análises sobre a política e impactos do turismo também estão presentes no meu trabalho para que você viaje bem informado, seguro e consciente - sou especialista em Relações Internacionais e Mestre em Estudos Estratégicos da Segurança Internacional.

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Comentários

  1. Mariana
    22 jan 2016

    Olá, com respeiro ao passeio de barco com jantar no ‘Paris en scene’ como você fez a reserva? Porque no site para efetuar a reserva tem que pagar, ai eu gostaria de saber se tem como comprar lá mesmo em paris. Obrigada.

    • 22 jan 2016

      Oi Mariana, nós compramos na hora mesmo, pois não conhecíamos o passeio antes de ir. Abs!

  2. 15 jul 2010

    Jackeline q lindas suas dicas

    Estarei indo lá em junho de 2011 e comecei este mes a ver dicas e td mais

    Por afvor me add no msn:

    luluka_estilolivre@hotmail.com

    ou Orkut: luciene.pellozzi@bol.com.br

    ou email:lucienepellozzi@gmail.com

    Preciso tirar muitas duvidas é pra lua de mel..e eu to com medo e nervosa rsrsrsrs

    Me add por favoooooooooooor Bjus

  3. Anonymous
    26 mar 2010

    LEGAL EU E MEU NOIVO FOMOS O ANO PASSADO PARA VÁRIOS PAISES NA EUROPA, MAS EM PARIS NÓS NÃO FOMOS, POIS RESOLVEMOS DEIXAR PARA LUA DE MEL!! VOU ME CASAR ANO QUE VEM, MAS NÃO VEJOA A HORA DE VER PARIS!!BEIJOS
    MONIQUE

  4. 09 jan 2010

    Adorei o seu post de Paris! Super completo!
    Vou para Paris na lua de mel e não é a primeira vez que vou pra lá. Na primeira vez fiquei no quartier latin num hotel chamando hotel moderne saint germain, muito bom. Mas na lua de mel escolhemos o hotel Champs Elysses Plaza.
    Paris é tudo!
    bjs!

    Ah, tb tenho um blog sobre o meu casamento:
    http://amandaericardo2010.blogspot.com/
    Se quiser dá uma olhadinha lá.

  5. 03 jan 2010

    Caracaaaa adorei o post hehe. Ta salvo aqui pra ajudar na escolha do destino.
    Bjss

  6. 03 jan 2010

    Olá Jackeline!

    Obrigada pela visita no blog!

    Adorei suas dicas! Nosso sonho é passar a lua de mel em Paris… Vamos ver se dá!

    Já estou te seguindo!

    Beijão!

  7. Romina
    30 dez 2009

    Que lindo… Eu tambem fui de lua de mel para PAris e acabei de chegar… compramos no http://www.gurubooking.com.br
    recomendo!

  8. 30 dez 2009

    Ótimas dicas!!! este post vou guardar para quando viajar para Paris… beijos e um feliz 2010

  9. Anonymous
    29 dez 2009

    Jackeline, excelente as suas dicas!!!

    Estarei indo lá em fev/2010 passar a lua de mel!!!

    Bj e boa sorte no seu casamento!!!

    Larissa

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