Batendo perna pelo centro de Arequipa

por Jackie Mota 26.nov.2012

Saímos da Praça de Armas pela Calle Santa Catalina, já que nosso destino final seria o Monastério de Santa Catalina. Nesta rua há muitas lojas turísticas, de souvenirs e também agências de viagem (onde compramos o pacote pra Nazca, mas conto isso depois). Tanto essa como as ruas ao redor são ótimas para se bater perna sem horário, sem pressa. E é esse clima que me fez apontar “andar pelas ruas de mãos dadas olhando o passado e planejando o futuro” como “o que há de melhor para se fazer em Arequipa”, apesar da cidade ter uma lista longa de atrações.

Muros do Monastério


Pois bem, enveredando pela Calle Santa Catalina quem estiver procurando bons locais para comer irá se encontrar. Além de lanchonetes mais simples e restaurantes dentro de centros culturais há ali uma filial do Chicha, do famoso chef Gastón Acurio (fomos ao Chica em Cusco, mais para frente postaremos). O Chicha de Arequipa fica um pouco antes do monastério, que é impossível não ver, pois ocupa quase um quarteirão inteiro. É como uma pequena cidade, com praça, ruas, galeria de arte. E é grande mesmo, então precisa estar com disposição para passear por tudo.

A entrada traz um contraste bacana, pois embora todo o muro e o portão sejam cinzentos, assim que entra-se no monastério vêem-se muros “cor de tijolo”, vivo, colorido. Há outras partes coloridas, com cores muito vivas. Isto foi o que me chamou mais atenção, pois esperava um ambiente mais “clean” em um local criado para a clausura. No entanto nem essa alegria colorida convenceu o Rômulo a se demorar por lá. Na verdade ele me acusou de estar tentando nos tornar freis ou algo assim porque já tínhamos ido a muitas igrejas e conventos nesta viagem. E com medo de perder a mulher para a vida religiosa, me carregou para continuarmos andando por Arequipa.


Mas para quem quiser admirar melhor esse local histórico, o convento fica aberto de 9h às 17h e custa 35 soles. A fundação do convento é do século XVI e uma senhora muito rica, María de Guzman foi uma das grandes responsáveis por sua construção, pois doou seus bens para o monastério. Assim como outras construções de Arequipa, ele também sofreu com os terromotos e já foi restaurado diversas vezes. 

Saindo do monastério entramos pela rua Zela e fomos até a Praça São Francisco, onde está a Igreja do mesmo santo. Outro lugar delicioso para ficar pensando na vida, namorando. Encontramos alguns wine bars em frente, que estavam fechados àquela hora, mas que pela concentração indicavam que à noite o local devia ser movimentado.

Voltando, encontramos um Sebo e como somos traças natas, entramos. Nos apaixonamos por mil itens, especulamos como enviar um piano de Arequipa para o Rio, ouvimos explicações do dono e por fim saímos com apenas uma aquisição: uma edição em espanhol de “Robison Crusoé”, o livro preferido do Rômulo, com carimbo de seu dono primeiro, um também médico.

Ainda andamos pela calle San Francisco até a Plaza de Armas. Tomamos café e compramos sanduíches no Cusco Café, como contamos no post anterior e, passamos da Praça e voltamos até nosso hostel pela Villalba. Ou seja, fizemos muito o melhor programa de Arequipa.

Esse foi nosso dia na cidade onde tudo dá certo, Arequipa. Mas há muito, muito mais para se ver por lá. No Museu Santuários Andinos, por exemplo, está a famosa múmia Juanita, de mais de 500 anos e para quem fica mais de um dia é possível fazer passeios ao Canion del Colca.

A ida à Arequipa faz parte de nosso mochilão pela Bolivia Peru em janeiro de 2012.


Texto e edição: Jackeline Mota; Fotos: Viaje Sim!

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Publicado por Jackie Mota

Uso minha formação em jornalismo e minha experiência organizando as viagens da minha própria família para escrever posts didáticos e detalhados para poupar o SEU tempo. Nos meus textos você encontra informações práticas apuradas com responsabilidade e organizadas de acordo com as necessidades do viajante. Referências histórias e análises sobre a política e impactos do turismo também estão presentes no meu trabalho para que você viaje bem informado, seguro e consciente - sou especialista em Relações Internacionais e Mestre em Estudos Estratégicos da Segurança Internacional.

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Comentários

  1. TELMA HONORIO
    17 ago 2016

    Olá!

    Estou vendo todos os posts sobre o vosso Mochilão. Tem muita informação útil que irei usar na minha viagem ao Perú em Outubro.

    Obrigada

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