Outros viajantes: lua de mel em Fernando de Noronha pela Joana

por Jackie Mota 03.set.2012

A convidada da coluna Outros Viajantes de hoje é a Joana, que aproveitou a viagem de lua de mel para conhecer um destino com o qual sonhava há tempos: Fernando de Noronha. Fique abaixo com o relato de uma lua de mel em Fernando de Noronha, escrito pela Joana.

fernando de noronha

Lua de mel em Fernando de Noronha

Sempre tivemos vontade de conhecer Fernando de Noronha. E quanto mais conhecíamos gente que já tinha ido mais nossa vontade aumentava. Em 2010 surgiu uma bela “desculpa”: nossa lua de mel. A princípio não viajaríamos, já estávamos super conformados em passar um fim de semana em Búzios e pronto. Estava tão conformada que continuava pesquisando passagens, até que achei tarifas baratas e convenci meu então noivo, Raul, a ir. Conversando com alguns amigos que já conheciam a ilha começamos a esboçar um roteiro e anotar dicas de praias, restaurantes etc.

Fomos por Natal porque nenhum de nós dois conhecia a cidade e porque as passagens estavam mais baratas do que indo por Recife. Voamos até Natal pela Gol e de lá para Noronha pela Trip.

Fernando de Noronha é um lugar lindíssimo, inesquecível. Mesmo curta, a viagem valeu muito a pena e nos deixou com vontade de voltar muitas vezes. Abaixo, fiz alguns comentários do que fizemos em cada dia.

 

DIA 1

 A chegada à ilha já é inesquecível. O avião faz um sobrevôo, dando uma voltinha na Ilha e a visão daquele mar azul-esverdeado, do Morro do Pico e do Dois Irmãos é fantástica! Todo mundo ficou tão embasbacado que o avião inteiro bateu palmas. Logo que descemos do avião temos que pagar a taxa de preservação ambiental. O valor varia de acordo com os dias que o turista ficará na ilha e é possível pagar a taxa antecipadamente no site oficial de Noronha. Nós não conseguimos fazer isso mas resolvemos com muita rapidez no aeroporto mesmo (aeroporto é modo de dizer, porque é pequeno, aberto, sem cara de aeroporto. Mas é lá que aviões pousam e decolam rs).
 
A pousada em que ficamos oferecia gratuitamente um transfer do aeroporto para lá. Fomos em uma van com ar condicionado, com um carrinho acoplado para as bagagens. Para chegar à Pousada Mar Atlântico passamos pela menor BR do país.
 
 
Chegamos na pousada, deixamos nossas malas, trocamos de roupa e saímos para almoçar. Fomos a pé até um centrinho, com alguns restaurantes, mas nada agradou muito a gente. Queríamos comer um peixinho, num clima mais praia. Pedimos indicação para o pessoal da agência Blue Marlin e eles falaram para a gente ir nas praias urbanas, que ali poderíamos encontrar alguma coisa. (Pausa para explicar o conceito “praia urbana” em Noronha: são praias perto do povoado, onde você consegue chegar a pé. Pronto acabou qualquer ligação com cidade, fora dois quiosques. As praias são praticamente desertas, lindas, com pássaros dando rasantes no mar e uma vista deslumbrante do Morro do Pico.)
 
Fomos então para a Praia do Cachorro, mas o quiosque estava fechado. Seguimos para a Praia do Meio e na fronteira desta com a Praia da Conceição almoçamos em um quiosque. Comer em Noronha é caro, mas você está no paraíso, não dá para se preocupar com dinheiro. Depois do almoço ficamos jiboiando na Praia da Conceição, tomando caipirinha de cajá. Voltamos de noitinha para a civilização e paramos na Blue Marlin para definirmos os passeios dos dias seguintes. Atendimento nota 10!
 
À noite jantamos em um restaurante italiano em Floresta Nova. Não lembro o nome e não recomendo. Não gostei do meu prato e as mesas na área externa vinham com um brinde: baratas voadoras. Nesse momento, repeti o mantra: “estounoparaíso, estounoparaíso, estounoparaíso”.
 

DIA 2

 
Resolvemos que neste primeiro dia inteiro em Noronha faríamos o Ilhatour, um passeio que passa em quase todas as praias da ilha. Achei legal fazermos isso para nos localizarmos melhor na Ilha e depois decidirmos onde voltar se sobrasse tempo. Em algumas praias nós só parávamos e admirávamos a paisagem. Em outras ficávamos um tempo para curtir a praia, mergulhar com snorkel. Passamos pela Praia do Sancho – considerada, com razão, a mais bonita do Brasil -, Cacimba do Padre – onde fica o cartão postal da ilha, o Morro Dois Irmãos -, Baía dos Porcos, Buraco da Raquel, Praia do Leão, praia do Boldró e Baía do Sueste. Nesta última tinha um pessoal do Projeto Tamar capturando tartarugas marinhas para catalogá-las. Vi duas enormes na areia. Mas Raul viu muito mais mergulhando apenas de snorkel. O tour é finalizado com o pôr do sol no mirante do Boldró, regado a pastelzinho e caipirinha. Um luxo!
 
 
Neste dia o almoço foi em um PF, rapidinho para voltarmos logo ao passeio. À noite fomos jantar em um lugar indicado pelo pessoal da Blue Marlin para provarmos carne de tubarão. O restaurante é a varanda de uma casa, próximo à ladeirinha perto da igreja.
 

DIA 3 – Lua e mel em Fernando de Noronha

 
Acordamos cedo e com chuva! Mas enquanto tomávamos café o tempo melhorou e ficamos mais tranquilos para fazer o tão esperado mergulho. O pessoal da Atlantis passou para buscar a gente e fomos para o porto, onde embarcamos rumo às proximidades da Ilha Rata. Eu ainda não estava convencida que ia mergulhar com cilindro. Ao mesmo tempo que queria muito, tinha medo. Mas os instrutores são super bacanas, pacientes, me deixaram muito à vontade e adorei mergulhar! São só uns 15, 20 minutos, mas é incrível! Vi tartaruga, peixes de todas as cores e tamanhos, corais, arraias. Tudo deslumbrante!
 
 
Almoçamos no Buganvile, um restaurante por quilo numa pracinha bem central. Tínhamos que almoçar rápido porque em seguida faríamos a trilha para a Praia do Atalaia. Essa praia tem a entrada controlada para preservar as piscinas formadas por corais. Inclusive, cada grupo tem um tempo determinado para içar no mar. Quando o tempo acaba o guardinha começa a apitar e mandar todo mundo sair. E não podemos usar protetor solar porque polui muito a água represada, interferindo no ecossistema marinho. Isso é um problema porque a trilha é debaixo de sol quente, sem quase nenhuma sombra. Roupas leves e água são essenciais.
 
Chegando na praia a recompensa é um visual incrível e um mergulho bem legal. Dessa vez vimos até um tubarãozinho. De lá fomos às ruínas do Forte Nossa Senhora dos Remédios e novamente às praias urbanas, onde ficamos até escurecer. Passamos, então, na Atlantis, para ver as fotos que a fotógrafa deles tinha tirado do nosso mergulho. As fotos eram caras, acho que R$ 45 cada uma, com um desconto progressivo de acordo com o número de fotos escolhido. Tínhamos combinado de comprar uma só. Mas quando começamos a ver as fotos incríveis da gente no fundo do mar, ficou difícil segurar. Acabamos comprando três.
 
O jantar foi na famosa Pousada do Zé Maria. Comemos uma lagosta com legumes grelhados bem gostosa. Os preços são pouca coisa mais caros que outros restaurantes da ilha e a qualidade é indiscutível.
 

DIA 4 – Lua e mel em Fernando de Noronha

 
No nosso último dia na ilha fizemos um passeio de barco do porto até a Ponta da Sapata. Mais uma vez, paisagens incríveis. Paramos na praia do Sancho para mergulhar e para almoçar no próprio barco. Arroz, saladinha e peixe na brasa. Muito bom! Aproveitamos muito nossos últimos momentos em Noronha. Voltamos ao hotel só para tomar banho, pegar as malas e embarcamos de volta para Natal. E já saímos sonhando em voltar ao paraíso!
 
 
Texto: Joana; Edição: Jackeline Mota; Fotos: Arquivo pessoal da Joana

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Publicado por Jackie Mota

Uso minha formação em jornalismo e minha experiência organizando as viagens da minha própria família para escrever posts didáticos e detalhados para poupar o SEU tempo. Nos meus textos você encontra informações práticas apuradas com responsabilidade e organizadas de acordo com as necessidades do viajante. Referências histórias e análises sobre a política e impactos do turismo também estão presentes no meu trabalho para que você viaje bem informado, seguro e consciente - sou especialista em Relações Internacionais e Mestre em Estudos Estratégicos da Segurança Internacional.

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Comentários

  1. halaielly
    29 jun 2015

    Gostaria de saber quanto mais ou menos ficou a viagem, somando tudo. Sou de Minas!

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