Dicas de Cartagena com estadia nas Islas Rosario

por Jackie Mota 21.ago.2014

A América do Sul é uma das nossas paixões. Infelizmente, ainda não conseguimos pisar na Colômbia, mas a Mari, minha amiga e que já colaborou com o blog antes (veja aqui post dela sobre Punta Cana), fez uma viagem a Cartagena das Indias, na Colômbia, no início desse ano e escreveu um relato especialmente pro blog. Tem o roteiro completo,  dicas de hospedagem, restaurantes, passeios e até de compras. Confira abaixo:

Cartagena, pela Mari

“Me bastó con dar un paso dentro de la muralla para verla en toda su grandeza a la luz malva de las seis de la tarde, y no pude reprimir el sentimiento de haber vuelto a nacer” 

Gabriel Garcia Marques, em Vivir para contarla

 Cartagena foi nossa escolha para as merecidas férias. Como na época em que fomos (abril de 2014) saía mais barato fazer o trajeto via Panamá (pela Copa Airlines) e os horários de vôos eram mais interessantes também, deixamos para conhecer a capital Bogotá em outra oportunidade. Além disso, aproveitamos que o hum da Copa Airlines é todo no Panamá e que a companhia oferece a possibilidade de stopover de graça para conhecer a Cidade do Panamá e fazer umas comprinhas por lá.

Conseguimos pegar um vôo que saiu do Rio de Janeiro de madrugada (00:20) e chegou em Cartagena na manhã do mesmo dia (8:30), com uma curta conexão no Panamá (cerca de 30 minutos). Aproveitamos o vôo para dormir e nos preparar para um dia inteiro de caminhada nas ruas da charmosa Cartagena. Fomos com uma mala de mão (meus agradecimentos especiais à dona desse blog, Jackie, que me incentivou a fazer uma mala pequena e leve e, ainda assim, com tudo o que eu precisava) e despachamos uma mala média (meu marido ainda não aprendeu essa mágica da Jackie). O outro casal que foi conosco levou mais bagagem e despachou tudo. Não tivemos qualquer problema com as bagagens ou com os horários dos vôos, que respeitaram uma pontualidade quase que britânica. Nosso único lamento foi que, com a curta conexão no Panamá, não conseguimos comprar no freeshop da ida as bebidas que queríamos levar para a Colômbia (o que comprovou ser uma pena mesmo, já que o freeshop do desembarque do aeroporto de Cartagena é bem pobrinho).cartagena-cidade

 

Para a estadia em Cartagena escolhemos o Hotel Casa La Fe, que fica dentro da ciudad amurallada. O hotel é super bem localizado, oferece serviço de transfer gratuito de e para o aeroporto Rafael Núñez (contanto que a estadia seja de, no mínimo, 2 noites consecutivas), tem wi-fi e é muito agradável. O café da manhã (que é uma delícia) é servido em um jardim interno, o hotel conta com uma pequena piscina (o que pode ser útil considerando os dias hiper quentes do lugar) e organiza um happy hour para os hóspedes todos os dias no final da tarde em que oferece uma taça de vinho ou uma cerveja de cortesia (além de uns belisquetes).

Os quartos não tem muito luxo, mas são bem limpos, contam com ar-condicionado, cama e travesseiros bem confortáveis e banheiros de bom tamanho. Vale a pena pagar um pouco mais para ficar em um dos dois quartos com varanda e vista para a Plaza Fernandez de Madrid (aquela mesma praça em que Florentino Ariza, personagem de “O Amor nos Tempos de Cólera”, do Gabriel Garcia Marques, ficava sentado em um dos bancos à espera de Fermina Daza). Eu evitaria ficar nos quartos do primeiro piso para garantir que não seria acordada com o zunzunzum do café da manhã. Se você tem algum problema de mobilidade, note que o hotel não tem elevador, então talvez não seja a melhor opção para você.

Dia 1

A graça de Cartagena (ou melhor, da parte dentro das muralhas) é fazer tudo a pé. Chegamos no hotel, e, como ainda não estava no horário do nosso check-in, o hotel ofereceu a sala da administração (com banheiro) para que nos trocássemos. Colocamos nossos shorts (Cartagena é realmente quente), deixamos nossas malas por lá (quando retornamos no final da tarde, as malas já estavam em nossos quartos, devidamente separadas) e fomos conhecer a cidade.

Munidos de um mapinha da cidade que pegamos no hotel, fomos em direção à Torre do Relógio para trocar dólar pela moeda local (veja, mais abaixo, nossas dicas sobre câmbio) e de lá em direção à Igreja San Pedro Claver, onde tínhamos ouvido que ficavam reunidos alguns guias. No meio do caminho (na Plaza Aduana) já fomos abordados por um guia que se ofereceu para fazer um tour a pé conosco pelos principais pontos históricos dentro da cidade amuralhada – combinamos COP 50.000 por 3 horas de tour (esse valor foi o total, que foi dividido entre nós e o outro casal). Nosso tour englobou os seguintes pontos turísticos: Plaza Aduana, Igreja San Pedro Claver, Museo Naval (só por fora), muralhas até o bar Café del Mar, Parque Bolivar, Museo del Oro, Palácio da Inquisição, Convento Santo Domingo (ali em frente está a estátua La Gorda de Fernando Botero), Catedral de Cartagena, Torre del Reloj e Portal de los Dulces. À exceção do Museu do Ouro, não entramos em nenhum museu com o guia. Aproveitamos que teríamos mais dias na cidade para ter uma noção geral do lugar e conhecer a história de cada ponto turístico. Nos dias seguintes, voltamos àquilo que queríamos conhecer melhor ou rever.

cartagena-fachadas

Após o tour estávamos famintos. O guia recomendou um restaurante fora das muralhas, Acción de Gracias (Calle Media Luna), em frente ao Parque Centenário (uns 5 minutos a pé da Torre do Relógio), como sendo um BBB. Achamos a comida simples, mas honesta, e o lugar bem bonitinho (com ar condicionado) e, segundo meus amigos, ganhou o título de melhor suco de tamarindo da viagem.

Devidamente alimentados, passamos pelo Portal de los Dulces para comer a sobremesa (tem umas bonequinhas feitas de doce de leite, doces de tamarindo, diversas cocadas,…) e voltamos para o hotel para tomar um banho e fazer a siesta. Depois de descansados, fomos até a Plaza San Diego, onde há vários restaurantes e uma mini feirinha de artesanato para bebericar e jantar. É nessa praça que fica o famoso Hotel Sofitel Santa Clara, um antigo monastério que virou um hotel super luxuoso na região (conheço pessoas que se hospedaram lá e ficaram maravilhados).

Acabamos comendo no La Patagonia (Calle del Curato #38-137), um restaurante especializado na culinária argentina, porque o La Cevicheria já estava fechado (aos domingos eles fecham mais cedo). O La Patagonia é um restaurante super bem decorado com inspirações argentinas. Confesso que fiquei um pouco decepcionada por não haver empanadas no cardápio, mas a carne que comemos estava muito boa. Pedimos um churrasco misto, que vinha com bife de lomo, chorizo e morcilla (fillet mignon, linguiça e chouriço, nessa ordem) e dava para duas pessoas. Estava muito gostoso. O preço da comida é bom (o prato para duas pessoas foi cerca de COP50.000), mas o dos vinhos é um pouco salgado para os rótulos que eles têm. Achamos que valeu a pena.

Dia 2

O lema do segundo dia era se perder nas ruelas da cidade amuralhada. As portas, fachadas e sacadas (‘balcones’) das construções são apaixonantes e, a meu ver, o grande atrativo da cidade.

Aliás, o Instituto de Patrimonio y Cultura de Cartagena (IPCC) promove, de tempos em tempos, o concurso dos mais bonitos ‘Balcones y Fachadas’ com o objetivo de incentivar a proteção e conservação das casas e edificações da região. Aos vencedores, são entreguem placas com o reconhecimento público pela manutenção das características técnicas, estilísticas e formais de seus imóveis. O hotel Casa La Fe, inclusive, já foi premiado na categoria de ‘edificios contemporáneos residenciales’. Fiquei impressionada com a inteligência dessa iniciativa.

Caminhamos em direção a Las Bóvedas, uma sequência de 23 abóbadas à prova de bomba construída para armazenar a munição utilizada contra as invasões à Cartagena e que serviu como celas penitenciárias no passado. Atualmente, ali ficam lojas de trabalhos manuais. Duas de suas lojas vendem obras de arte interessantes, como pratos giratórios de madeira, porta-guardanapos e porta-copos pintados à mão.

Ainda nos perdendo pelas casas lindas, chegamos até a casa de Gabo, que não tem nenhuma indicação do que é. A casa não é aberta ao público, mas como fomos na semana em que ele faleceu, havia muitas flores em volta. Fiquei com o coração apertadinho, pois o Gabo é, ao lado do Mia Couto, meu escritor favorito.

Acabamos almoçando num lugar chamado San Valentin, com comida gostosa e honesta, por indicação de um vendedor de uma das lojas de esmeraldas espalhadas pela cidade. Aliás, o preço e a qualidade das esmeraldas colombianas impressionam. Eles vendem tanto as pedras quanto jóias prontas, mas não esperem modelos de jóias mais modernos. Os preços são muito bons se comparados com os valores praticados no Brasil, mas se deve ter muito cuidado com o lugar que vai comprar para se assegurar que está comprando esmeraldas verdadeiras. O ideal é pegar indicação com o hotel em que estiver hospedado.

Na parte da tarde tínhamos agendado um taxi para nos levar até o Convento La Popa e o Castillo de San Felipe de Barajas. Por sugestão do hotel, fomos primeiro para La Popa, onde o taxista nos esperou, e depois para o Castillo; e de lá voltamos a pé até a cidade amurallada (uns 15 minutos de caminhada). Nossa parada no Convento foi rápida, achei interessante, mas não incrível. Já no Castillo foi mais demorada (já que ficamos brincando como crianças nas galerias subterrâneas utilizadas como depósito de pólvora e armadilhas para possíveis invasores). Sugiro que a ida seja no final de tarde, quando faz menos calor, e que fique para o pôr-do-sol se tiver oportunidade. Como nós queríamos assistir o pôr do sol do Café del Mar, acabamos indo embora antes.

O pôr-do-sol no Cafe del Mar é realmente um evento. O ideal é chegar cedo se quiser ficar em um dos sofás e mesinhas da frente (para não sair cabeças em suas fotos). A comida não é o forte do lugar (não são muitas opções e os preços são um pouco salgados), mas tomar uma cervejinha bem gelada curtindo um fim de tarde alaranjado é uma daquelas experiências pelas quais vale a pena viajar. Durante a tarde, não se paga nada para entrar (desconfio que à noite seja cobrado algo, mas não posso afirmar).

Para o jantar, tínhamos reserva no tradicional – e badalado – restaurante La vitrola. A reserva foi feita, a nosso pedido, pelo hotel com uma antecedência de 2 semanas. Vimos pessoas sem reserva que não conseguiram jantar. Do lado de fora não há uma indicação do restaurante, apenas um segurança na porta, mas munidos do endereço não tivemos problemas para chegar. O jantar foi excelente – além da comida maravilhosa (recomendo os carpaccios de mero e de polvo de entrada), tinha um trio tocando músicas típicas caribenhas (mas nada estridente ou caricato).

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Dia 3 

Nosso último dia na ciudad amurallada foi dedicado aos museus e às lojinhas de artesanato.  Fomos ao Museo Naval, que conta a história de todas as guerras envolvendo aquele importante ponto estratégico, e ao Museo de la Inquisición, aonde foi possível conhecer a história da Inquisição em Cartagena e ver alguns dos instrumentos de tortura utilizados na época. Ambos os museus são bem interessantes e valem a visita

Almoçamos no maravilhoso Crepes & Waffles, que além de ter crepes absolutamente deliciosos e sorvetes na medida para espantar o calor tropical de Cartagena, é super bem montado e bonito.

Na parte da tarde nos perdemos nas lojinhas de artesanato da cidade. Recomendo muito as lojinhas na rua lateral do Convento Santo Domingo (pertinho da estátua La Gorda), que vendem um artesanato fino e lindíssimo. Me apaixonei pelos centros de mesa e vasos feitos da palha do milho. E foi nesse dia também que, depois de ter rodado quase todos os lugares que vendiam as bolsas Wayuu, que voltei ao lugar que eu mais gostei das bolsas e, claro, tinha sido o primeiro que eu tinha visto na cidade. Ah, as mulheres…

Para quem gosta de café, sugiro uma parada no Café Valdez para conhecer os famosos cafés colombianos e até levar umas lembrancinhas para casa.

E para fechar o primeiro ciclo da viagem com chave de ouro, jantamos no El Santísimo (Calle del Torno # 39 – 62). O restaurante é uma graça e tem uma opção de menu degustação que inclui entrada, prato principal, sobremesa e vinho (liberado mesmo) por um valor fixo. O carpaccio de polvo deles é divino! Recomendo fortemente separar um dia para isso. Aproveitamos para voltar para o hotel… de charrete! Sim, pertinho do restaurante tem uma pracinha cheia de charretes e dar um passeio à noite na cidade sentindo a brisa é muito gostoso (claro que divertido também, pois morremos de rir o tempo todo!).

CARIBE

Apesar de Cartagena ser banhada pelo mar do Caribe, as praias paradisíacas (mar com vários tons de azul e areia branca) não são encontradas dentro da cidade. Na verdade, as praias da cidade são até meio feinhas e os moradores locais não as frequentam muito. Para chegar no paraíso, é preciso pegar o barco e ir para uma das ilhas que fazem parte de Cartagena. Todos os dias saem passeios de barco do muelle pertinho da entrada da ciudad amurallada para as ilhas, que partem por volta das 9h (mas para quem quer ir tem que chegar mais cedo para conseguir uma vaga no barco) e começam a retornar por volta das 15h.

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Como queríamos ficar nas ilhas e desfrutar o mar azul caribenho por mais tempo, optamos por nos hospedar em duas ilhas distintas, ambas do Arquipélago del Rosário. Fizemos as reservas pelo Booking.

A primeira foi a Isla Coralina, onde nos hospedamos por 3 noites no Isla Coralina Boutique Hotel. O hotel está localizado em uma ilha muito pequenininha (onde realmente não tem mais nada!) e possui, atualmente, 3 quartos, o que garante uma boa privacidade (os donos estão construindo um bangalô quase dentro do mar que promete ser incrível). O mar é realmente azul caribe (!!!) e a estrutura de cadeiras e serviço no deck do hotel é muito boa. A comida é simplesmente maravilhosa e o atendimento dos funcionários idem. Eles podiam investir um pouco mais nas sobremesas, mas isso se perde no todo. Os quartos são simples, mas confortáveis, limpos e com ar-condicionado. O hóspede deve ter em mente que é um hotel rústico, portanto não há banho quente (o que os proprietários nos disseram que seria resolvido em breve) e a utilização de água doce deve ser feita de modo consciente.

No primeiro dia lá aproveitamos para curtir o hotel. Fizemos snorkelling, pegamos sol e, claro, bebemos muita cerveja Aguila e Club Colombia (as cervejas locais são meio ruinzinhas e até deu saudade da Skol). Como o hotel tem uma lancha pequena que disponibiliza para aluguel (junto com o espetacular marinheiro Lucho), no segundo dia os homens resolveram sair para pescar com os pescadores da ilha (casados com umas moças que trabalhavam no hotel) e depois todos fomos para uma praia ali perto paradisíaca e deserta, a Playa Blanca (não confundir com Arena Blanca). Foi lá que encontramos estrelas do mar e o cenário cartão-postal que tanto queríamos. Como a praia era realmente deserta (apareceu apenas um cachorrinho perdido por ali, que só não levei para casa porque me seguraram), levamos um cooler com cervejas, água e uns snacks, preparado pelo pessoal do hotel.

No nosso último dia, fomos à tardinha até o Oceanário (depois dos turistas que fazem day-tour terem ido embora), que é um grande aquário no meio do mar, aonde vimos tartarugas gigantescas, golfinhos, tubarões e até um crocodilo (com nosso guia/marinheiro/faz tudo Lucho). À noite, aproveitamos a maré e a ausência de lua para irmos de lanchinha até a Laguna Encantada e vermos o famoso plâncton. O caminho até lá é todo no escuro e a lancha não tem iluminação (ou coletes salva-vidas), razão pela qual fui o caminho todo tensa e rezando (para descobrir que o local fica ao lado do outro hotel para o qual iríamos no dia seguinte). Mas o tal do plâncton é bem interessante, porque quando se mergulha (e se movimenta) tudo em volta fica verde fluorescente. O plâncton, sob stress (qualquer perturbação causada nas águas), emite luz fluorescente. Pena que a minha máquina não conseguiu captar isso… Na volta, uma lagosta criada no próprio hotel nos aguardava para nosso jantar de despedida. Simplesmente, divino!

No dia seguinte, na própria lancha do hotel, fomos para nosso último destino em Cartagena: Hotel San Pedro de Majagua. O hotel faz day-tour, razão pela qual recomendo que os hóspedes acordem cedo e reservem seu lugar ao sol, literalmente, em uma das duas “praias” disponíveis (na verdade, são mini praias de areia branca mas fundo de cascalhos.

Os quartos do hotel são excelentes, com ar condicionado, água quente (lembrando que se está em um ilha), camas espaçosas e confortáveis e amenidades de banho Loccitane. A água do mar é bem azul, realmente caribe, e o hotel está localizado quase que em frente a arrecifes lindos (menos de 5 minutos de barco). Você pode levar seu vinho e desfrutá-lo no pôr-do-sol sem qualquer problema. A comida do restaurante é gostosa (mas fique de olho nos horários de funcionamento, pois é a única opção), mas não é das mais baratas. A área externa do hotel é muito bonita e agradável.

Apesar de ter bar na praia do hotel, na época em que fomos (abril) não havia ninguém para atender. Então, para consumir na praia só mesmo chamando alguém do restaurante. O horário da lancha que transporta os hóspedes de e para Cartagena é bem inconveniente e não bateu com nossos horários de vôos, razão pela qual tivemos que alugar transporte independente. Aliás, isso foi uma coisa que nos incomodou. O aluguel inicialmente foi intermediado por funcionário do hotel que nos cobrou valores muito superiores aos praticados no local por outros barqueiros autorizados. Acabamos fechando com outra pessoa, o que saiu mais barato (depois de muita negociação). Outro ponto que incomoda é que há muitos vendedores ambulantes, mas eles não chegam a importunar o hóspede se ele disser não.

Passamos duas noites no hotel muito agradáveis também. O duro foi nos despedir do paraíso sem data para voltar…

capa

Dicas práticas:

1.  No aeroporto de Cartagena troque apenas os pesos colombianos (COP) necessários para pagar um taxi até o hotel em que se hospedará (que custa uns COP10.000 até a cidade amuralhada). A cotação não é das mais favoráveis e dentro da cidade amuralhada há muitas casas de câmbio. Levamos dólares e percebemos que o câmbio de dólar para peso colombiano é infinitamente melhor que o de reais para peso colombiano. Além disso, em alguns lugares (algumas lojas e artesãos) são aceitos dólares e pode ser que valha a pena usá-los de acordo com a taxa de conversão aplicada (o que não significa que o dólar seja amplamente aceito na cidade; portanto, tenha sempre pesos colombianos!). Dentro da cidade amuralhada as casas de câmbio da Torre do Relógio pareceram ter cotação pior que as das ruas ali perto (e ainda sim melhores que o aeroporto).

2. Hospede-se dentro da cidade amuralhada, além de ser mais charmoso e haver muita opção de hospedagem a preços dos mais variados, me pareceu mais seguro. Além disso, fica mais econômico do que ficar em um hotel fora e ter que pegar taxi todo dia para ir para a cidade amuralhada.

 3. Hidrate-se e use protetor solar. Parece óbvio, por ser uma cidade quase que na linha do equador, mas Cartagena é muito quente mesmo (isso vindo de uma carioca, acostumada ao calor) e abafado, então vale a pena andar com uma garrafinha de água na mão e usar muito filtro solar. O pior horário é entre 12h e 15h, quando os moradores locais se refugiam na sombra de suas casas.

4. Se for fazer o tour a pé pela cidade com guia, faça de manhã cedo ou à tardinha, por conta do sol de rachar.

5. Se tiver tempo, dê preferência para se hospedar em um dos hotéis do Arquipélado del Rosario para que possa aproveitar bem o marzão azul incrível. Os preços dos passeios no San Pedro de Majagua nos pareceram um pouco salgados, mas nada que não possa ser negociado.

Texto: Mari; Edição: Jackie; Fotos: arquivo pessoal Mari

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Publicado por Jackie Mota

Uso minha formação em jornalismo e minha experiência organizando as viagens da minha própria família para escrever posts didáticos e detalhados para poupar o SEU tempo. Nos meus textos você encontra informações práticas apuradas com responsabilidade e organizadas de acordo com as necessidades do viajante. Referências histórias e análises sobre a política e impactos do turismo também estão presentes no meu trabalho para que você viaje bem informado, seguro e consciente - sou especialista em Relações Internacionais e Mestre em Estudos Estratégicos da Segurança Internacional.

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Comentários

  1. Carlos
    08 abr 2017

    Boa tarde muito bom seu texto! Parabéns!!!!
    Eu e minha esposa estamos querendo programar a viagem para Cartagena em Junho de 2016, porém estamos com receio de chuvas? Saberia informar algo sobre isso?
    Muito obrigado.
    Carlos

  2. AlexandreBaima
    16 set 2016

    Jackie,

    O free shop de Cartagena da chegada é bem “pobrezinho” segundo a matéria, mas o da saída(volta) é melhor?

  3. heloisa
    11 mar 2015

    Mari, vc fez o stopover no panamá?
    Estou querendo pegar um cruzeiro pelo Caribe, mas tenho dúvidas sobre o porto de partida: Cartagena ou em Colon no Panamá.
    O Panamá tem bons preços?

    • 12 mar 2015

      Oi Heloisa, ela fez sim e aproveitou para passar uns dias por lá. Vou pedir que ela responda sobre preços e compras, ok? abs,

    • 13 mar 2015

      OI Heloisa, a Mari mandou essa resposta:

      “Fiz o stopover no Panamá sim. Com relação à compras, certamente o Panamá é mais atrativo que Cartagena. Achei os preços de perfumes e bebidas muito bons, mas não é um paraíso para compras como Miami. Mesmo assim, é possível encontrar boas ‘rebajas’ no shopping (fui no Albrook mall, mas há outros dois shoppings). Além disso, por bons preços é possível encontrar excelentes hotéis (há inclusive um 6 estrelas por lá). Mas com relação à charme, sem dúvida Cartagena (mais especificamente a ciudad amurallada) ganha de longe.”.
      bjs,

  4. Paulo Monteiro
    16 dez 2014

    Oi Mari, adorei o texto! Parabéns e obrigado pelas dicas! Vou viajar pra Colombia já já no fim do ano e tô super empolgado. Dai, falando em Cartagena, achei esses 2 vídeos de uma menina brasileira que mora em Bogotá e faz vídeos sobre a Colombia. Confere aí pra ver se você gosta:
    http://youtu.be/H9boLbUSZU8
    http://youtu.be/FcMtc_XKbG0

    Abração!

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