10 dicas para ir a Orlando, pela Letícia

por Jackie Mota 04.jul.2012



Semana passada a Letícia contou aqui a história de amor dela pelos parques de Orlando e falou sobre as atrações locais. Hoje ela dá 10 dicas para você aproveitar ao máximo as atrações da região. 

10 dicas sobre Orlando, pela Letícia



Dica nº1
Programe-se para passar pelo menos um dia inteiro em cada parque temático: eles são enormes e são muitas atrações pra curtir, e você certamente deverá aproveitar tudo.
Os parques aquáticos podem ser combinados a parques temáticos ou tardes de compras, mas, pra isso, programe dias extras.
Dias de chegada e partida não devem incluir idas aos parques temáticos [a não ser que, como eu, você seja louco/a e queira ir imediatamente ao Wizarding World – sim, em julho de 2010 eu praticamente saí do avião e larguei o grupo (autorizada pelo chefe) e fui correndo sozinha pro Islands of Adventure, de tão ansiosa que estava pra conhecer logo a área].
É por isso que um programa com guia não costuma ter menos do que 14 dias.
No período que compreende o Natal e o Reveillón, os parques ficam muito cheios. Se programar a sua primeira viagem para Orlando nessa época, procure ficar pelo menos uns 10 dias do Ano Novo por lá, pra aproveitar mais os parques, que já estarão mais vazios.
E, independente da época, sente-se junto à World Showcase Lagoon em EPCOT pra observar o por do sol.



Dica nº2
Os hotéis dentro dos complexos são caros e nem sempre oferecem o melhor custo-benefício. Já fiquei em um hotel dentro da Disney em que tinha que andar o equivalente a uns 3 quarteirões pra comprar meu café da manhã, e a food court estava sempre cheia.
Os hotéis parceiros da Disney ou da Universal, que ficam fora dos complexos, costumam oferecer café da manhã continental incluído na diária, e o padrão dos hotéis não varia muito (ok, os resorts da Disney e da Universal são temáticos, mas se você não é Disney freak não precisa dormir e acordar com Mickeys na sua frente, ou tomar banho num banheiro com azulejos do Mickey).
Pessoalmente, gostei mais de ficar em hotéis parceiros do que num resort da Disney (e eu sou Disney freak assumida!). Além disso, se possível, dê preferência a hotéis que não tem múltiplas portas de entrada e onde a entrada para os quartos fique em corredores fechados.

Dica nº3
O clima em Orlando é bem seco o ano inteiro. As temperaturas do verão de Orlando são bem altas, variando geralmente entre os 33ºC e 40ºC (só que eu já peguei 45ºC na sombra, juro). Já no inverno, geralmente ficam entre os 14ºC e 22ºC, embora algumas frentes frias cheguem sem aviso e derrubem a temperatura pra menos de 10ºC (ou até 0ºC, mas com ínfimas chances de neve), ou massas de ar quente aumentem pra até 27ºC ou 30ºC. Sim, o clima é bem louco.
Pro inverno, o segredo é levar (ou comprar lá, porque são muito baratas) roupas térmicas; pro verão, shorts e roupas bem leves, e uma capa de chuva sempre à mão. E, em qualquer estação, os seus melhores amigos serão: a garrafa de água, o protetor solar, e o protetor labial.
Dica nº4
Deixe a preguiça no Brasil: acorde cedo e chegue nos parques na hora em que eles abrem, e só saia na hora em que eles fecham. É o melhor jeito de curtir tudo – inclusive a iluminação noturna dos parques, que é de arrepiar.
O Magic Kingdom, por exemplo, abre as 8 da manhã, e os personagens vão saudar os guests na entrada do parque, fazem countdown e tudo mais; é uma verdadeira festa, e você não vai nem se lembrar de que dormiu pouco.
Magic Kingdom, EPCOT e Hollywood Studios tem shows noturnos que misturam pirotecnia e projeções de imagens que vão fazer você se emocionar (o show noturno em EPCOT é na World Showcase Lagoon que eu já mencionei ali em cima, então é só chegar um pouquinho mais cedo, sentar-se junto ao lago, e curtir a vista enquanto espera o início do IllumiNations).
Não se esqueça de conferir os horários dessas atrações, bem como dos desfiles e shows nos timetables.

Dica nº5
Sempre que chegar aos parques, pegue um mapa e um timetable. Em seguida, marque um horário e um ponto de encontro na entrada do parque com aqueles que estão te acompanhando.
Os parques são enormes, há muito o que fazer, e sem uma programação, coisas fantásticas (como o show de dublês Lights, Motors & Action no Hollywood Studios ou o divertido show do Beetlejuice na Universal Studios) podem ficar de fora do seu dia. Vigilância constante!


Dica nº6
Ao chegar em Orlando, vá o mais rápido possível ao Wal Mart mais próximo e compre uns snacks, água e capas de chuva.
Os hotéis costumam dispor de frigobar e micro-ondas, e, como é permitido entrar nos parques com pequenos lanches, pode-se fazer uma economia bacana – e empregar os recursos escassos (também chamados de “dinheiro”, “Obamas”, ou “dólares”) em comprinhas.
Wal Mart e Target são ótimos também pra comprar souvenires (chaveiros podem ser comprados por cerca de 3 dólares, enquanto, nos parques, custam o dobro ou o triplo).



Dica nº7
Se você não quer se estressar com absolutamente nada, compre um pacote numa agência da sua preferência e vá acompanhado por um guia. Se o seu guia for realmente bom, você disfrutará de confortos que fazem toda a diferença.
Um exemplo clássico de conforto são os fastpasses (também conhecidos como “fura filas”, disponibilizados gratuitamente nos parques da Disney em atrações muito populares): os fastpasses são conseguidos com os ingressos de admissão aos parques, e, com eles, você terá uma hora específica naquele dia para entrar num determinado brinquedo ou atração numa fila mais rápida (por exemplo: Splash Mountain, 10:32am-11:32am); se você for desacompanhado de guia, terá que se preocupar em ir buscar fastpass e depois voltar pra outra atração, e esperar dar a hora do fastpass, e pode parecer uma barata tonta dentro do parque; se o seu guia for bacana e experiente (duas características importantes!), ele (ou ela) saberá administrar o tempo no parque de maneira que você aproveite os brinquedos sem ficar ziguezagueando pelo parque feito barata tonta, seguindo um roteiro que, no final das contas, você vai perceber que fez o parque fazer sentido.

Dica nº8
Sim, os parques fazem sentido. O Walt Disney não planejou o Magic Kingdom, por exemplo, de qualquer maneira: ele queria contar uma história para os visitantes. Se começar o passeio pela Tomorrowland, e der uma volta em círculo no parque, você terminará o dia passando pelo velho oeste em Frontierland e encontrando os Piratas do Caribe em Adventureland. Se, ao contrário, começar o dia em Adventureland, vai perceber que está numa viagem do tempo, chegando, ao final do dia, ao mundo do amanhã (Tomorrowland). Bem mais legal, né? É outro diferencial de ir pra Orlando acompanhado de um guia: porque temos (ui!) experiência, podemos seguir um roteiro dentro do parque de forma que você se encante ainda mais com a experiência, e até compartilhamos informações que nem sempre são amplamente divulgadas.

Dica nº9
Desde a abertura do Wizarding World of Harry Potter, em 2010, a Universal Orlando tem atraído muito mais visitantes do que nos anos anteriores a essa invenção maravilhosa (sim, eu sou apaixonada por Harry Potter e quase tive um troço de felicidade quando descobri que abriria uma área temática num dos meus parques favoritos de Orlando, e quase enfartei na primeira vez que fui lá), embora o complexo Disney ainda atraia mais visitantes.
A lógica de todo mundo quando chega no Islands of Adventure é ir correndo pro Wizarding World. Não faça isso.
Pensa comigo: se todo mundo corre pro Wizarding World, o restante do parque fica relativamente vazio. Andar na Incredible Hulk Coaster com 0 minutos de fila? E se aventurar no The Amazing Adventures of Spider Man esperando só 5 minutos? Eu já fiz isso – não uma, mas várias vezes. Por quê? Porque o Islands of Adventure tem MUITO a oferecer, e você vai aproveitar muito mais se deixar pra curtir o Wizarding World depois do meio dia, ou das 13 horas, quando os loucos que saíram correndo pra lá entupiram a área até essa hora começam a se dispersar pelo resto do parque – e formar filas de 1 hora no Hulk ou no Spider Man, ou no Popeye, ou no Jurassic Park, que você já curtiu antes. E você, esperto(a), vai aproveitar o Wizarding World menos cheio (porque, ainda assim, certamente estará cheio), e, de quebra, sendo persistente, verá as luzes do Castelo de Hogwarts e das lojas de Hogsmeade acesas quando a noite chegar (é tanta beleza que eu chorei de emoção nas vezes em que pude ficar lá até de noite).


Dica nº10
Acima de tudo, DIVIRTA-SE. Deixe os problemas e as preocupações no aeroporto internacional brasileiro em que você embarcar, e chegue em Orlando de coração aberto pra APROVEITAR! Volte a ser criança, brinque, tire muitas fotos. Pode até perder o senso do ridículo, e andar de orelhinhas da Minnie ou chapéu do Pateta. Em Orlando, o que importa mesmo é ser feliz! Quanto menos você se importar com o que os outros pensam, mais você vai curtir, e mais inesquecível se tornará a sua viagem. Capaz até de querer voltar de novo, e de novo, e de novo… 

Texto: Letícia; Edição: Jackeline Mota; Fotos: Arquivo pessoal da Letícia

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Publicado por Jackie Mota

Uso minha formação em jornalismo e minha experiência organizando as viagens da minha própria família para escrever posts didáticos e detalhados para poupar o SEU tempo. Nos meus textos você encontra informações práticas apuradas com responsabilidade e organizadas de acordo com as necessidades do viajante. Referências histórias e análises sobre a política e impactos do turismo também estão presentes no meu trabalho para que você viaje bem informado, seguro e consciente - sou especialista em Relações Internacionais e Mestre em Estudos Estratégicos da Segurança Internacional.

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Comentários

  1. thais
    31 mar 2014

    ahhh muito obrigadaa 😀 ajudou mtmtmt. vou pra disney daqui a 5 dias e to freakin out!!!!

  2. Mayara Silva (May)
    29 set 2013

    Obrigada, você ajudou muito ^_^
    bjs<3

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