O dia em que eu chorei em um Museu russo

por Jackie Mota 25.nov.2015

Nos posts sobre São Petersburgo eu compartilhei um pouco do significado que essa viagem teve para mim. Na minha adolescência, que foi um período de dificuldades financeiras bem grande, uma das poucas vezes em que fui ao cinema foi para assistir ao filme Anastácia. Eu sempre amei história, estava no segundo grau e, portanto, já tinha estudado a revolução russa, mas o “conto de fadas” da Anástcia permeado por doces músicas, é claro, teve muito apelo ao coração da então jovem e sonhadora Jackie.

Eu nunca me esqueci das músicas do filme. Durante todos esses anos, volta e meia me pegava cantarolando duas, em especial. “Foi no mês de dezembro“- que, inclusive usei como título deste post – e “Viagem ao passado“. Essa, aliás, era uma ótima canção que cantava para mim mesma em momentos difíceis.

Mas, se visitar o Hermitage foi um sonho, foi em Moscou que caí em prantos. Eu estava já sem o Rômulo na cidade, hospedada na casa do meu amigo (o jornalista Sandro, do Mundano), então fui sozinha ao Museu da Grande Guerra Patriótica. Estava empolgadíssima para ir lá, pelo museu em si – para quem não sabe, cursei Estudos Estratégicos da Defesa e Segurança Internacional no mestrado. Era dezembro e estava frio demais nesse dia. Apesar de ser apenas umas 16h, já estava escuro. Comprei o bilhete com uma das poucas “senhorinhas de museu” (falei delas no post do Hermitage) simpáticas que encontrei pela Rússia e entrei.

museu russo

A caminho do Museu

Assim que passei pela porta, ouvi música e achei estranho. Então, fui dar uma espiada e lá estava: um baile completo, com moças com vestidos longos e casais rodopiando no meio do saguão principal do museu. Fiquei encantada! Logicamente, não consegui entender o que ocorria, afinal, não falo russo e só deu pra entender que era um baile, talvez de uma escola, mas nada além disso.

Então, eu entrei, fui deixar minha mochila no locker e já estava subindo para iniciar minha visita quando ouvi os acordes que pararam meu coração. Era “Foi no mês de dezembro”, da trilha de Anastacia. Saí correndo – literalmente – para o saguão novamente, pelo outro lado. Não podia perder aquilo! Ali estava eu, na Rússia, em dezembro, assistindo a um baile ao som da “música da Anastásia”. Foi nesse momento que eu chorei em um museu russo.

Confesso que às vezes tenho dúvidas sobre contar momentos tão íntimos aqui no blog. Eu poderia simplesmente indicar o Museu, que vale mesmo a pena ser visitado pela beleza (as informações não são tão acessíveis assim), e dizer que gostei bastante ou que é “imperdível”. Mas, sabe, isso não seria eu. Uma coisa que não sou é blasé, e não consigo mesmo encarar cada viagem minha como “mais uma viagem”. Tenho essa mania sentimental de atribuir significado às coisas, aos momentos e de continuar a dar valor às coisas e pessoas, mesmo quando já estou “acostumada” com elas. E essa experiência teve mesmo um significado especial para mim. Com certeza não vou esquecer jamais o dia em que chorei em um museu russo.

 

 

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Publicado por Jackie Mota

Uso minha formação em jornalismo e minha experiência organizando as viagens da minha própria família para escrever posts didáticos e detalhados para poupar o SEU tempo. Nos meus textos você encontra informações práticas apuradas com responsabilidade e organizadas de acordo com as necessidades do viajante. Referências histórias e análises sobre a política e impactos do turismo também estão presentes no meu trabalho para que você viaje bem informado, seguro e consciente - sou especialista em Relações Internacionais e Mestre em Estudos Estratégicos da Segurança Internacional.

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Comentários

  1. Gabriele
    28 jan 2016

    Não costumo comentar em blogs, só acompanho mesmo.. Mas até eu me emocionei lendo seu post! Que linda você! 🙂 🙂 🙂
    Muitas viagens com emoções assim pra você :’)

    Parabéns belo blog!

    Beijos

    • 10 fev 2016

      Poxa, Gabriele, muito obrigada pelo comentário e pelos votos. O mesmo pra vc, viu?
      Tudo de bom!
      bjs,

  2. Juliana
    13 jan 2016

    Lindo! Obrigada por compartilhar uma emoção tão íntima! Fiquei com vontade de ver o filme, a música é realmente linda…
    Beijos e parabéns pelo blog!

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