Lisboa

por Jackie Mota 07.abr.2011

Lisboa é uma cidade linda. E limpíssima. A impressão é que a qualquer momento vai aparecer um batalhão de varredores pelas ruas porque parece impossível que tudo esteja tão limpo sem ninguém varrendo constantemente. O chão brilha! Além disso, claro, ela tem monumentos importantíssimos e muito especiais para nós, brasileiros, e comida boa e barata (em relação à Europa). E o que adoramos é que apesar de ser uma capital, com séculos de história, a cidade tem cara de interior, com ruas bem vazias e trânsito muito calmo.

 

Quanto tempo ficar

Ficamos apenas um dia na cidade e conseguimos ver o basicão num esquema de ônibus hop in hop off. Esses são aqueles ônibus em que você pode descer em um dos pontos turísticos e pegar outro ônibus depois para continuar seu percurso, podendo escolher onde quer ficar mais tempo e onde não quer ir. Nunca usamos esses tours, mas como só tínhamos um dia, foi bastante útil para nos locomovermos pela cidade. Mas Lisboa também conta com uma rede de metrô bem eficiente e o trânsito é muito bom.

Se você tem mais dias para Portugal, recomendamos separar dois dias inteiros para Lisboa. Será suficiente para ver toda a região central e Belém em um dia e no outro ir para região mais nova e distante. Outros dias podem ser reservados para bate-voltas a outras cidades próximas. 

Onde ficar

Escolhemos nosso hotel pela localização. Perto do metrô e da Marquês de Pombal. E por sorte ainda era perto também de onde saem os ônibus de tour hop in hop off. O Hotel Florida pertence à rede Stearling Hotels, de hotéis boutique. Adoramos a escolha e demos sorte pagando uma tarifa bem reduzida. O quarto era enorme, charmoso, com uma cadeira tulipa (amo!) na escrivaninha, banheiro espaçoso, varanda e amenities L’Occitane. A decoração é inspirada no cinema. Super recomendamos.

 
O que ver e fazer

Pegamos o ônibus na Praça Marquês de Pombal e o segunda ponto, a Praça Duque de Saldanha, vimos apenas do ônibus, que dá a volta no local, assim como a parada 3, o Campo Pequeno, onde é possível descer. Essa parada é interessante para quem quer um pouco de badalação. O edifício é um antigo campo de touradas e hoje funcionam ali restaurantes, cinemas e espaço para show.

Em seguida, o ônibus passou em frente ao Calouste Gulbenkian, um museu, e parou para descida na loja El Corte Inglés, para quem quisesse fazer compras.

Finalmente descemos na próxima parada: o Parque Eduardo VII. Este é o maior parque de Lisboa e originalmente se chamava Parque da Liberdade, mudando de nome quando o Rei Eduardo da Inglaterra visitou o país em 1903. Ficamos por lá até a chegada do próximo ônibus. Demos um bom passeio, tiramos fotos. Descobrimos um restaurante muito fofo por lá. Para quem vai com calma, vale a pena almoçar por aí.

 
De lá, seguimos pelo bairro Amoreiras. É um bairro mais moderno de Lisboa, onde há muitos escritórios e sedes de empresas multi-nacionais. E é um bairro bem gostoso de passear. Também passamos pelo Largo do Rato e pelo Jardim da estrela. Nessa região é possível ver o antiquíssimo aqueduto da cidade, paredes com os famosos azulejos portugueses e outras coisas interessantes da vida em Lisboa. Já o jardim fica em frente à Basílica Estrela, a primeira igreja do mundo a ser consagrada ao Sagrado Coração de Maria. Depois, vimos os museus do Oriente e da Electricidade. E fomos descer novamente na parada 12: o Padrão do descobrimento.
 

Para nós aqui estão os principais pontos de Lisboa, à beira do Rio Tejo. Fomos direto ao Padrão, que é um monumento construído para celebrar as descobertas portuguesas, já que era dali que saíam as caravelas como a de Pedro Álvares Cabral. Tiramos fotos perto do padrão – a proa de uma caravela estilizada – e no chão da praça que tem uma ilustração dos mapas da época.

Logo ao lado, fica a Torre de Belém, um monumento cultural declarado patrimônio da humanidade pela Unesco e uma das sete maravilhas de Portugual. Entramos para visitar a construção que data de 1514. É bem interessante ver a construção e os mecanismos de defesa antigos. Do outro lado da rua, fica o Centro Cultural de Belém, ao qual não fomos, devido ao tempo escasso. Dali também pode-se ver bem a Ponte Vasco da Gama, a maior da Europa.

Continuamos a pé até o Mosteiro dos Jerónimos, na praça ao lado. Outra construção impressionante! O Mosteiro é enorme. Sua origem remonta ao século XV, quando foi construída ali uma igreja. Mais tarde, outro rei ampliou-a para um mosteiro e o local abriga sepultura de reis, rainhas e personagens importantes como Vasco da Gama. Também é um patrimônio cultural da Humanidade.

Ficamos bastante tempo no Mosteiro, pois ele é enorme e muito interessante. Ao lado está o Museu dos Coches, em que demos uma rápida olhadela. E mais à frente encontramos a casa dos Pastéis de Belém, os originais. Paramos para provar essas delícias, claro. Depois, pegamos o ônibus novamente e passamos em frente ao Museu de Arte antiga, o Cais do Sodré, que é uma estação ferroviária importante da cidade, a Praça do Município, onde estava ocorrendo uma manifestação, e descemos na Rua do Comércio.

A Rua do comércio e a Praça do Rossio também são bem impressionantes. Ali eram comercializadas as especarias e bens trazidos de além-mar. A praça é uma das maiores da Europa e já foi local de residência dos reis portugueses, antes do terremoto de 1755.

Paramos por ali para admirar o movimento e nos embrenhamos pelas ruas. Acabamos descobrindo um museu de moda e uma exposição sobre os Beatles. Decidimos não voltar ao ônibus, pois queríamos ir ao Castelo de São Jorge. O ônibus passaria ainda na Praça dos Restauradores, antes de voltar à Marquês de Pombal.

Bom, pegamos um elétrico e subimos em direção ao Castelo de São Jorge, no bairro de Alfama. O Castelo de São Jorge ou Castelo dos Mouros fica na colina mais alta de Lisboa e a vista é maravilhosa. A data de sua construção é inexata, pois no local acharam-se vestígicios de população desde pelo menos VI AC.

Descendo, paramos no Miradouro de Santa Luzia e depois pegamos o elétrico e chegamos ao Centro. Demos uma caminhada olhando as lojas, como a H&M, os cafés e chegamos até a Praça do Rossio, onde fica o Teatro Nacional. É ali que o chão brilha muito! A calçada de pedra portuguesa é impecável.

De lá, pegamos o Elevador de Santa Justa para subir ao Bairro Alto. Lá em cima, numa praça fofa, escolhemos uma mesa e jantamos um bom bachalhau com natas acompanhado de vinho português e fado. Não anotei o preço, mas foi uma refeição muito barata.

De lá, pegamos o metrô para o hotel. E assim, vimos Lisboa em um dia!

Para quem tiver mais um dia, é possível visitar os museus em que não entramos, passear na zona portuária à noite, conhecer o outro elevador para o bairro alto, ir até o Parque das Nações, onde há um oceanário etc.

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Serviço

Tour CitySightseeing: www.citysightseeing.pt
Saídas a partir da Praça Marquê de Pombal.

Torre de Belém: € 4: Adulto; €1,60 estudantes; € 2: aberta até as 18h, fica na Avenida da Índia Estação de Metrô: BELÉM. Linha de Ônibus: 14, 28, 43 e 51. Linha de Bonde: 15.

Padrão do descobrimento: 2,5€ para subir ao topo. 1,5€ 12 aos 18 anos e estudantes. Aberto até as 18h, na Avenida de Brasília. Linha de Ônibus: 28, 29, 43 e 51 Linha de Bonde: 15.) 
 
Castelo de São Jorge: 5€: Adulto; € 2,50: Estudantes; aberto até as 18h, na Rua do Chão da Feira, bairro de Alfama. Linha de Ônibus: 37. Linha de Bonde: 28, à partir da Baixa.

Miradouro de Santa Luzia: Rua do Limoeiro. Linha de Bonde: 28, à partir da Baixa. 

Mosteiro dos Jerônimos: Praça do Império, 7€, grátis domingos e feriados até as 14h.

Elevador de Santa Justa: Rua de Santa Justa (Baixa) e Largo do Carmo (Bairro Alto) Estação de Metrô: ROSSIO. Linha de Ônibus: 2, 14, 36 e 40 para ir ao Bairro Alto. 

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Publicado por Jackie Mota

Uso minha formação em jornalismo e minha experiência organizando as viagens da minha própria família para escrever posts didáticos e detalhados para poupar o SEU tempo. Nos meus textos você encontra informações práticas apuradas com responsabilidade e organizadas de acordo com as necessidades do viajante. Referências histórias e análises sobre a política e impactos do turismo também estão presentes no meu trabalho para que você viaje bem informado, seguro e consciente - sou especialista em Relações Internacionais e Mestre em Estudos Estratégicos da Segurança Internacional.

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