Isla del Sol – não roube, não minta, não seja preguiçoso

por Jackie Mota 24.abr.2012

Enfim, no meio da tarde, estávamos na Isla del Sol, bem no meio do Lago Titicaca. Aquele lago que sabíamos desde a 5ª série ser o lago navegável mais alto do mundo, na fronteira entre Bolívia e Peru. De fato podíamos sentir a altitude de mais de 3,8 mil metros nos afetando. Mas nossos espíritos também estavam afetados, não apenas pelo cansaço da viagem, mas também pela expectativa para conhecer de perto o berço da civilização inca. 



Poderíamos dizer também que estávamos sob influência de alguma energia especial local. Sim, se muita gente diz sentir “algo” em Machu Picchu, foi a Isla del Sol que conseguiu nos tocar de algum modo. Ao pisar aquele pedaço de terra no meio do Lago nos sentimos como chegando em casa. Nos sentimos parte daquele povo cujas leis são Ama sua, ama llulla, ama quella (não roube, não minta, não seja preguiçoso). E ao sair dali, no dia seguinte, nos sentiríamos completamente encantados e cheios de energia para prosseguir viagem e a vida.


A Isla del Sol é a mais importante das 41 ilhas do Lago Titicaca. Segundo a lenda, teriam nascido ali Manco Cápac e sua irmã Mama Occlo, os fundadores do povo inca, bem como o próprio Sol. A Pedra do Puma, ou Titi Kahr’ka, que dá nome ao lago, também está ali.


Quando desembarcamos, tínhamos tudo isso a agitar nossa alma e aquela paisagem de azul turquesa e verdes múltiplos a nos encher os olhos. Sentíamos que não pensávamos direito, ou que não precisávamos pensar. Simplesmente seguimos em frente, não o fluxo de turistas que estacionou ali pela parte sul, na comunidade Yumani, mas sim algum caminho que já parecíamos conhecer.

Chegada na ilha, na parte sul: A escalera, estátua de Manco Cápac e parte da comunidade


Após pagarmos a taxa aos moradores ( 5 bolivianos cada) rapidamente nos vimos aos pés da Escalera (escada, em espanhol) del Inca. Começamos a subir, subir, subir, no automático. E logo a parar, parar, parar cada vez em intervalos menores para respirar. Perguntávamos a alguns meninos que encontrávamos no caminho quanto tempo faltava para o nosso hotel, que era ali naquele lado mesmo, e eles diziam: uma hora! Achávamos que estavam loucos. Porque certamente não aguentaríamos uma hora de caminhada numa inclinação como aquela.

A cada parada aproveitávamos para conversar com quem íamos encontrando.Gente que descia, gente que subia mais rápido e se despedia de nós, gente que morava ali. Adultos, muitas, muitas crianças, bichos. Fomos reparando nos serviços oferecidos nas muitas casas que agora atendiam turistas. Alguma anunciavam internet e em uma das poucas vezes em nossas vidas isso não fez sentido. Não precisávamos nos conectar com o mundo lá fora. Somente com aquele mundo da ilha.




Subindo, subindo: registros do caminho ilha acima

E depois de quase duas horas, conseguimos. Estávamos no topo do topo do topo da ilha. Rômulo comemorou dançando e cantando a la Rocky Balboa e eu fiz uma promessa a la Scarlet O´hara: “Eu jamais aceitarei que me chamem de sedentária outra vez na vida”. 

No topo da ilha, chegando ao hotel

Dali para o nosso hotel foi uma curta caminhada, plana. E enfim pudemos ficar somente admirando a beleza da ilha e sentindo a energia do lugar. O planejamento inicial ficou na mochila, junto com os guias, o diário de viagem, as preocupações. Apenas fomos ficando ali no hotel, no jardim com muros baixos de pedra, plantas e um cachorro. Quase em casa. Ficamos olhando a noite chegar no Lago. Depois, admirando a quietude da noite, quando se ouvia somente o vento forte, e mais adiante o dia nascendo. E então a volta de todas as cores com a manhã.


Antes do meio-dia do dia seguinte caminhamos uma hora, em descida, para pegar um barco de volta à Copacabana. Não tínhamos visto tudo o que queríamos, mas sentíamos que tínhamos feito o que precisávamos ali. Em paz, e bem felizes, fomos. Mas esperamos um dia voltar.

Descida e vista na hora de ir embora, já no barco



Texto: Jackeline Mota; Edição: Rômulo Elizardo; Fotos: Arquivo pessoal do casal

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Publicado por Jackie Mota

Uso minha formação em jornalismo e minha experiência organizando as viagens da minha própria família para escrever posts didáticos e detalhados para poupar o SEU tempo. Nos meus textos você encontra informações práticas apuradas com responsabilidade e organizadas de acordo com as necessidades do viajante. Referências histórias e análises sobre a política e impactos do turismo também estão presentes no meu trabalho para que você viaje bem informado, seguro e consciente - sou especialista em Relações Internacionais e Mestre em Estudos Estratégicos da Segurança Internacional.

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