Faz sol em Copacabana, na Bolívia

por Jackie Mota 12.abr.2012


Vários amigos nossos tinham ido a Copacabana e, invariavelmente, os comentários eram sobre a beleza da cidade, a vontade de voltar e como tinha chovido. Influenciados por esses relatos estávamos esperando uma cidade cinzenta. E molhada. Mas chegamos a ela bem ao meio-dia, com o sol brilhando no céu e nos permitindo retirar os casacos que haviam nos aquecido na fria odisséia até ali. 

Vistas do ônibus a caminho de Copacabana: gamamos na fileira
de árvore no topo do morro

Estávamos tão certos de que pegaríamos chuva que tínhamos separado uma referência de hostel (o La Cupula) para nos abrigar na cidade enquanto lamentaríamos não ir à Isla del Sol. Mas já no caminho, embasbacados com a vista que tínhamos do ônibus, percebemos que poderíamos seguir nosso roteiro original.

Desembarcamos, recuperamos as mochilas e fomos tratar de seguir viagem. Sim, ainda havia mais uma etapa a enfentar antes de podermos descansar no hotel Palla Khasa, sobre o qual eu ia fazendo muito propaganda. Mas para arrumar o transporte para a Isla del Sol não precisamos nem dar um passo. Ali mesmo na calçada uma senhora já vendia a passagem de barco para a ilha. Saída às 13h30m (opa, como tínhamos lido nas pesquisas). Quinze bolivianos cada. Acertado.

Tratamos então de buscar almoço. Enveredamos por uma ruazinha em descida e logo simpatizamos com o Hostal Colonial. Entramos, sentamos e pedimos. Comida fresquinha, servida na área aberta, mas protegida do sol por ombrelones. Relaxamos, enfim, e curtimos  o ar e os sabores de Copa.


A mochila descansando ao ar livre no Hostal Colonial


Almoço no Hostal Colonial: pratos com a truta do Lago

Depois do almoço e da pequena fila para usar o banheiro – a cidade já se enchia naquela hora com quem voltava da Ilha e com quem esperava o embarque – demos uma volta e reservamos a passagem de Copa para Puno no dia seguinte. Depois, descemos em direção ao píer para ir à Isla del Sol. 


Mas sobre a ilha contaremos depois. Voltando a Copa, ficamos mais algumas horas na cidade na volta, mais uma vez sob sol. Desembarcamos no mesmo píer e pegamos a mesma rua em direção ao centro, dessa vez, subindo. Deixamos as mochilas na empresa onde havíamos reservado a ida pra Puno e fomos dar uma volta.

Rumamos para a Praça e visitamos a Catedral da cidade, local importante para celebrações religiosas da região. Ali no altar, todo de ouro, está a Vírgen de Candelaria, a patrona da Bolívia. A imagem foi esculpida por um artista local, Francisco Tito Yupanqui, descedente de incas e os bolivianos creditam a ela proteção contra enchentes do Lago Titicada. A maior das festas da cidade é justamente para honrar a Vírgen e acontece no início de fevereiro. 

Não temos fotos do interior da igreja, pois havia uma placa indicando ser proibido fotografar ali e, embora houvesse gente fazendo isso, não curtimos desrespeitar as tradições e regimentos locais.

A Catedral, detalhe da porta e estátua de Francisco Yupanqui 
A igreja começou a ser construída em 1601 e passou por diversas reformas e ampliações. A construção é toda branca, com aplicações de azulejos, grandes portas entalhadas em madeira, e espécies de “torres” espalhadas pelo extenso pátio. 




Depois da igreja, andamos um pouco pela praça logo em frente e pegamos uma rua em descida em direção novamente ao Lago. Vimos mais feiras e, finalmente, um mercadinho. Estávamos impressionados por não havermos visto ainda supermercados nem mesmo mercearias na Bolívia, somente camelôs e vendinhas nas calçadas.



Uma mercearia, finalmente


Pouco tempo depois embarcamos finalmente rumo a outro país, o Peru. Contaríamos depois a nossos amigos sobre as belezas da cidade, sobre nossa vontade de voltar e de como, sim, faz sol em Copacabana, na Bolívia. 
Texto: Jackeline Mota; Edição: Rômulo Elizardo; Fotos: arquivo pessoal do casal

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Publicado por Jackie Mota

Uso minha formação em jornalismo e minha experiência organizando as viagens da minha própria família para escrever posts didáticos e detalhados para poupar o SEU tempo. Nos meus textos você encontra informações práticas apuradas com responsabilidade e organizadas de acordo com as necessidades do viajante. Referências histórias e análises sobre a política e impactos do turismo também estão presentes no meu trabalho para que você viaje bem informado, seguro e consciente - sou especialista em Relações Internacionais e Mestre em Estudos Estratégicos da Segurança Internacional.

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Comentários

  1. Patrícia
    01 nov 2012

    E voces fizeram o passeio para ilha de uros assim que chegaram em puno, certo?…
    onde voces deixaram as malas ou mochilas?Levaram com voces mesmo no passeio?

    De puno voces foram para cusco direto?
    Foram no mesmo dia, logo depois do passeio?
    (desculpa ficar perguntando um monte de coisas, mas o que vc fez é exatamento o que estou pensando em fazer!rs)

  2. jackieeromulo
    31 out 2012

    Olá Patrícia, foi feito em janeiro de 2012. O onibus não tem “empresa”, são onibus meio “piratas”. Tinha vários. Compramos a passagem com uma pessoa perto do píer para a isla del sol e ela se encarregou de nos embarcar. Acho até que ela tentou ônibus diferentes até conseguir uma vaga pra gente. A saída foi por volta de 13h. Abs,

  3. Patrícia
    31 out 2012

    olá!
    tudo bom?

    parabéns pelo relato, cheio de dicas ótimas!
    quando vc fez esse mochilão bolivia-peru?

    .estou fazendo um roteiro muito parecido com o seu…queria saber o horario do onibus que vc pegou de copacabana a puno, e qual o nome da empresa…..brigada!

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