Como é voar com bebê pela American Airlines

por Jackie Mota 09.ago.2018

Um dos temas que mais assombram os novos pais que querem viajar é o vôo com os pequenos. Nos grupos de mães, tópicos pedindo dicas para enfrentar as horas de avião com um bebê surgem quase diariamente. Por isso, compartilho o relato dos nossos vôos com bebê pela American Airlines. Nossa filha tinha à época desta viagem 1 ano e voamos 4 trechos. Em resumo, ficamos bem satisfeitos com a American Airlines. Não foi uma viagem hiper confortável, obviamente, pois era um vôo longo com um bebê no colo na classe econômica, mas o serviço foi bom levando isso em consideração. Espero que nossa experiência possa colaborar para que a sua viagem seja mais tranquila.

Bebê brinca na grama em frente à uma ruína maia em Tulum, Mexico

Nossa pequena bem plena brincando no gramado nas ruínas de Tulum

Como é o atendimento da AA para bebês 

Para nossa viagem em família para a Riviera Maia escolhemos voar via Miami com a American Airlines. O porquê de escolher esse vôo contamos neste post sobre como chegar à Riviera Maia

A compra da passagem foi feita sem dificuldades, online, com a inclusão da Maria Sophia como bebê de colo. O bilhete dela foi atrelado ao meu. Como ainda teria apenas 1 ano na época da viagem, ela teve direito a não pagar tarifa e, assim não teve direito a um assento próprio, devendo viajar no colo de um adulto. Pagamos apenas uma taxa pelo bilhete dela.

A American Airlines não disponibiliza reserva de berços para os bebês. Em algumas aeronaves (como a em que viajamos) eles estão disponíveis, mas apenas por ordem de chegada no avião e para os viajantes da primeira fila. Como Maria já estava grandinha para o berço, nem tentaríamos mesmo solicitar um. Além disso, marcamos nosso vôo em cima da hora e mal conseguimos lugares juntos, muito menos na primeira fila. Mas mesmo em condições normais, não acredito que teria sido fácil conseguir o berço, pois o vôo estava lotado e tinha muitos bebês. A não possiblidade de reserva do berço para mim é um ponto negativo.  

Já quanto à bagagen, a AA ganha pontos positivos na minha avaliação. Maria tinha direito exatamente à mesma franquia de bagagem que nós dois – uma mala de mão de até 10kg + uma mala despachada de 23 kg – e ainda a um carrinho de bebê + uma cadeirinha. Em caso de levar o carrinho e a cadeirinha, somente um item poderia ser despachado na porta do avião, o outro necessitando ser despachado no balcão. Pelo que pesquisei muitas companhias limitam a um carrinho ou uma cadeirinha e nem todas dão direito a mala despachada e de mão. Como iríamos fazer compras em Miami na volta, ter uma boa franquia de bagagem foi ótimo. Você pode consultar as regras da AA para viagem com bebê nesta página. Na mesma página você encontra as orientações para viagens com crianças acima de 2 anos de idade.

Nossos vôos com a American Airlines

Os trechos voados com a AA foram:

  1. Rio de Janeiro-Miami: noturno, saindo às 20h30 e chegando a Miami às 4h25
  2. Miami-Cancun: diurno, saindo às 6h55 e chegando às 7h50
  3. Cozumel-Miami: diurno, saindo às 12h29 e chegando às 15h05
  4. Miami-Rio de Janeiro: noturno, saindo às 22h45 e chegando às 8h05

Em geral, a companhia foi bem pontual. Só houve atraso no trecho saindo de Cozumel. No entanto, vimos que neste dia o aeroporto inteiro estava caótico, então acredito que tenha sido um problema local. O nível de conforto nas poltronas é compatível com a classe econômica para vôos longos. A largura é entre 43 e 45 centímetros. O trecho mais longo (Rio-Miami e vice-versa) é feito num Boeing 777-200. Você pode conferir a configuração dessa aeronave e outras informações sobre as poltronas no Seat Guru. Os vôos longos contavam com telas individuais para entretenimento e os vôos curtos não possuíam nenhum sistema individual.

O maior desconforto nos vôos, além do cansaço de segurar a Maria no colo, foi a temperatura no vôo de ida. Estava um frio absurdo de verdade, mas nos outros vôos a temperatura estava mais aceitável. Por isso, lembre-se de levar roupas bem quentinhas pro seu bebê e uma mantinha também pode ser útil.

Mar em vários tons de azul visto pela janela do avião em Cancun no México

Vista de Cancun pela janelinha do avião

O serviço de bordo também é compatível com a classe e bem satisfatório. Todas as refeições incluíam bastante frutas, que acabávamos dando para a Maria. Nós não solicitamos nenhum serviço para bebê, nem o bercinho e nem refeição especial, já que o site da companhia informa que esta contém itens industrializados e nós evitamos este tipo de comida para ela. No entanto, se você quiser pedir, é preciso fazê-lo com 24 horas de antecedência ao vôo. Solicitei água e bebidas extras algumas vezes, pois amamento e sinto muita sede, e fui sempre bem atendida.

Como organizamos nossos vôos com bebê pela AA

Tentamos manter ao máximo a rotina da Maria nos dias de vôo. Na ida, quando nosso vôo sairia às 20h30m, hora em que ela dorme em geral, mantive o jantar no horário usual, que seria quando já estávamos no aeroporto. Para isso, levei comidinha de casa em um pote térmico. Dei a comida à ela já no portão de embarque e ali também coloquei uma roupa bem quentinha e confortável nela, incluindo meinhas com sola, para caso ela quisesse andar um pouco pelo avião. Tentei mantê-la ao máximo no carregador grudadinha comigo para que ela se mantivesse calma e não se agitasse com as luzes e barulhos do aeroporto.

O atendimento da equipe da AA foi sempre bem gentil com a gente e na ida eles nos ajudaram bastante porque meu marido foi selecionado para uma etapa de segurança extra. Informamos que estávamos com um bebê, que era hora do jantar dela e que eu ficaria sozinha para cuidar da pequena, então a aeromoça pediu, e conseguiu, que nós duas o acompanhássemos.

Quando embarcamos, Maria deu uma agitada por conta das telas de TV, mas logo que o embarque foi finalizando e as luzes foram abaixadas um pouco ela acalmou, mamou e dormiu. Pegamos os “piores lugares”, duas poltronas do meio de uma fileira de quatro, todas ocupadas. Por isso sei que experimentamos o maior apertamento possível e foi suportável. Nós jantamos no avião e ela não despertou nessa hora.

Bebê sentada em poltrona no avião

Pequenina brincando durante vôo Cozumel-Miami, o único em que ela ficou o tempo todo acordada, pois era diurno

O pior problema foi que a pequena precisou de uma troca de fraldas na madrugada – o que nunca acontece em casa! – então tive que levantar para trocá-la e ela se estressou um pouco nessa hora. Super compreendi, pois também ficaria chateada de tirar minha roupa naquele frio. Usamos o trocador do banheiro, que tem espaço suficiente para um bebê da idade da Maria. E aqui fica mais uma dica: tente colocar roupas fáceis de abrir e tirar no bebê. De preferência roupinhas que só abram embaixo para troca, evitando ter que expôr o corpinho inteiro do bebê ao frio. Depois da troca, Maria dormiu direto até Miami.

Além do jantar dela eu levei uma comida de backup – um potinho de comida orgânica que não precisa ser resfriado, a Comidinhas Paparico – e algumas bananas. Na ida peguei frutinhas do nosso café da manhã no avião, pois Maria desembarcou dormindo e não comeu nada no vôo. Mas quando íamos para nosso portão de embarque para Cancun no aeroporto de Miami passamos por uma sala vip da Amex e acabamos tomando café lá. Foi ótimo, pois eles tinham frutas frescas pra ela e bebidas quentes para gente e ela até brincou um pouco na brinquedoteca. Realmente foi um útil e agradável ter esse ponto de apoio no aeroporto.

Na escala em Miami usamos mais uma vez o carregador pelo aeorporto. Embarcamos sem problemas no vôo para Cancun. Dormimos, Maria e eu, direto até o desembarque. Pegamos uma fileira de 3 poltronas livre e apagamos.

O trecho de volta de Cozumel para Miami foi quando Maria estava mais ativa. O vôo atrasou, o aeroporto estava lotado e ela só queria saber de andar. Mais uma vez Romulo foi selecionado para inspeção extra, então fomos os últimos a embarcar. Nós também demos o almoço dela no aeroporto, antes do vôo e levamos algumas frutas e biscoitos. Neste vôo ela interagiu bastante conosco, mexendo nas revistas e até com um passageiro atrás de nós que ficava brincando de esconder com ela. Foi um vôo tranquilo e agradável.

No vôo de retorno nós, pela primeira vez na vida, chegamos hiper cedo ao aeroporto. Fizemos tudo com bastante calma, passeamos, vimos lojas, falamos com as nossas famílias e depois jantamos na sala vip da Amex. Trocamos a Maria lá, colocando uma roupa bem quentinha e embarcamos com toda calma do mundo. 

Dessa vez ficamos em duas poltronas de uma fileira lateral com três assentos. Pegamos a janela e o assento do meio. Mais uma vez, não eram os lugares que escolheríamos, mas o vôo estava lotado e era a opção para ficarmos juntos. Maria dormiu o vôo inteiro, sem acidentes com a fralda, a temperatura estava bem melhor do que na ida e ela veio bem plena no meu colo. O único porém foi esse. Ela não queria ir pro colo do pai de jeito nenhum. Então, eu cheguei bem cansada no Rio, de passar a noite a segurando e dando de mamar. E, acho que fiquei cansada especialmente por saber que o dia seguinte não seria na praia pra descansar.

Bebê sorri no colo da mae sentadas à mesa comendo na sala vip Amex em Miami

Dando a jantinha da Maria na sala vip da Amex no aeroporto de Miami. Essas salas são ótimos pontos de apoio nos aeroportos. Essa contava com uma brinquedoteca

Quanto à imigração e segurança, todas as vezes em que passamos foi tranquilo. Em Miami só foi mais complicado posicionar a Maria para a foto na máquina de autoatendimento. Ela estava super sonolenta e não queria abrir os olhos e a máquina não reconhecia o rostinho com os olhos fechados. Em nenhum ponto implicaram com comida ou frutas na mala de mão.

Na nossa bagagem de mão, além das comidinhas, levamos roupas extras pra Maria, muitas fraldas, lenço umedecido, uma muda de roupa para cada um de nós adultos, alguns brinquedinhos e os eletrônicos. Levamos a mochila que usamos no dia a dia com a Maria, que é enorme (essa aqui), e uma mala de mão.      

Espero nosso relato de vôo com bebê pela American Airlines facilite a vida de sua família. Use os comentários para deixar qualquer dúvida que tenha surgido ou compartilhar conosco e os outros leitores a sua experiência.  

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Publicado por Jackie Mota

Uso minha formação em jornalismo e minha experiência organizando as viagens da minha própria família para escrever posts didáticos e detalhados para poupar o SEU tempo. Nos meus textos você encontra informações práticas apuradas com responsabilidade e organizadas de acordo com as necessidades do viajante. Referências histórias e análises sobre a política e impactos do turismo também estão presentes no meu trabalho para que você viaje bem informado, seguro e consciente - sou especialista em Relações Internacionais e Mestre em Estudos Estratégicos da Segurança Internacional.

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