Feliz Lusitânia: das Docas à Casa das 11 janelas

por Jackie Mota 03.set.2013

 

Seguindo meu roteiro de 2 dias em Belém, após visitar o Teatro da Paz segui a pé por uma das principais avenidas da cidade, a Presidente Vargas, até as Docas. Não tenho fotos nesse trajeto, pois achei tanto esta parte do Centro como, especialmente, a região ao redor do mercado Ver-o-peso bastante “vigiada” por, digamos, espertalhões. Então aproveitei o passeio tranquilamente, a pé, mas sem expôr câmera ou celular.

Bom, a Estação das Docas paraense é quase sempre comparada à Puerto Madero, por também ser uma região portuária revitalizada com objetivo turístico. Inaugurada no ano 2000, a estação está localizada no antigo porto da cidade e revitalizou uma estrutura que inclui armazéns em ferro fundido vindos da Inglaterra e guindastes norte-americanos. Mas há bastante diferenças entre os projetos argentino e o de Paulo Chaves. Em Buenos Aires são diversos restaurantes funcionando em construções autônomas, com estabelecimentos independentes ao longo de uma área portuária, já em Belém são 3 grandes armazéns que abrigam vários estabelecimentos, incluindo restaurantes e lojas e quiosques. Então, por exemplo, nas Docas quando tinha algum show de música ao vivo, era o mesmo show pra todos os restaurantes do local, já que a parte interna é compartilhada. Os armazéns das Docas são “temáticos”: artes e cultura; gastronomia; e eventos e feiras. Fui algumas vezes às Docas e passeei bastante pelo primeiro galpão, que conta com uma exposição sobre a história do espaço, e pelo segundo, onde almocei, jantei e , especialmente, tomei muito sorvete.

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Área externa da Estação das Docas: bem parecido com Puerto Madero, hein?
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Parte interna: ao contrário de Puerto Maderno, a Estação das Docas tem uma parte interna compartilhada pelos estabelecimentos

Bom, lá dentro há muitas opções para comer e beber. Alguns restaurantes funcionam em esquema de buffet com preço fixo (por volta de R$ 40 por pessoa), mas também servem a la carte e há restaurantes a quilo (há um orgânico no mezanino, por exemplo). Almocei uma vez no Capone, pagando preço de buffet e comi muito bem. Primeiro me servi no buffet deles, aproveitando para comer aquela farofinha amarela delícia do Pará. Depois, o garçom nos trouxe uma “degustação” de risotos de sabores locais como maniçoba, jambu e o delicioso oso oso (merece o eco!) risoto de filhote (um peixe). Para finalizar ele ainda nos trouxe o filhote grelhado com várias opções de molho. Adorei o sistema e a comida. Ah, ainda rola sobremesa neste buffet também, com sabores paraenses como creme de cupuaçu ou o açaí.

Já à noite preferi ficar na Amazon Beer, uma cervejaria local. De segunda a quarta-feira a casa oferece um sistema de preço fixo (R$ 40 por pessoa) que inclui o chope próprio e um buffet de petiscos até determinado horário (acho que até as 20h). Vale a muito a pena para quem bebe. Eu não bebo cerveja, então fiquei por lá e provei alguns petiscos (como palmito assado e pasteizinhos variados) e bebi drinks. Mas… isso não significa que não provamos as famosas cervejas. Eu trouxe algumas long necks de presente pro Rômulo que comprei na própria Amazon Beer: um kit na caixinha com 2 long necks e um copo da cervejaria (R$ 29) e mais 4 long necks avulsas (em média, R$ 6) – postei a foto no nosso instagram, já tá nos seguindo?

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Restaurante no Mezanino

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Cervejaria Amazon Beer

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O produto local

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Um dos restaurantes em esquema buffet: Capone
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Pratos no Capone

Outro local que faz muito sucesso na Estação das Docas é a Cairu, uma sorveteria que tem algumas filiais na cidade. São muitos sabores locais como bacuri, açaí e outros com nomes engraçados que te fazem não ter a mínima idéia do que possa estar naquele sorvete. Eu não curto muito sorvete (nada gelado, na verdade), mas no calor de Belém achei providencial e tomei algumas casquinhas. Mas fui bem conservadora e me esbaldei no de Castanha do Pará.

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 Bem ao lado das Docas está o famoso Ver-o-peso. O lugar é bacanérrimo para visitar, mas não me senti muito segura por lá. Por isso decidi aproveitar o passeio sem maiores estresses e não tirei a câmera da mochila. Mas para que vocês tenham idéia é uma feira que inclui diversos “setores” e o lugar com melhores preços para comprar de artesanato e comidas locais como castanhas do Pará. As castanhas, aliás, são oferecidas aqui em diversos formatos e jeitos de preparo – com casca, sem, picadas, carameladas etc.

A parte mais próxima das Docas me lembrou o camelódromo carioca, porque muitas barracas tinham camisas e coisitas made in China, mas um pouco mais à frente os barracões migraram para comidas locais, frutas e artesanato. Várias barracas oferecem a famosa porcelana marajoara, por exemplo, e muitas lembrancinhas incluem o patchouli. É por aqui também que ficam as famosas garrafadas: preparados artesanais para todo e qualquer tipo de problema. Tem garrafada para trazer amor, dinheiro, mudar decisão, para virilidade. Comprei uma mini-garrafinha a título de lembrança para atrair dinheiro. A minha parece mesmo ser só com objetivo decorativo, pois é um líquido limpo de cor verde, enquanto outras garrafadas preparadas para banhos ou consumo exibem ervas e outros itens em seu interior.

Mais à frente está uma parte de comida que tem muitos tipos de frutas e oferece tanto a venda delas para levar para casa quanto sucos e comidas para comer na hora. A coisa não é tão setorizada quanto estou descrevendo, mas dá pra sentir a diferença à medida em que se anda. Bem no início, por exemplo, quebrando essa “ordem” havia umas barracas vendendo animais vivos, como patos.

Saindo do Ver-o-peso segui a pé na direção da Praça do Relógio, atravessando por dentro do Mercado Municipal Francisco Bolonha. Foi como pular dentro de uma máquina de teletransporte e ir parar em Buenos Aires. O motivo? O estilo do mercado, em ferro fundido verde escuro. A explicação é simples: na época em que este mercado e tantos outros da América do Sul foram construídos no Reino Unido era o grande fornecedor de tudo que fosse fabricado em ferro. Aqui nos trópicos recebíamos catálogos com diversos modelos de estruturas prontas, escolhíamos e encomendávamos. Aí algum tempo depois chegava aqui a estrutura prontinha, só pra ser montada. Este, de 1908, foi encomendado à empresa Walter MacFarlane, de Glasgow. Por isso várias cidades tem construções muito parecidas, porque eram todas do mesmo catálogo.

Segui, então, em direção à Praça do Relógio, atravessando-a e indo em direção à Catedral de Belém e a região conhecida como Feliz Lusitânia, a primeira denominação de Belém. Confesso que essa igreja não me impactou (ao contrário da belíssima c de Nazaré, da qual ainda falarei). Essa região já achei muito tranquila para turistas. Tirei várias fotos da igreja e da pracinha em frente, que atravessei para ir ao Forte do Presépio.

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O Forte do Presépio é o marco de fundação da cidade em 1616 e também é o registro da primeira investida dos portugueses na região. Na parte externa do Forte estão estes marcos de fundação , e alguns canhões, e  dentro do Forte funciona um museu que tem diversos itens da cultura da região, como a cerâmica marajoara e tapajônica. A construção do forte foi motivada pela intenção de proteger a boca do Amazonas de agressões tanto de índios quanto de holandeses e piratas. Em 1835 o Forte voltou a ser palco de acontecimentos importantes: os cabanos, revoltosos do movimento Cabanagem, o utilizaram como apoio. Do Forte tem-se uma ótima vista da cidade velha.

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Bem ao lado do Forte está a Casa das 11 janelas, um palacete construído originalmente como residência de um senhor de engenho hoje é um centro cultural. A exposição inclui gravuras de artistas modernos brasileiros e salas de exposições temporárias. Quando visitei havia uma instalação sobre um viajante. Na casa funciona também um restaurante bem cotado que utiliza os jardins do palacete à beira-rio e que bomba nas noites do fim de semana.

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Texto: Jackie; Fotos: Viaje Sim!

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Publicado por Jackie Mota

Uso minha formação em jornalismo e minha experiência organizando as viagens da minha própria família para escrever posts didáticos e detalhados para poupar o SEU tempo. Nos meus textos você encontra informações práticas apuradas com responsabilidade e organizadas de acordo com as necessidades do viajante. Referências histórias e análises sobre a política e impactos do turismo também estão presentes no meu trabalho para que você viaje bem informado, seguro e consciente - sou especialista em Relações Internacionais e Mestre em Estudos Estratégicos da Segurança Internacional.

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Comentários

  1. Letícia
    11 set 2013

    Ver-o-Peso e a insegurança. ai ai.
    Docas <3 <3
    CAIRU <3 <3 <3
    e créditos da foto da cerveja: eu! hehehehehe #folgada

    • 12 set 2013

      Verdade, uma pena penissima, Le. Mas eu estava acompanhada lá e não me senti segura mesmo assim.
      Verdade, a foto da cerveja é sua!
      bjs,

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