Fotografar

Só comecei a querer fotografar quando comecei a viajar. Antes disso eu curtia ver fotografias e ir a exposições, aprendi um pouco na Faculdade sobre a história, as escolas e tendências da arte fotográfica e até de fotografia cinematográfica, pois era rata de cinema e o jornalismo cultural era uma opção na época. Mas eu não tinha a necessidade de fotografar. Somente quando comecei a sair pelo mundo senti a necessidade urgente de poder registrar em papel (e depois em pixels) o meu olhar sobre o mundo.

Aí depois veio o casamento, época em que aprendi um pouco mais sobre fotografia para escolher o profissional que registraria esse dia tão especial. E depois veio o Maquiavel, nosso primogênito, que me fazia querer poder registrar seu crescimento, cada nova gracinha e carrinha fofa. E como ele era (e é) absurdamente elétrico, era impossível fotografá-lo bem com o celular ou uma câmera point and shoot. Foi então que decidi que eu precisava urgente de uma câmera reflex.

Fotografia Canon 60D

Uma das primeiras fotos ever com a camerinha. Balanço de branco? Temperatura? Ainda não conhecia isso hehehe (foto sem edição). Casa, 2012

Comecei a juntar os centavinhos da bolsa do mestrado, mas acabei ganhando de presente do marido minha primeira refles. Mesmo assim, demorei um tempão para decidir qual câmera comprar, já que existem muitos modelos no mercado, mesmo me restringindo a escolher entre somente duas marcas, a Canon e a Nikon. Eu li várias resenhas, posts com dicas para tomar a decisão e pesei bastante o orçamento que eu tinha para investir o objetivo da câmera. 

No meu caso, como disse, queria a câmera para aprender a fotografar, ter mais recursos para registrar nossas viagens e também para conseguir fazer fotos boas do Maquinho. E eu também queria uma câmera que fizesse bons vídeos, pois isso é algo que em algum momento quando eu tiver tempo pretendo estudar. Depois de muito pesar eu tinha me decidido por uma Nikon, mas o maridón se intrometeu, pesquisou, pesquisou e me convenceu a mudar para um Canon. Dentro das opções da marca minha escolha foi a Canon 60D, que comprei no kit com a lente 18-55 mm.

Se você está procurando um modelo de câmera para chamar de seu indico esses posts aqui e aqui para ajudar na decisão.

O vídeo de propaganda da Canon 60D feito com a própria. Assista abaixo:

Claro que não basta ter o equipamento para fazer um vídeo assim ou sair fotografando lindamente, né? Mais importante é saber usar os recursos da câmera. Quando recebi a minha não sabia nem segurá-la corretamente. Mas esse aprendizado é o que eu acho divertido e um ótimo hobby, um verdadeiro passatempo. Sabe aquela época em que a gente não tem viagem marcada para lugar nenhum e fica entediado? Taí uma ótima forma de passar o tempo: se preparando para registrar melhor a próxima viagem, quando ela vier.

Assim que comprei a câmera, a cada intervalinho que eu tinha eu ia lendo um trechinho do manual, pegando a câmera, testando e tentando entender como tudo funciona. Lia bastante nesta época este site aqui, que tem um guia de introdução à fotografia em câmeras reflex. O legal é que ao final de cada post tem uma proposta de exercício, que é a forma mas fácil de aprender, afinal.

Canon 60D

No início eu adorava fotos neste estilo, uma coisa Cartiê Bressão (risos). Urca, 2012

Minha cobaia quase sempre era o Maquiavel e o mais engraçado é que ele fica louco com o barulho do foco ou do disparo da câmera e tenta pegá-la a todo momento. Então além de tentar me entender com ISO, abertura de diafragma, foco etc eu ainda precisava defender a câmera do Maquinho. Foi por causa dele e suas lambidas que o primeiro acessório que comprei foi um filtro polarizador (vou falar mais sobre acessórios depois), pois descobri logo que proteger a lente era fundamental aqui em casa. Hoje em dia eu treino mais com o Foucault, que é mais calmo e obediente, então ele fica onde eu mando. Mas para fotografia espontânea ele é péssimo. Se ele está em uma pose legal e vou pegar a câmera, pronto, basta ele ver que vou clicá-lo que ele sai da pose =/

Canon 60D

Até no passeio diário com Maquinho eu levava a câmera no início. Botafogo, 2012

Canon 60D

Foucault, julho 2013

Como eu estava vendo que não tinha muito tempo para ficar mexendo na câmera em casa, decidi entrar em um curso de fotografia, assim teria o compromisso de uma vez por semana dar uma treinada. Peguei um curso para iniciantes mesmo, para quem quer aprender a mexer em todos os botõezinhos e sair do modo “capim” (o verde do automático hehe). A primeira aula foi em sala, com uma noção teórica sobre fotografia e eu já super curti a professora, muito simpática, engraçada mesmo, além de paciente e de ter uma linguagem acessível. As aulas seguintes foram ao ar livre e foram muito proveitosas porque além de ser um tempo para treinar fotografar, também pude passear nessa cidade linda.

Depois do curso eu fiquei mais aplicada. Comecei a levar a câmera para todo canto, encontrinhos, visita aos bebês das amigas, aniversários. E sempre, desde o início, só uso a câmera nos modos manuais e tento conseguir acertar as fotos na hora em que fotografo mesmo, sem ficar naquela “ah, depois eu conserto no photoshop”.

Canon 60D

Tema que sempre adorei e continuo fã: janelas (foto sem edição).
Casa de Rui Barbosa, 2012

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Janela em Colônia, Uruguai – agosto de 2012

Mês que vem completo dois anos com minha reflex. Posso dizer que ainda sou bem iniciante e ainda não domino a bichinha completamente e, especialmente o processo de edição e de upload (acabei de trocar de computador e, por exemplo, algumas fotos ficam muito alteradas quando redimensionadas pro blog) ainda me são bem misteriosos. Mas já aprendi muita coisa, já ampliei meu rol de acessórios indispensáveis, e mesmo tendo um novo caso de amor com a GoPro, é minha reflexinha quem reina soberana no meu coração e tempo livre.

Afina, também posso dizer que nesses dois anos passei horas e horas e horas me divertindo muito com ela, tanto em casa quanto em viagens. Os destinos ganharam muito mais atrativos para mim, como por exemplo, a luz. Tailândia e Myanmar têm uma luz lindíssima e Ushuaia é um dos destinos mais fotogênicos em que já estive. Nessas viagens fotografar foi uma das minhas atividades preferidas, mais que qualquer tour ou museu.

Canon 60D

Ushuaia, fevereiro 2013

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Venezuela, fevereiro 2014

Fico feliz de não ter deixado passar a oportunidade de começar a fotografar – na época em que comecei a querer a câmera fiquei na dúvida se não era consumismo apenas – porque hoje fotografar, e tudo relacionado a isso, é uma das coisas que mais tem me dado prazer e uma atividade que descobri ser ótima para acalmar a mente e o coração.

Canon 60D

Bagan, Myanmar, maio de 2014

Sobre fotografia, já escrevi também: Fotos e lembranças de viagem, como você organiza? 

Cresceu no interior de Minas, sempre cercada de livros. Desde criança tem uma alma antiga. Encontrou no Rio o amor da sua vida, com quem ama viajar e se casar (again and again). É mãe de dois buldogues, Maquiavel e Foucault, jornalista e mestre em Estudos Estratégicos.

2 Comments on Fotografar

  1. Camila
    19 de agosto de 2014 at 18:36 (5 anos ago)

    Você indica a go pro?? Vou para Orlando mês que vem e quero uma, mas não sei se vale a pena… O que vc me diz?

    Responder
    • Jackie Mota
      19 de agosto de 2014 at 20:32 (5 anos ago)

      OI Camila, eu gostei muito. Mas assim, usei direto no sudeste asiático, adorei pra poder usar no mar, no banho dos elefantes e tal, mas qd chegou em NY ficou guardada. Ela é mais pra destino de aventura mesmo, qd vc não quer/pode carregar uma câmera grande ou vai molhar. Em ambiente de cidade tem suas limitações, por exemplo, fica péssima pra uso noturno e a qualidade das fotos não é lá essas coisas comparando com uma reflex.
      mas pro que foi feita, eu adorei!
      bjs,

      Responder

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