Até o início de outubro quem for a São Paulo poderá se sentir um pouquinho mais perto de Paris. É que o Centro Cultural Banco do Brasil está exibindo 85 obras emprestadas pelo museu D’Orsay na mostra Impressionismo: Paris e a modernidade. Para serem exibidas pela primeira vez na América Latina foram selecionadas obras de Degas, Cézanne, Renoir, Van Gogh, Lautrec, Monet, Manet e outros dos mais importantes artistas impressionistas.
Para quem já esteve no Museu D’Orsay (o preferido do Rômulo) a mostra é uma viagem às lembranças. E para quem ainda não visitou o belo museu instalado em uma antiga estação ferroviária às margens do Sena é uma excelente oportunidade de se sentir na cidade Luz. A exposição está muito bem ambientada no prédio no centro de São Paulo construído no início do século XX, portanto contemporâneo do movimento, e comprado pelo Banco do Brasil em 1923. Já na fila – e prepare-se, tem tido bastante fila – pode-se começar a viagem ao passado, parisiense e paulistano, prestando atenção aos detalhes da arquitetura do CCBB. As enormes portas, a ante-sala cheia de detalhes no teto, o belo lustre e no amplo salão de entrada o teto com vitral retangular.
Ao entrar o visitante é levado direto ao quinto andar e de lá começa sua viagem em direção ao subsolo, onde fica um enorme cofre com portas onde pode se ler a inscrição Paris e onde termina a exposição. O fio condutor dos seis módulos é a cidade de Paris e a relação que os diversos artistas desenvolveram com ela e como isso afetou suas obras. Por isso, estão lá obras que retratam a vida parisiense e seus personagens, mas também o campo do exílio, voluntário ou forçado (devido à guerra).
Além de salas com as obras há uma cronologia que contextualiza os acontecimentos em Paris e no Brasil e um vídeo narrado por Antônio Abujamra resumindo a trajetória do movimento impressionista.
Algumas das obras em exposição: um dos quadros da série Ninféias, de Monet (Lago das Ninféias, Harmonia verde); Madame Darras, do meu amado Renoir; e La salle de danse à Arles, de Van Gogh.
Para chegar ao CCBB utilizamos o metrô, descendo na estação São Bento e saindo bem em frente ao Mosteiro de São Bento. Dali é pertinho e as ruas são bem gostosas para se passear, bem movimentadas, claro, mas sem tumulto e com belíssimos prédios. Depois de ver a exposição ainda caminhamos mais um pouco por ali tentando imaginar a vida no início do século XX. Seguimos pelo Viaduto do Chá até o Teatro Municipal, que recebeu influência da Ópera de Paris, e a Praça Ramos de Azevedo, que é belíssima e super agradável. Passeio perfeito para continuar no clima da mostra.
| Mosteiro de São Bento |
| Praça Ramos Azevedo e Teatro Municipal |
| Teatro Municipal |
Paris: impressionismo e modernidade é gratuita e funciona de terça a domingo, das 10h às 20h. A mostra fica em cartaz no CCBB-SP até 7 de outubro (Rua Álvares Penteado 112) e depois segue para o Rio de Janeiro. É proibido entrar com mochilas, que devem ficar armazenadas no térreo (serviço gratuito). É proibido fotografar a exposição.
Texto: Jackeline Mota; Edição: Rômulo Elizardo; Fotos: Viaje Sim!












Excelente essa exposição, uma ótima descoberta para quem não pode vir à Paris ou como você disse para quem está com saudades de Paris!