Esse post faz parte da blogagem coletiva #TurismoemDebate (leia mais no Trilhas e Aventuras) e curta a página no FB aqui
Eu sou usuária compulsiva de internet e redes sociais. Em casa e na rua. Mas infelizmente o uso do 3G em viagens internacionais ainda é muito caro. E isso é uma pena porque internet durante a viagem é muito importante, para enviar notícias para casa, por exemplo, mas também para compartilhar as experiências da viagem com amigos e leitores.
Por isso um critério fundamental para a minha escolha de hotéis é a disponibilização de wi-fi gratuito. Assim como eu procuro ver se o hotel tem boa localização, bom banheiro e cama confortável, eu acho indispensável ter wi-fi para os hóspedes. Mas não é só hotel que me ganha por ter wi-fi gratuito. Hoje em dia também procuro restaurantes e lojas com essa opção.
Mas o que um estabelecimento ganha ao disponibilizar wi-fi de graça a seus clientes? Primeiro, mais clientes como eu, que usam o wi-fi como critério de escolha. E depois, publicidade gratuita em redes sociais como Foursquare, Twitter, Facebook, Instagr.am etc.
Mesmo que a publicidade não seja sobre o estabelecimento em si, será sobre aquela cidade, região etc e isso é benéfico para todos os negócios de turismo local. Por isso, eu também aconselharia que os empresários de turismo incentivassem suas cidades a disponibilizar wi-fi gratuito em locais públicos como atrações turísticas, parques, praias etc. Afinal, nesses locais os usuários poderiam consultar o Foursquare, o Trip Advisor, o Around Me etc e descobrir aquele restaurante bacanudo ali pertinho, onde tomar um drink no fim do dia, a melhor lojinha para compras de artigos locais ou até mesmo onde se hospedar.
No mochilão
Durante nosso mochilão tivemos pouca conexão de graça na Bolívia. Na verdade, até a paga foi pouca e ruim. Uma pena porque vimos paisagens fantásticas, como as do Salar de Uyuni, queríamos compartilhá-las com nossos amigos e leitores, mas não foi possível. No Peru a situação melhorou, mas um local que parece ser território da falta de conectividade em todo o mundo é o aeroporto. Justo onde passamos tantas horas – no Brasil, Chile, Bolívia e Peru – não há como conectar grátis. E, bom, se eu pagasse para me conectar, a primeira coisa que eu faria é reclamar de ter que pagar. Então, acho que a estratégia da cobrança só serve para manter as pessoas offline.
Mas ao longo do nosso roteiro encontramos wi-fi em alguns locais públicos e até em ônibus! Abaixo, uma listinha de locais com wi-fi gratuito por onde passamos:
La Paz (Bolívia)
No nosso hotel, o Rosário, tinha wi-fi gratuito. O sinal era fraco no quarto, mas funcionava em todo o hotel, que oferece também computadores e impressora no Café.
Arequipa (Peru)
No nosso hostal, o Estela De Oro, o wi-fi funcionava super bem, no quarto inclusive. E na Praça de Armas encontramos o Cusco Coffee (bem no estilo do Starbucks) para se conectar grátis.
Nazca (Peru)
Não nos hospedamos, apenas tomamos café no Hotel Alegria, mas nos deram a senha do wi-fi mesmo assim. Usamos no restaurante.
A empresa Cruz del Sur disponibiliza Wi-fi em algumas linhas. No ônibus de Nazca para Paracas havia rede.
Paracas (Peru)
O hostal Mar Azul nos deu a senha, mas não conseguimos conectar no quarto. O hotel tem um computador disponível para uso dos hóspedes.
Lima (Peru)
O meu queridinho 3B Barranco’s Boutique Bed & Breakfast tem wi-fi em todo o hotel – alguns aparelhos não conectavam no quarto, como o Ipad, mas outros sim, como o Kindle. Na área de uso comum, a conectividade era boa. E eles ainda oferecem dois computadores para uso dos hóspedes.
No aeroporto de Lima, a salvação é o Starbucks.
Em Miraflores, o Parque Kennedy oferece conexão.
Cusco (Peru)
Os dois hotéis em que nos hospedamos – o Andean Wings Boutique Hotel e o Casa Mama Cusco 1 – tinham redes para os hóspedes com ótima conexão. No Andean Wings há um bar e restaurante abertos ao público em geral.
Também usamos o wi-fi no Starbucks da Praça de Armas e no Cicciolina (restaurante e bar de tapas), pertinho da Pedra de 12 ângulos.
Ollantaytambo (Peru)
O fofinho Heart’s Café (que também é um projeto social) tem wi-fi até as 17h.
Aguas Calientes (Peru)
O restaurante Indio Feliz, além de ter uma comida incrível, tem wi-fi.
Santiago (Chile)
Mofamos no Aeroporto de Santiago na volta pra casa e quem nos salvou foi o Wi-fi do Starbucks. Tem no emabrque internacional e no nacional também.
Quem também oferece wi-fi gratuito por lá é o Dunkin’ Donuts.
Fotos: Arquivo pessoal












Trackbacks/Pingbacks
[...] Turismo em debate: Internet wi-fi gratuita nos estabelecimentos turísticos Viaje Sim – Wi-Fi Gratuito no mochilão Bolívia – Peru Dentro do Mochilão – Wi-Fi [...]