Como ir a Liverpool

O post sobre Liverpool estava pronto para entrar no ar no fim do mês, mas como uma dica da Jackie virou post lá no Viaje na Viagem, decidimos colocar logo no ar.

E para entrar no clima, um clipezinho com nossa ida à cidade:

Todo Beatlemaníaco que se preze sonha em ir a Liverpool, né? Pois bem, vamos contar sobre nossa ida à cidade dos Fab Four e dar nossas dicas.
 
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Como chegar

Liverpool fica a pouco mais de 2 horas de trem de Londres, por isso é super possível fazer um bate-volta até lá. Para pegar o trem fomos de metrô até a estação de Euston e embarcamos lá. Compramos as passagens aqui do Brasil mesmo (nesse site aqui), imprimimos o comprovante e lá na hora pegamos o bilhete em uma das máquinas disponíveis no local. 

Em Liverpool há duas estações, a Lime Street e a Central. Desça na Lima e fique atento para ir à estação certa na volta. Ainda na estação descobrimos uma lojinha de bolos de casamento e eu achei irônico. Para quem não sabe, Jane Asher, a namoradinha de Paul nos anos 60 hoje em dia é uma famosa confeiteira. Então, essa foi uma das primeiras fotos em Liverpool =)

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Passeios

Há vários passeios possíveis para os beatlemaníacos na cidade, sem contar as outras atrações de Liverpool. Para se dedicar à história dos Beatles você pode fazer o passeio tipo tour no ônibus amarelo a la Magical Mystery Tour, alugar táxis para passeios exclusivos e até fazer trechos a pé. Mas há apenas um modo de entrar nas casas onde Paul e John cresceram: o National Trust.

Compramos ainda aqui do Brasil nossos tickets para esse passeio, que tem dia e hora marcados, pois há limite de visitantes por dia, então estávamos aflitos em não perder de modo algum a hora. O site é esse aqui. São três ou quatro saídas diárias, dependendo do mês, e em 2009 pagamos 32 libras pra duas pessoas. Atenção: as casas costumam fechar nos meses de inverno.

Fizemos pela manhã o passeio do National Trust, à tarde o Magical Mistery Tour em ônibus e à noite curtimos o Cavern Club. O passeio do ônibus pode ser comprado dentro da Beatles Story, na Albert Dock (Docas), pouco antes de sua saída às 14h30m (aos sábados, domingos e dias especiais há uma saída extra às 12h; o tour não funciona nos dias 24,25 de dezembro e 1 de janeiro). Também é possível comprar pela internet. O bilhete custa cerca de 15 libras por pessoa. O site é esse aqui. A mesma empresa faz passeios de dia inteiro que incluem o passeio da National Trust.

Em Liverpool também há um hotel temático, o Hard Day’s Night que vende pacotes com hospedagem e passeios. 

Há ainda opções de passeios marítimos, o The Yellow Duckmarine e o The Yellow Boat Cruise. Esse primeiro parece bem interessante, pois é feito em um veículo anfíbio da Segunda Guerra Mundial. 

National Trust

Chegamos a Liverpool por volta de 9h15m e fomos a pé da estação até Albert Docks. É de um hotel em frente às docas, o Jurys Inn,  que sai a van do National Trust, às 10h. Enquanto aguardávamos, aproveitamos para dar uma olhada no porto que foi declarado patrimônio da Humanidade pela Unesco. Falo mais sobre o Albert Dock no fim do post.
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O chão vermelho de Liverpool

No nosso dia havia apenas dois rapazes além de nós no tour. Excelente! Saímos e fomos direto para Mendips, a casa de Tia Mimi, onde John cresceu. 

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Fotos da casa retiradas do site da National Trust
Gente, vou tentar contar aqui como foi tudo, mas jamais vou conseguir transmitir a emoção de percorrer esses lugares. Até hoje, ainda me pego pensando que talvez eu tenha sonhado isso, pois toda a atmosfera contribuía mesmo para parecer um sonho. O tempo estava super fechado, chovendo e com névoa. As ruas estavam vazias, a cidade silenciosa.

 

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Não tem filtro na foto: é névoa mesmo, mas parece sonho
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Mendips, a casa onde John foi criado pela Tia Mimi

Pois bem, o passeio da National Trust começa na casa da Tia Mimi, onde John cresceu – ele foi pra lá quando tinha 5 anos, após Julia tê-lo deixado aos cuidados da Tia. Quem vem nos atender é uma senhorinha muito, muito simpática. Ela nos deixa muito à vontade. Entramos pelo portão lateral, como quem já é de casa. E quando entramos na casa, meu Deus, parecemos ter sido transportados para os anos 50. Achei que a casa seria uma espécie de museu, mas não. Eles recriaram a casa como na época em que John vivia ali. Parece um local onde alguém ainda mora. Tem panelas, pacotes de biscoito, tudo, tudo de época em seu devido lugar. Ah, sim, não se pode tirar fotos lá dentro.

A “tia Mimi”, como apelidei a guia, vai passeando conosco e contando como era a vida de John na casa, em cada cômodo. A voz doce dessa senhora inglesa, sua paciência em falar devagar para o Rômulo – que não fala bem o inglês – aquele cheiro de passado, tudo é envolvente. Um dos momentos mais gostosos foi numa salinha onde Tia Mimi costurava e havia vista para o jardim de inverno, repleto de hortênsias. Como eu amo hortênsias! A guia explicou que originalmente não havia essa vista, mas depois que ficou famoso John mandou construí-la para que Mimi pudesse ver o jardim lá atrás, já que a frente da casa vivia cheia de fãs.

Outro momento emocionante, é claro, é o quarto de John. Indescritível a emoção.

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A casa onde Paul cresceu e o guia/sósia

De lá, seguimos para a 20th Forthlin Road, a casa onde Paul cresceu. Quem atende a porta é o guia que é sósia dele. Já envolvidos pelo clima de passado, é impossível não tomar um susto. Na casa de Paul o esquema é o mesmo. Tudo foi mantido para recriar a vida do jovem Paul na casa onde viveu com seu irmão Michael, seu pai Jim e a mãe Mary – que morreu quando ele tinha 14 anos.

Andamos pela casa toda, ficamos um pouco no jardim onde foram tiradas algumas famosas fotos de Paul com sua família. O guia dessa casa é muito, muito engraçado. Ele me fez gritar como uma beatlemaníaca direto dos anos 60, já que eu era a única menina no grupo (risos).

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Fotos do interior retiradas do site da National Trust

O passeio durou cerca de duas horas, mas até hoje quando penso naqueles momentos, pareço estar sonhando. Será que depois de escrever, deixar registrado aqui que os vivi, eu finalmente acredito?

Ah, sim, vocês repararam que na casa de John há uma plaquinha azul e na de Paul não? Bom, essa plaquinha marca locais históricos em toda a Inglaterra, mas ela só é concedida para personalidades históricas já mortas. Por isso Mendips ganhou a sua em 1981 e a de Paul não possui uma. E eu espero que nunca possua! =)

Beatles Story

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Fachada e interior (parte da loja) da Beatles Story

De volta às docas, entramos na Beatles Story, que é uma loja e museu dos Beatles. Na verdade há dois prédios da Beatles Story, abrigando loja, café, exibições, uma sala para apresentação 4D etc. Mas o museu não possui muitas peças exclusivas dos Fab Four. Ele é mais uma apresentação da história dos Beatles e vale mais para quem não sabe cada detalhe da vida deles. Porque gente, deixa eu me gabar: nada do que vi ou ouvi na viagem foi novo para mim. Eu identificava cada objeto, estava vendo-os pela primeira vez, mas já conhecia tudo. Fiquei toda orgulhosa de ser uma sabichona de Beatles (risos).

A entrada custa cerca de 13 libras para adultos e pode ser comprada pelo site.

Bom, fizemos algumas comprinhas, claro, e almoçamos no Starbucks do subsolo, que por sinal foi delicioso e barato. Compramos as entradas para o Magical Mystery Tour e esperamos a saída do ônibus torcendo para a chuva fina que caía parar. 

Magical Mystery Tour

Entramos no ônibus repleeeeto e partimos. O guia é animadíssimo, parece que fez uma participação em um filme sobre os Beatles e é realmente espirituoso. Ele vai mostrando não apenas os pontos ligados diretamente à história dos Beatles, mas também as construções históricas de Liverpool como o Radio City e outros. Infelizmente a chuva fina virou um temporal.

Em alguns pontos, como a casa de George na 12th Arnold Grove, o ônibus pára para descermos e tirarmos fotos, e em outros ele só pára um pouquinho para vermos pela janela. Como estava chovendo absurdamente, não pudemos descer em Strawberry Fields (muito triste). Vimos também a casa de Ringo, Penny Lane (a rua que dá nome a uma música) e muitos outros pontos. O passeio dura pouco mais de 2 horas e termina na rua do Cavern.

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O ônibus igual ao do filme dos Beatles
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Muita, muita chuva
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Portões de Strawberry fields sob tempestade
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A cada onde George cresceu 
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Plaquinha identificando a rua Penny Lane 
Cavern Club

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A rua do Cavern 
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Estátua do John na rua
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Violão de John no Cavern Pub
Ao sair do Tour demos uma espiada no Hotel A Hard Day´s night, todo temático. Quem quiser passar a noite em Liverpool, taí uma ótima opção. O hotel também vende pacotes com passeios e outras experiências.

Entramos na rua do Cavern. Lá há uma estátua de John e o Cavern Pub e o Cavern Club.

Entramos no Pub porque foi o que vimos primeiro. E eu quase tive um enfarto! Entrei, olhei ao redor e falei: não é assim. Eu estava cansada de saber como era o Cavern e não era daquele jeito. Rômulo pediu cerveja e tentava me convencer, mas eu estava desolada. Até que resolvi perguntar ao garçom e ele disse que estávamos no Pub. Saí correndo e finalmente entramos no Cavern Club. Aí sim, era como eu sempre imaginei – tirando que tem uma parede bem da breguete com o nome cavern e os rostos dos rapazes.

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Entrada do Cavern
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A tal parede breguete
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O palco do Cavern

Ficamos lá o resto da noite, estava rolando show com músicas dos Beatles, claro. Tiramos fotos e voltamos andando para a estação para pegar nosso trem que saía às 22h.

Ah, sim, o Cavern Club tem um site em que divulga sua programação, aqui.

Antes de partir comemos no Burguer King um hamburguer de peixe sensacional, que tentamos depois, em vão, encontrar em Londres. No trem, o Romulo dormiu até chegarmos. E eu não queria dormir com medo de deixar aquele sonho.

Liverpool além dos Beatles

Obviamente que nosso interesse em Liverpool era por causa do Beatles, mas a cidade, ao contrário do que imaginávamos, não vive em função deles. Em agosto, quando acontece o Beatles Festival, até deve ser assim. Achávamos que íamos desembarcar e ver placas com fotos deles em todas as ruas ou algo do gênero. Mas não. Ao sair da estação e tentar chegar no hotel para pegar a van encontramos turistas que estavam lá por causa do time de futebol, o Liverpool. Eu, que não entendo patavinas de futebol fiquei chocada. Mas o Rômulo me explicou que é um time importante. Bom, o estádio do time fica lá.
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Fotos da cidade

Liverpool é muito mais que isso. A cidade é enorme, multicultural e tem uma história muito mais antiga. Em 2004 a Unesco declarou-a Patrimônio da Humanidade. O porto local foi importante para a expansão do Império Britânico e para a revolução industrial. Em 1229 o rei Henrique III autorizou a cidade a comercializar sem pagar taxas, o que deu incrível incentivo ao crescimento de Liverpool. Outros acontecimentos em Londres levaram o porto a se transformar em uma das principais portas de saída do velho para o novo mundo. Com o porto crescendo, claro, chegaram imigrantes de toda parte. Ah, sim, o pai de John Lennon trabalhava na Marinha Mercante durante a II Guerra Mundial.

O prédio Albert Dock foi construído pelo príncipe Albert em 1846. Em 1980 ele foi reformulado e passou a ter as funções culturais atuais.
 
Há muitos museus e atrações culturais na cidade. A Walker Art Gallery é a National Gallery do norte da Inglaterra e tem um acervo interessante. No Albert Dock, que tem entrada grátis, estão várias atrações como a filial do museu Tate, o Tate Liverpool, o Merseyside Maritime Museum, o International Slavery, o  próprio Beatles Story e ao lado o Liverpool Echo Arena, um centro de convenções inaugurado no ano em que Liverpool foi a capital da cultura européia. Agora há também uma roda-gigante ao lado da Arena.
Ao longo da cidade há outras construções interessantes como a chamada Three Graces. Este é um conjunto de construções centenárias da cidade: o Liver Building, a Cunard e o Porto. Há ainda a Royal Liverpool Philarmonic, a Metropolitan Cathedral e a Anglican Cathedral, além do prédio do Radio City Tower, que é o mais alto da cidade.
 
Ou seja, há muito para se ver e fazer na cidade, mesmo para quem não é fã de Beatles. Há uma história longa e culturalmente rica para se conhecer em Liverpool.
Texto e edição: Jackeline Mota; Fotos: Arquivo pessoal
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6 Respostas para “Como ir a Liverpool”

  1. Norma Wilna de O.Valle macedo
    19 de maio de 2013 at 16:53 #

    Olá, boa tarde, li seu site e achei interessantíssimo.Vai me ajudar muito pois em setembro pretendo ir em Liverpool e suas informações foram muito preciosas. Gostaria de uma informação, se possível:
    eu e minha amiga vamos ficar num hotel próximo a estação de metrô Russel Square.Como fazemos para chegar até a estação de Euston? É lá que pegamos o trem para Liverpool não é?
    Agradeço sua atenção e parabéns pelo site.
    Um abraço
    Norma

    • Jackie
      19 de maio de 2013 at 20:51 #

      Olá Norma, vc pode ir de metro mesmo para Euston.
      A minha passagem saia de Euston, confira no seu bilhete. Mas a minha foi de lá mesmo.
      Abraços,

  2. Daniel Conceição
    9 de março de 2013 at 22:53 #

    Bem legal o post!
    Está me ajudando muito nos preparativos para Liverpool!
    Parabéns!

    Abraços,
    Daniel

    • Jackie
      11 de março de 2013 at 0:18 #

      Que bom Daniel.
      Boa viagem!
      Abs,

  3. Anonymous
    13 de outubro de 2012 at 11:55 #

    Liverpool já vale a pena pelos Beatles, mas ainda têm dois grandes clubes, o Everton, o mais antigo da cidade, time do coração do Paul McCartney, e o Liverpool, clube mais famoso, um dos maiores do mundo, os estádios são antigos, do século IXX, mas foram modernizados, apesar de manterem a aparência clássica, Goodison Park do Everton e Anfield Road do Liverpool, deve ser incrível ver de perto um derby, clássico entre os dois times e ouvir a torcida do Liverpool cantando You’ll Never Walk Alone em Anfield

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  1. Blogagem coletiva: Cores de Viagem - Viaje Sim! - 26 de janeiro de 2013

    [...] Vermelho: Liverpool A cidade dos meus amados Beatles é toda vermelhinha. Essa foto foi tirada logo nas Docas, enquanto [...]

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